Título: The Travel
Autora: Hilary Queen
Categoria: Shippers Reais - Stanathan
Classificação: G
Capítulos: One Shot
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Stana volta da gravação de For Lovers Only em Paris e coloca em pratica o que aprendeu com o filme. (É pelo jeito não sou nada boa em fazer resumos mas eu amei muito escrever essa fic, depois de reescrever umas 10 vezes acho que ela está pronta para ser postada, aguardo reviews.)
Stana chegou ao set depois da longa viagem de avião, ela voltara de Paris até Los Angeles, passou uma temporada na cidade dos amantes gravando For Lovers Only com os irmãos Polish e estava ansiosa para rever todos do elenco, em especial, uma pessoa; ela o avistou com aquela loira aguada que representaria a namorada do Castle na próxima temporada, seu coração quase saltou pela boca e ela ficou muito vermelha. Stana saiu correndo e foi para o seu camarim se arrumar. No caminho encontrou e abraçou Jon, Tamala e o resto do elenco – que, com certeza, perceberam como ela estava alterada, mas resolveram não perguntar nada.
Seus pensamentos a matavam por dentro todos começados com “e se...” e isso estava torturando-a ferozmente. Alguém bateu levemente na porta, foi quando ela percebeu que tinha lagrimas nos olhos, deixando borrada toda a sua maquiagem que demorara 10 minutos para fazer. Stana se olhou no espelho e viu dois borrões pretos logo abaixo dos olhos, limpou o máximo que pode o mais rápido possível e atendeu a porta. Sua barriga gelou e ela teve a sensação de suas pernas estarem bambeando.
- Posso entrar? – perguntou Nathan com sua voz aveludada um pouco apreensiva por causa da fisionomia da colega.
- Po - pode... – ela gaguejou com a voz baixa, quase inaudível e enrubesceu quando se lembrou do estado em que se encontrava.
Nathan entrou no camarim e ela foi recuperando a cor vagarosamente. Eles ficaram se olhando nos olhos durante algum tempo refletindo sobre porque realmente estavam ali. Esperavam que alguém tomasse coragem para falar alguma coisa...
- Ér... então, como foi a viagem? Tão boa quanto você esperava a ponto de não cobrar nada? - Ele disse um pouco ríspido. Não havia concordado plenamente com a idéia de uma atriz tão boa quanto ela não ter cobrado nada para fazer um filme em que teve um desempenho mais do que perfeito, na opinião dele.
Stana fitava Nathan como que tentando decifrar onde ele queria chegar e a razão dele estar ali...
-A viagem foi-foi maravilhosa – ainda gaguejava -, Paris é uma cidade linda e valeu-me cada segundo que passei lá junto dos irmãos Polish! Você devia conhecer lá... Algum dia... - Comigo. Ela completou a frase inconscientemente e logo levou um susto pelo complemento mental. Stana realmente tinha gostado da viagem e mal podia esperar para o dia em que chegaria lá em lua de mel, seus olhos verdes reluziam com a lembrança e com a esperança de um dia se casar com o homem que tanto ama.
- Algum dia talvez seja a minha vez! - Sorriu com o canto da boca involuntariamente imaginando com quem gostaria de estar na cidade dos amantes, a luminosa Paris. O sorriso dele fez Stana se apoiar em uma cadeira que, por misericórdia, havia ao seu lado.
Ela olhou profundamente os olhos de seu amigo e os dois ficaram sérios. Ela foi chegando cada vez mais perto de Nathan de forma vagarosa, tentando desvendar o que havia de tão enigmático naqueles profundos olhos azuis. Ele, assim como ela, estava completamente hipnotizado com aqueles grandes olhos verdes que o fitavam ficando cada vez mais perto dos dele, ou era ele que estava se aproximando dela? Ele não sabia, só sabia que eles estavam se aproximando.
Mesmo que quisessem não conseguiriam olhar para outro lugar a não ser para os olhos do outro. Pararam a uns 30 centímetros de distancia e ficaram se olhando em silencio por alguns minutos, até que Stana conseguiu desviar o olhar e dizer alguma coisa.
- Quem era aquela moça que estava com você quando eu cheguei? - Ao perguntar sentiu seu rosto enrubescer. Ela sabia que estava muito vermelha mas não poderia se dar ao luxo de não perguntar e agora era o momento certo já que o desapontamento era quase palpável no olhar e na voz dela. Ele sorriu vitorioso deixando-a tanto quanto confusa e furiosa.
