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terça-feira, 24 de julho de 2012

[Stanathan fic] "Something always brings me back to you"


Título: Something always brings me back to you
Autora: Kay.
Categoria: Shippers Reais - Stanathan
Advertências: insinuações apenas, nada de explícito dessa vez ;)
Classificação: R
Capítulos: Oneshot
Completa: [X] Sim [ ] Não
Resumo: Ela estava apaixonada por ele.
Nota:Eu ando numa vibe Stanathan tão forte ultimamente que minha cabeça não parava de pensar em vários cenários envolvendo os dois, tão lindos e perfeitos, eu precisava botar pra fora e escrever alguma coisa. Eu sou uma true believer que os dois tiveram alguma coisa durante a primeira temporada, e acho que foi por isso que essa fic tomou essa forma. Também sou uma angst lover incurável =p, adoro envolver um drama nas coisas e ver por essa perspectiva. Espero que vocês que também shippam os dois gostem *-* 

Vou deixar essa parte como uma oneshot por enquanto. Na verdade eu já escrevi mais dela, envolvendo o POV do Nathan porque eu gosto de ver os dois lados, mas sei lá, prefiro ir por partes. Vamos ver se essa agrada primeiro, claro.
Blagh, já falei demais. Espero que agrade, feedback é bem vindo.

Os versos pertencem a música Gravity, da Sara Bareilles.



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Acontecia com menos frequência naqueles dias, e era sempre acompanhado de surpresa.

Vezes em que suas guardas estavam baixas, que seus medos estavam esquecidos e então ela era surpreendida. Vezes em que ele a olhava despido de qualquer receio, um olhar nu como se estivesse enxergando todo o seu interior, tudo o que ela guardava dentro de si e talvez estivesse vendo mesmo. Ainda que durasse segundos, o olhar dele era tudo o que ela conseguia se focar, as íris azuis lhe contando tudo o que ela mesma tinha pedido para que a boca jamais voltasse a repetir.


Something always brings me back to you


Ela tentava fugir quando isso acontecia, desviava os olhos para que ele não mais tivesse acesso a ela, ria com qualquer comentário do momento ou concentrava-se no texto ou qualquer coisa da próxima cena que iriam gravar. Ela tentava não parecer afetada e realmente conseguia pois ninguém parecia perceber, ela era uma atriz afinal de contas. Ele também era, e por isso ela duvidava da expressão extremamente neutra que ele sempre usava depois. Ele era Nathan Fillion, graça e irreverência, alto astral e talento e podia estar pensando um milhão de coisas dentro de um sorriso casual.


O jeito como ele conseguia lhe tocar com um simples olhar, a forma como ele podia lhe fazer arrepiar era indescritível, talvez inevitável. Com o passar do tempo eles aprenderam a entrar num ritmo neutro, o tipo de relação que co-stars tem uns com os outros, carregar uma amizade e saber demonstrar isso atrás dos bastidores, na frente das câmeras. Eles faziam um ótimo trabalho nisso, ninguém conseguiria perceber, ninguém pareceu suspeitar. E isso era bom, isso a ajudava a manter as coisas como elas sempre deveriam ter sido, desde o começo. Mas então ele remexia em tudo, e então ele a olhava daquela forma e era um caminho sem volta. Ele o fazia e assim ela se lembrava, ela relembrava, memórias que eles haviam concordado em não mais mencionar. Era difícil manter um acordo quando no momento mais inesperado ele a olhava daquela forma e ela só conseguindo lembrar-se do peso da mão dele correndo seu corpo ou como seus lábios pareciam adorar sua pele, saboreando-a em todo lugar. E era por isso que ela se arrepiava, era intenso demais, fazia tempo demais.


You hold me without touch.


E era em momentos como aquele que ela se lembrava de quanto o queria.

O tempo não tinha conseguido apagar muitas coisas, não quando se tratava dele. Stana nunca imaginou que algo assim fosse acontecer com ela, com eles, mas muito aconteceu assim em sua vida, imprevisível. Ele mesmo tinha chegado de uma forma inesperada e mudado coisas dentro dela, fazendo-a sentir milhares delas ao mesmo tempo. Muitas eram sentimentos que ela não deveria estar sentindo, não ela, a pessoa que tinha jurado jamais misturar vida amorosa com a profissional. Ah se antes soubesse que na verdade nunca tivera controle sobre isso, se soubesse que Nathan era um homem apaixonante, que desfiava as regras. 

Mais tarde, arrumando as coisas em seu camarim, não conseguia parar de pensar naquilo, em como ele tinha parado no estúdio no intervalo dos ensaios e olhado para ela daquela forma, dizendo tantas coisas no silêncio. Era como se suspirasse que a conhecia, que ainda a queria, que precisava dela tanto quanto Stana precisava dele. E assim ela fechava os olhos, precisava de foco, precisava de simplesmente não pensar. Ela tinha quase certeza que ele estava namorando, ela não iria perguntar porque eles não tocavam nesse tipo de assunto, era delicado demais. Não quando estavam juntos, só os dois, e carregado um histórico. Ele não podia fazer isso com ela, não quando tinha alguém, não quando ela não queria ter ninguém. 


Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.


Fazia um belo trabalho em esconder sentimentos na frente das pessoas, mas era quando estava sozinha, ela e quatro paredes que a verdade vinha à tona sem que ela conseguisse negar. 

Era muito complicado. 

Por um lado era até simples demais.


# # #


Ela pode ouvi-lo, dias depois, convidar os meninos e mais um pessoal do crew para uma pequena reunião em sua casa, Nathan era um homem que adorava estar cercado de pessoas. A animação em seu rosto era evidente e ela amava vê-lo daquela forma, cheio de excitação, parecia natural, ingênuo até, as linhas de sua pele todas em conjunto iluminadas. Ele aproveitou que Seamus e Jon aguardavam juntos o começo das gravações, dividindo uma pequena mas animada conversa, e assim os convidou, só que ela sabia que Nathan não faria o mesmo com ela. Ele a tratava de uma forma diferente, as outras pessoas muitas vezes não conseguiam enxergar isso, mas ela o conhecia demais para não notar. E antes que ele tivesse a oportunidade, começou sua busca por desculpas, qualquer motivo que fosse convincente o suficiente para justificar sua ausência. Ela não iria, não podia, não quando o apartamento dele guardava muitas memórias. Ainda. Mesmo que cheio de outras pessoas por perto, Stana sabia que não conseguia enxergar aquele local com olhos casuais. Ela simplesmente sabia. Sabia que a cozinha a lembraria das vezes em que, com uma caneca quente de café nas mãos, os cabelos soltos e usando uma camiseta dele bem maior do que seu corpo, ela o assistiu preparando o resto do café da manhã; a sala lhe lembraria das vezes em que eles simplesmente não conseguiram chegar até o quarto e então ele a depositava ali, no sofá, urgente em fazer amor com ela. Até a porta era perigosa, lhe forçaria a relembrar de todas as despedidas, aquelas em que ele sempre beijava o cantinho de sua boca numa promessa de mais, de um novo encontro que estaria por vir.


You keep me without chains


Fazia tanto tempo desde o último, mas ainda sim ela achava que podia sentir o peso de seus lábios. Não se surpreenderia se realmente pudesse.

Não estava tão errada ao prever sua forma de vir lhe procurar, ele o fez num momento em que ela estava sozinha, ainda que houvesse pessoas por perto. Comentou mais ou menos como seria, nada grande demais, uma reunião de amigos porque ele era realmente cheio deles. Disse que seria ótimo se ela pudesse ir, seu coração pulando ao ouvir tudo aquilo, seu coração doendo quando chegou a vez de recusar. Ela pode ver tudo acontecendo nos olhos dele, Nathan ainda que tentasse ser natural não conseguia disfarçar certas coisas dela. Não sabia ao certo se ele acreditou na sua desculpa esfarrapada ou simplesmente reconhecia seu esforço em impor uma distância, mas ele no final aceitou sua resposta. Não antes de dizer que ela sempre seria bem vinda, independente do que havia acontecido.

Fora a segunda vez naquela semana que ele a fazia estremecer. Ao indiretamente mencionar todos os momentos que passaram juntos, ao fazer isso olhando em seus olhos, com tantas pessoas por perto e sem nenhuma forma dela poder fugir. Independente do que tinha acontecido, independente dos beijos e cafés da manhã, das madrugadas e incontáveis gemidos, você é louco, fica um pouco mais, você é linda, não para, não para. Tudo voltava em flashes em sua mente, ela chegando a se perguntar se o mesmo acontecia com ele. 


Something always brings me back to you.
It never takes too long


Ela torcia para que sim, não podia ser a única. Ou talvez fosse melhor não, um dos dois devia ser capaz de seguir em frente.

Ela estava tão cansada.

Era emocionalmente exaustivo tentar tirar uma pessoa do seu coração que você vê todo dia, que está ao seu lado na maior parte das suas horas, ao alcance de um toque. Muito menos se você tem que interpretar um amor que existe, mas ainda não foi vivido pelo puro medo de uma mulher em se deixar levar, numa atração que depois de anos de parceria entre muitos casos foi virando amor, passar para a tela tudo isso quando na verdade ela não estava interpretando coisa nenhuma, ela sentia, ele sentia, mas mantinha a sua palavra em respeitá-la e respeitar suas decisões. Ainda que não concordasse com ela, ainda que ele a quisesse para si e não desse a mínima para o que a imprensa pudesse falar dos dois. 