- Era a garota que vai representar a namorada do Castle na próxima temporada, Andrew me pediu para ‘fazer um teste’ com ela para ver se rola aquela química ou algo do tipo. - Nathan sorriu sem tirar os olhos de Stana que abaixou o olhar e fitou os próprios pés sem saber o que fazer e com muita vergonha pelo jeito “adolescente apaixonada” que fizera a ultima pergunta.
- E ela passou no seu ‘teste’? – Ela perguntou um pouco apreensiva e com medo da resposta, ela não queria que ele tivesseaquela química com mais ninguém, pois ela só tinha aquela química com ele e ele só devia ter com ela. Ele a olhou divertido com um sorriso no rosto, era impressão dela ou ele estava parecido com Rick Castle?
-Bem... – ele não sabia que conseqüência as palavras dele poderiam causar mas mesmo assim tinha que dizer, - sim ela passou. – Disse ele com um sorriso de vitoria no rosto.
No momento que ela ouviu aquelas palavras foi impossível descrever a dor, a cabeça dela estava girando, ela estava no chão e seu rosto estava molhado, espera, ela estava chorando, ela estava chorando na frente dele! O baque foi tão forte que nem deu tempo de ela se recompor e abrir um sorriso sarcástico, as lágrimas rolaram pelo rosto dela na frente dele, instantaneamente! Ela estava indignada com sua fraqueza diante dele.
Stana estava no chão, recostada a uma parede, chorando e Nathan não sabia o que fazer e, principalmente, o que havia causado aquilo. Ele não agüentaria vê-la daquele jeito, tão vulnerável e frágil e não fazer nada, ele tinha que abraçá-la e tentar consolá-la para saber o que estava acontecendo.
Ele simplesmente se abaixou e chegou perto dela, e foi chegando cada vez mais perto sem ter a noção do quão perto estava. Ele limpou uma lágrima que acabara de cair e ela ficou em estado de choque, paralisada, fitando o chão esperando o que ele faria a seguir.
Stana tomou coragem e olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas a serem derramadas. Ao ver aqueles olhos, os que iluminavam sua vida, vermelhos e cheios de lagrimas Nathan não agüentou, sentou-se no chão ao lado dela e a colocou em seu colo.
-Porque você está fazendo isso? – Stana perguntou em voz baixa, entre lagrimas.
-Porque eu sou seu amigo, você sabe disso. E... aquela resposta, era brincadeira ela não passou no teste, não com você ao meu lado, eu nunca vou ter com ninguém a mesma química que tenho com você Stana, e sabe porque?
Ela estava vermelha de raiva por causa da brincadeira de muito mau gosto que Nathan tinha aplicado a ela. Ela estava gostando e não queria sair de jeito nenhum do colo dele, mas depois daquela brincadeira ela estava muito irritada. Começou a dar socos no peito dele deixando-o atordoado e o fazendo rir porque ela não era tão forte quanto imaginava, então aqueles socos que eram pra doer apenas faziam cócegas, isso a deixou muito mais irritada.
-Do que você está rindo Nathan? – Esbravejou ela assustando-o. Dizendo isso ela ficou de pé e ele levantou também, ele segurou as mãos dela para que parassem de bater nele e fitou os olhos dela.
-Stana, querida, você não é tão forte quanto pensa e estava me fazendo cócegas. E você não me respondeu ainda o porque de eu não ter com mais ninguém a química que tenho com você!
-Eu achei que tinha sido uma pergunta retórica...
-Não, não foi e acho que tanto eu como você sabemos a resposta dessa pergunta... –Ele disse a ultima palavra colocando uma mecha de cabelo que caíra durante a briga atrás da orelha dela fazendo-a ficar arrepiada.
Eles olharam diretamente um nos olhos do outro e foram se aproximando lentamente até que sentiram a respiração quente e entrecortada em suas faces, indicando que eles estavam perto, perto demais, eles fecharam os olhos e Nathan colou seus lábios aos de Stana para o tão esperado beijo. Foi urgente e apaixonado e também muito curto para eles, que sonharam com esse momento desde que se conheceram. Nathan fez Stana andar de costas até encontrarem uma parede onde ficaram abraçados por um tempo tentando pensar no que havia acontecido, nenhum dos dois poderia sair daquele lugar sem explicar o quanto tinha significado, eles sabiam disso, era uma regra que eles tinham imposto quando conversavam sobre essas coisas a um tempo atrás.
A cabeça de Stana fervilhava de pensamentos, o que teria significado pra ela aquele beijo? E o que teria significado para Nathan, será que ele estava sentindo as mesmas coisas que ela? Perguntas, perguntas e mais perguntas que logo teriam de ser ditas estouravam como rojões na cabeça de Stana, ela estava com sua cabeça apoiada no peito de Nathan, era a melhor sensação do mundo inteiro, ela pensava.
Nathan estava em choque, será que aquilo tinha mesmo acontecido ou era apenas um sonho? O que será que Stana estava pensando? Se fosse realidade, o que teria significado para ele? Ele a sentia perto, com a cabeça em seu peito e ele com o queixo apoiado naqueles cabelos com cheiro de rosas.
Stana respirou fundo e apertou um pouco mais o abraço como que pedindo para sair dali, Nathan ficou um pouco triste por ter que mudar de posição e encarar aqueles olhos verdes questionadores. Ela apontou o sofá porque ainda não estava pronta para dizer nenhuma palavra e suas pernas estavam um pouco bambas, os dois se sentaram no sofá, um ao lado do outro, olhando para frente, a tensão emanava de seus corpos.
Nathan respirou fundo e se acomodou no sofá.
-Stana... – Ela olhou para ele ao ouvir seu nome, - vem aqui... – Ele estendeu o braço indicando a ela para deitar no seu peito, ela ficou um pouco assustada com o pedido mas atendeu, afinal, quão ruim poderia ser?
Os dois sabiam da pergunta que teriam que fazer um ao outro antes de sair dali e tinha que ser rápido antes que alguém aparecesse, afinal, quanto tempo eles tinham ficado ali, escondidos?
-Nathan... você é meu melhor amigo, sei que nunca te disse isso mas é em você que eu confio e é você que eu chamo quando realmente preciso de alguém para me ouvir e ficar comigo. – Stana disse isso tão rápido que não tinha certeza se ele havia entendido e um pouco pesarosa também, não gostava muito de se abrir assim para as pessoas nem mesmo para seu melhor amigo, o qual ela tinha acabado de beijar apaixonadamente.
-Não vai dizer nada? – Perguntou ela já se arrependendo do que tinha acabado de dizer e por ter começado a conversa.
-Ér... Stana, você também é minha melhor amiga, mas... Eu queria ser mais do que isso, sabe desde quando nos conhecemos eu quis fazer isso... e como você correspondeu, acho que você também queria fazer, não é mesmo? – Dito isso Nathan começou a torcer mentalmente para que ela dissesse que estava apaixonada por ele e que queria passar o resto da vida em seus braços.
Quando Nathan disse essas coisas Stana começou a agradecer mentalmente por não ter que olhar nos olhos dele, pois se estivesse teria beijado ele agora mesmo, ela estava muito vermelha mas não podia dar o braço a torcer.
-Nathan... – Ela apenas suspirou depois de dizer o nome dele,- me desculpe, mas... tudo o que aconteceu em Paris me fez repensar no amor que sentia por você...
-Como assim? Você sentia algo por mim? O que aconteceu em Paris? – Perguntou Nathan preocupado e achando que Stana estava ocultando alguma coisa dele, ela nunca tinha feito isso.
-Eu descobri que... se você ama alguém deve ficar com essa pessoa e não deixar ela ir embora de jeito nenhum, mas ás vezes os caminhos se desviam e nos separamos dessa pessoa que tanto amamos . Alguns tem a sorte de encontrar outra pessoa e esquecer a primeira, isso acontece porque não era a pessoa certa. Outros encontram alguém especial mas ainda lembram dessa pessoa mas na realidade... nunca vamos conseguir esquecer o primeiro verdadeiro amor, independente da idade que tivermos quando ele aparecer em nossa vida...
-Nossa como você esta filosófica Stana, o que aconteceu?
- Seu bobo, ainda não entendeu? Estou querendo dizer que você é o meu primeiro verdadeiro amor e que eu não quero deixar você ir para que não precisemos acabar em Paris, como amantes!
-Você aprendeu tudo isso com For Lovers Only não é mesmo?
-Sim - Ela respondeu com um sorriso enorme no rosto, então ela virou a cabeça para cima, fechou os olhos e deu um beijo calmo e longo em seu eterno amante, Nathan Fillion.