No matter what I say or do, I still feel you here 'till the moment I'm gone


Eles tinham muito a perder se não desse certo, se assumissem uma relação e depois ver tudo cair por terra, diante de milhões de olhos e milhares de câmeras. Ela não podia se arriscar, não podia marcar sua carreira assim, não uma que batalhou tanto para conseguir. Mesmo que estivesse se sacrificando, sacrificando seu amor e o amor dele. Stana tinha sentado e conversado com ele, tentando fazer Nathan entender todas aquelas razões, razões que ele achou inúteis porque gostava dela, queria ficar com ela. Fechava os olhos e os apertava forte quando a lembrança do olhar ferido dele voltava para lhe assombrar, ela o machucou, ela sabia que tinha feito e sabia que era para o bem, ainda que nunca fosse se perdoar. Jamais poderia ter imaginado que iria se apaixonar por ele, jamais poderia pensar que um dia o sentimento pudesse ser reciproco.

Ela estava apaixonada por ele.

Ainda.

E era cansativo, era difícil lutar contra isso quando ele a fitava como nos velhos tempos, quando a olhava com admiração, talvez ainda não acreditando que ela estava ali, ao seu lado, na sua cama, se entregando todas as vezes que ele quisesse lhe tomar. 

Talvez houvesse mesmo um breaking point, um ponto em que toda a luta se tornasse em vão porque o que existia era forte e intenso e bonito demais para ser negligenciado. Um ponto em que todo o esforço parece inútil porque quando algo é feito para durar ele não morre com facilidade, não quando existe ainda um resquício de esperança escondido, muito escondido em várias camadas de medo. Ela sempre se perguntou isso, ela sempre temeu que fosse verdade e que pudesse se aplicar a ela, aos dois e aquele sentimento que parecia não querer deixa-la tão cedo.

Ela estava cansada de lutar.

O suspiro que saiu de seu corpo talvez fosse o simbolismo perfeito para aquela onda de pensamento que lhe tomava, o suspiro que ecoou por aquele corredor que outrora permanecia no silêncio. Devia mesmo ter atingido o seu limite porque quase não lembrava do momento de sua decisão, de redenção até aquele em que tinha ido parar ali, em frente à porta do apartamento dele. Ela estava ali, quase uma hora da manhã, as mãos ainda vibrando com as batidas na porta, seu coração batendo forte sendo tudo o que conseguia escutar. Ela estava ali. 


Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be


Stana não tinha ideia se Nathan estava acordado, se ainda tinha alguém no apartamento, se a reunião perdurara. Não podia prever muitas coisas, não conseguia controlar seus próprios sentimentos e a maior prova disso era estar parada ali, esperando uma resposta, prevendo a abertura daquela porta a qualquer minuto.

E aconteceu. 

Aconteceu e num minuto ele estava ali, olhando para ela com olhos de surpresa, de curiosidade, olhos azuis que ela amava ter voltados para ela. De repente não conseguia achar as palavras, palavras que na verdade ela não tinha ensaiado por achar que viriam em algum momento. Mas ela estava tentando, ela rezava para que pelo menos o seu olhar pudesse dar qualquer tipo de explicação que ela sabia que Nathan pudesse querer. Havia muitas perguntas no ar, muitas vontades ao redor deles, perguntas sem respostas.

“Whoa, alguém aqui está com relógio meio atrasado, a reunião era as oito e não à uma hora” ele tentou brincar mas o máximo que ela conseguiu esboçar fora um sorriso. Não estava para brincadeiras, era tão sério o que tinha ido para fazer ali, sério que poderia até lhe assustar. Muitas coisas em jogo, seu amor, seu coração, medos e escolhas, tudo. Tudo.

A brincadeira desapareceu de suas feições à medida que ele começou a ler os olhos dela, ele era muito bom em fazer isso. Ainda mais quando ela o deixava, quando ela não impediu ou impunha qualquer barreira. Stana estava transparente, nua aos seus olhos, deu passos à frente, entrando no apartamento, chegando mais perto. Mais perto, podia ver melhor seus olhos agora e o sentia enxergando tudo, vendo através dela já que a boca não era capaz de pronunciar. 



But you're on to me and all over me


Talvez não precisasse realmente de palavras.

Talvez seus olhos fossem melhores oradores do que ela pudesse imaginar.

Porque no próximo instante ela sentiu os lábios dele grudando nos seus, finalmente, e ali foi que enfim Stana se viu capaz de respirar.




Something always brings me back to you
It never takes too long

3 comentários:

  1. Essa foi minha primeira fic Stanathan. Sempre tive receio de ler com medo do que pudesse acontecer. E aconteceu... AMEI! To aqui sem ar imaginando toda essa angustia, esse medo, esse amor que acredito, todo fã percebeu na 1° temporada.
    E que venha muito mais!!!

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  2. hahhaha Raquel, Stanathan é vida!!! São poucas as pessoas que não se apaixonam pelas fics Stanathan!!! Esse amor é imbatível =)

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  3. Ahhhh Brenda, obrigada por fazer a alegria do meu coraçãozinho shipper!!! ;-)

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