Autora: Hilary Queen
Categoria: Shippers Reais - Stanathan
Classificação: G
Capítulos: One Shot
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Stana volta da gravação de For Lovers Only em Paris e coloca em pratica o que aprendeu com o filme. (É pelo jeito não sou nada boa em fazer resumos mas eu amei muito escrever essa fic, depois de reescrever umas 10 vezes acho que ela está pronta para ser postada, aguardo reviews.)
Stana chegou ao set depois da longa viagem de avião, ela voltara de Paris até Los Angeles, passou uma temporada na cidade dos amantes gravando For Lovers Only com os irmãos Polish e estava ansiosa para rever todos do elenco, em especial, uma pessoa; ela o avistou com aquela loira aguada que representaria a namorada do Castle na próxima temporada, seu coração quase saltou pela boca e ela ficou muito vermelha. Stana saiu correndo e foi para o seu camarim se arrumar. No caminho encontrou e abraçou Jon, Tamala e o resto do elenco – que, com certeza, perceberam como ela estava alterada, mas resolveram não perguntar nada.
Seus pensamentos a matavam por dentro todos começados com “e se...” e isso estava torturando-a ferozmente. Alguém bateu levemente na porta, foi quando ela percebeu que tinha lagrimas nos olhos, deixando borrada toda a sua maquiagem que demorara 10 minutos para fazer. Stana se olhou no espelho e viu dois borrões pretos logo abaixo dos olhos, limpou o máximo que pode o mais rápido possível e atendeu a porta. Sua barriga gelou e ela teve a sensação de suas pernas estarem bambeando.
- Posso entrar? – perguntou Nathan com sua voz aveludada um pouco apreensiva por causa da fisionomia da colega.
- Po - pode... – ela gaguejou com a voz baixa, quase inaudível e enrubesceu quando se lembrou do estado em que se encontrava.
Nathan entrou no camarim e ela foi recuperando a cor vagarosamente. Eles ficaram se olhando nos olhos durante algum tempo refletindo sobre porque realmente estavam ali. Esperavam que alguém tomasse coragem para falar alguma coisa...
- Ér... então, como foi a viagem? Tão boa quanto você esperava a ponto de não cobrar nada? - Ele disse um pouco ríspido. Não havia concordado plenamente com a idéia de uma atriz tão boa quanto ela não ter cobrado nada para fazer um filme em que teve um desempenho mais do que perfeito, na opinião dele.
Stana fitava Nathan como que tentando decifrar onde ele queria chegar e a razão dele estar ali...
-A viagem foi-foi maravilhosa – ainda gaguejava -, Paris é uma cidade linda e valeu-me cada segundo que passei lá junto dos irmãos Polish! Você devia conhecer lá... Algum dia... - Comigo. Ela completou a frase inconscientemente e logo levou um susto pelo complemento mental. Stana realmente tinha gostado da viagem e mal podia esperar para o dia em que chegaria lá em lua de mel, seus olhos verdes reluziam com a lembrança e com a esperança de um dia se casar com o homem que tanto ama.
- Algum dia talvez seja a minha vez! - Sorriu com o canto da boca involuntariamente imaginando com quem gostaria de estar na cidade dos amantes, a luminosa Paris. O sorriso dele fez Stana se apoiar em uma cadeira que, por misericórdia, havia ao seu lado.
Ela olhou profundamente os olhos de seu amigo e os dois ficaram sérios. Ela foi chegando cada vez mais perto de Nathan de forma vagarosa, tentando desvendar o que havia de tão enigmático naqueles profundos olhos azuis. Ele, assim como ela, estava completamente hipnotizado com aqueles grandes olhos verdes que o fitavam ficando cada vez mais perto dos dele, ou era ele que estava se aproximando dela? Ele não sabia, só sabia que eles estavam se aproximando.
Mesmo que quisessem não conseguiriam olhar para outro lugar a não ser para os olhos do outro. Pararam a uns 30 centímetros de distancia e ficaram se olhando em silencio por alguns minutos, até que Stana conseguiu desviar o olhar e dizer alguma coisa.
- Quem era aquela moça que estava com você quando eu cheguei? - Ao perguntar sentiu seu rosto enrubescer. Ela sabia que estava muito vermelha mas não poderia se dar ao luxo de não perguntar e agora era o momento certo já que o desapontamento era quase palpável no olhar e na voz dela. Ele sorriu vitorioso deixando-a tanto quanto confusa e furiosa.
- Era a garota que vai representar a namorada do Castle na próxima temporada, Andrew me pediu para ‘fazer um teste’ com ela para ver se rola aquela química ou algo do tipo. - Nathan sorriu sem tirar os olhos de Stana que abaixou o olhar e fitou os próprios pés sem saber o que fazer e com muita vergonha pelo jeito “adolescente apaixonada” que fizera a ultima pergunta.
- E ela passou no seu ‘teste’? – Ela perguntou um pouco apreensiva e com medo da resposta, ela não queria que ele tivesseaquela química com mais ninguém, pois ela só tinha aquela química com ele e ele só devia ter com ela. Ele a olhou divertido com um sorriso no rosto, era impressão dela ou ele estava parecido com Rick Castle?
-Bem... – ele não sabia que conseqüência as palavras dele poderiam causar mas mesmo assim tinha que dizer, - sim ela passou. – Disse ele com um sorriso de vitoria no rosto.
No momento que ela ouviu aquelas palavras foi impossível descrever a dor, a cabeça dela estava girando, ela estava no chão e seu rosto estava molhado, espera, ela estava chorando, ela estava chorando na frente dele! O baque foi tão forte que nem deu tempo de ela se recompor e abrir um sorriso sarcástico, as lágrimas rolaram pelo rosto dela na frente dele, instantaneamente! Ela estava indignada com sua fraqueza diante dele.
Stana estava no chão, recostada a uma parede, chorando e Nathan não sabia o que fazer e, principalmente, o que havia causado aquilo. Ele não agüentaria vê-la daquele jeito, tão vulnerável e frágil e não fazer nada, ele tinha que abraçá-la e tentar consolá-la para saber o que estava acontecendo.
Ele simplesmente se abaixou e chegou perto dela, e foi chegando cada vez mais perto sem ter a noção do quão perto estava. Ele limpou uma lágrima que acabara de cair e ela ficou em estado de choque, paralisada, fitando o chão esperando o que ele faria a seguir.
Stana tomou coragem e olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas a serem derramadas. Ao ver aqueles olhos, os que iluminavam sua vida, vermelhos e cheios de lagrimas Nathan não agüentou, sentou-se no chão ao lado dela e a colocou em seu colo.
-Porque você está fazendo isso? – Stana perguntou em voz baixa, entre lagrimas.
-Porque eu sou seu amigo, você sabe disso. E... aquela resposta, era brincadeira ela não passou no teste, não com você ao meu lado, eu nunca vou ter com ninguém a mesma química que tenho com você Stana, e sabe porque?
Ela estava vermelha de raiva por causa da brincadeira de muito mau gosto que Nathan tinha aplicado a ela. Ela estava gostando e não queria sair de jeito nenhum do colo dele, mas depois daquela brincadeira ela estava muito irritada. Começou a dar socos no peito dele deixando-o atordoado e o fazendo rir porque ela não era tão forte quanto imaginava, então aqueles socos que eram pra doer apenas faziam cócegas, isso a deixou muito mais irritada.
-Do que você está rindo Nathan? – Esbravejou ela assustando-o. Dizendo isso ela ficou de pé e ele levantou também, ele segurou as mãos dela para que parassem de bater nele e fitou os olhos dela.
-Stana, querida, você não é tão forte quanto pensa e estava me fazendo cócegas. E você não me respondeu ainda o porque de eu não ter com mais ninguém a química que tenho com você!
-Eu achei que tinha sido uma pergunta retórica...
-Não, não foi e acho que tanto eu como você sabemos a resposta dessa pergunta... –Ele disse a ultima palavra colocando uma mecha de cabelo que caíra durante a briga atrás da orelha dela fazendo-a ficar arrepiada.
Eles olharam diretamente um nos olhos do outro e foram se aproximando lentamente até que sentiram a respiração quente e entrecortada em suas faces, indicando que eles estavam perto, perto demais, eles fecharam os olhos e Nathan colou seus lábios aos de Stana para o tão esperado beijo. Foi urgente e apaixonado e também muito curto para eles, que sonharam com esse momento desde que se conheceram. Nathan fez Stana andar de costas até encontrarem uma parede onde ficaram abraçados por um tempo tentando pensar no que havia acontecido, nenhum dos dois poderia sair daquele lugar sem explicar o quanto tinha significado, eles sabiam disso, era uma regra que eles tinham imposto quando conversavam sobre essas coisas a um tempo atrás.
A cabeça de Stana fervilhava de pensamentos, o que teria significado pra ela aquele beijo? E o que teria significado para Nathan, será que ele estava sentindo as mesmas coisas que ela? Perguntas, perguntas e mais perguntas que logo teriam de ser ditas estouravam como rojões na cabeça de Stana, ela estava com sua cabeça apoiada no peito de Nathan, era a melhor sensação do mundo inteiro, ela pensava.
Nathan estava em choque, será que aquilo tinha mesmo acontecido ou era apenas um sonho? O que será que Stana estava pensando? Se fosse realidade, o que teria significado para ele? Ele a sentia perto, com a cabeça em seu peito e ele com o queixo apoiado naqueles cabelos com cheiro de rosas.
Stana respirou fundo e apertou um pouco mais o abraço como que pedindo para sair dali, Nathan ficou um pouco triste por ter que mudar de posição e encarar aqueles olhos verdes questionadores. Ela apontou o sofá porque ainda não estava pronta para dizer nenhuma palavra e suas pernas estavam um pouco bambas, os dois se sentaram no sofá, um ao lado do outro, olhando para frente, a tensão emanava de seus corpos.
Nathan respirou fundo e se acomodou no sofá.
-Stana... – Ela olhou para ele ao ouvir seu nome, - vem aqui... – Ele estendeu o braço indicando a ela para deitar no seu peito, ela ficou um pouco assustada com o pedido mas atendeu, afinal, quão ruim poderia ser?
Os dois sabiam da pergunta que teriam que fazer um ao outro antes de sair dali e tinha que ser rápido antes que alguém aparecesse, afinal, quanto tempo eles tinham ficado ali, escondidos?
-Nathan... você é meu melhor amigo, sei que nunca te disse isso mas é em você que eu confio e é você que eu chamo quando realmente preciso de alguém para me ouvir e ficar comigo. – Stana disse isso tão rápido que não tinha certeza se ele havia entendido e um pouco pesarosa também, não gostava muito de se abrir assim para as pessoas nem mesmo para seu melhor amigo, o qual ela tinha acabado de beijar apaixonadamente.
-Não vai dizer nada? – Perguntou ela já se arrependendo do que tinha acabado de dizer e por ter começado a conversa.
-Ér... Stana, você também é minha melhor amiga, mas... Eu queria ser mais do que isso, sabe desde quando nos conhecemos eu quis fazer isso... e como você correspondeu, acho que você também queria fazer, não é mesmo? – Dito isso Nathan começou a torcer mentalmente para que ela dissesse que estava apaixonada por ele e que queria passar o resto da vida em seus braços.
Quando Nathan disse essas coisas Stana começou a agradecer mentalmente por não ter que olhar nos olhos dele, pois se estivesse teria beijado ele agora mesmo, ela estava muito vermelha mas não podia dar o braço a torcer.
-Nathan... – Ela apenas suspirou depois de dizer o nome dele,- me desculpe, mas... tudo o que aconteceu em Paris me fez repensar no amor que sentia por você...
-Como assim? Você sentia algo por mim? O que aconteceu em Paris? – Perguntou Nathan preocupado e achando que Stana estava ocultando alguma coisa dele, ela nunca tinha feito isso.
-Eu descobri que... se você ama alguém deve ficar com essa pessoa e não deixar ela ir embora de jeito nenhum, mas ás vezes os caminhos se desviam e nos separamos dessa pessoa que tanto amamos . Alguns tem a sorte de encontrar outra pessoa e esquecer a primeira, isso acontece porque não era a pessoa certa. Outros encontram alguém especial mas ainda lembram dessa pessoa mas na realidade... nunca vamos conseguir esquecer o primeiro verdadeiro amor, independente da idade que tivermos quando ele aparecer em nossa vida...
-Nossa como você esta filosófica Stana, o que aconteceu?
- Seu bobo, ainda não entendeu? Estou querendo dizer que você é o meu primeiro verdadeiro amor e que eu não quero deixar você ir para que não precisemos acabar em Paris, como amantes!
-Você aprendeu tudo isso com For Lovers Only não é mesmo?
-Sim - Ela respondeu com um sorriso enorme no rosto, então ela virou a cabeça para cima, fechou os olhos e deu um beijo calmo e longo em seu eterno amante, Nathan Fillion.