Páginas

sábado, 30 de junho de 2012

[Stanathan fic] The Travel - One shot

Título: The Travel
Autora: Hilary Queen
Categoria: Shippers Reais - Stanathan
Classificação: G
Capítulos: One Shot
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Stana volta da gravação de For Lovers Only em Paris e coloca em pratica o que aprendeu com o filme. (É pelo jeito não sou nada boa em fazer resumos mas eu amei muito escrever essa fic, depois de reescrever umas 10 vezes acho que ela está pronta para ser postada, aguardo reviews.)


Stana chegou ao set depois da longa viagem de avião, ela voltara de Paris até Los Angeles, passou uma temporada na cidade dos amantes gravando For Lovers Only com os irmãos Polish e estava ansiosa para rever todos do elenco, em especial, uma pessoa; ela o avistou com aquela loira aguada que representaria a namorada do Castle na próxima temporada, seu coração quase saltou pela boca e ela ficou muito vermelha. Stana saiu correndo e foi para o seu camarim se arrumar. No caminho encontrou e abraçou Jon, Tamala e o resto do elenco – que, com certeza, perceberam como ela estava alterada, mas resolveram não perguntar nada.
Seus pensamentos a matavam por dentro todos começados com “e se...” e isso estava torturando-a ferozmente. Alguém bateu levemente na porta, foi quando ela percebeu que tinha lagrimas nos olhos, deixando borrada toda a sua maquiagem que demorara 10 minutos para fazer. Stana se olhou no espelho e viu dois borrões pretos logo abaixo dos olhos, limpou o máximo que pode o mais rápido possível e atendeu a porta. Sua barriga gelou e ela teve a sensação de suas pernas estarem bambeando.
- Posso entrar? – perguntou Nathan com sua voz aveludada um pouco apreensiva por causa da fisionomia da colega.
- Po - pode... – ela gaguejou com a voz baixa, quase inaudível e enrubesceu quando se lembrou do estado em que se encontrava.
Nathan entrou no camarim e ela foi recuperando a cor vagarosamente. Eles ficaram se olhando nos olhos durante algum tempo refletindo sobre porque realmente estavam ali. Esperavam que alguém tomasse coragem para falar alguma coisa...
- Ér... então, como foi a viagem? Tão boa quanto você esperava a ponto de não cobrar nada? - Ele disse um pouco ríspido. Não havia concordado plenamente com a idéia de uma atriz tão boa quanto ela não ter cobrado nada para fazer um filme em que teve um desempenho mais do que perfeito, na opinião dele. 
Stana fitava Nathan como que tentando decifrar onde ele queria chegar e a razão dele estar ali...
-A viagem foi-foi maravilhosa – ainda gaguejava -, Paris é uma cidade linda e valeu-me cada segundo que passei lá junto dos irmãos Polish! Você devia conhecer lá... Algum dia... - Comigo. Ela completou a frase inconscientemente e logo levou um susto pelo complemento mental. Stana realmente tinha gostado da viagem e mal podia esperar para o dia em que chegaria lá em lua de mel, seus olhos verdes reluziam com a lembrança e com a esperança de um dia se casar com o homem que tanto ama.
- Algum dia talvez seja a minha vez! - Sorriu com o canto da boca involuntariamente imaginando com quem gostaria de estar na cidade dos amantes, a luminosa Paris. O sorriso dele fez Stana se apoiar em uma cadeira que, por misericórdia, havia ao seu lado. 
Ela olhou profundamente os olhos de seu amigo e os dois ficaram sérios. Ela foi chegando cada vez mais perto de Nathan de forma vagarosa, tentando desvendar o que havia de tão enigmático naqueles profundos olhos azuis. Ele, assim como ela, estava completamente hipnotizado com aqueles grandes olhos verdes que o fitavam ficando cada vez mais perto dos dele, ou era ele que estava se aproximando dela? Ele não sabia, só sabia que eles estavam se aproximando.
Mesmo que quisessem não conseguiriam olhar para outro lugar a não ser para os olhos do outro. Pararam a uns 30 centímetros de distancia e ficaram se olhando em silencio por alguns minutos, até que Stana conseguiu desviar o olhar e dizer alguma coisa.
- Quem era aquela moça que estava com você quando eu cheguei? - Ao perguntar sentiu seu rosto enrubescer. Ela sabia que estava muito vermelha mas não poderia se dar ao luxo de não perguntar e agora era o momento certo já que o desapontamento era quase palpável no olhar e na voz dela. Ele sorriu vitorioso deixando-a tanto quanto confusa e furiosa.
- Era a garota que vai representar a namorada do Castle na próxima temporada, Andrew me pediu para ‘fazer um teste’ com ela para ver se rola aquela química ou algo do tipo. - Nathan sorriu sem tirar os olhos de Stana que abaixou o olhar e fitou os próprios pés sem saber o que fazer e com muita vergonha pelo jeito “adolescente apaixonada” que fizera a ultima pergunta.
- E ela passou no seu ‘teste’? – Ela perguntou um pouco apreensiva e com medo da resposta, ela não queria que ele tivesseaquela química com mais ninguém, pois ela só tinha aquela química com ele e ele só devia ter com ela. Ele a olhou divertido com um sorriso no rosto, era impressão dela ou ele estava parecido com Rick Castle?
-Bem... – ele não sabia que conseqüência as palavras dele poderiam causar mas mesmo assim tinha que dizer, - sim ela passou. – Disse ele com um sorriso de vitoria no rosto.
No momento que ela ouviu aquelas palavras foi impossível descrever a dor, a cabeça dela estava girando, ela estava no chão e seu rosto estava molhado, espera, ela estava chorando, ela estava chorando na frente dele! O baque foi tão forte que nem deu tempo de ela se recompor e abrir um sorriso sarcástico, as lágrimas rolaram pelo rosto dela na frente dele, instantaneamente! Ela estava indignada com sua fraqueza diante dele.
Stana estava no chão, recostada a uma parede, chorando e Nathan não sabia o que fazer e, principalmente, o que havia causado aquilo. Ele não agüentaria vê-la daquele jeito, tão vulnerável e frágil e não fazer nada, ele tinha que abraçá-la e tentar consolá-la para saber o que estava acontecendo.
Ele simplesmente se abaixou e chegou perto dela, e foi chegando cada vez mais perto sem ter a noção do quão perto estava. Ele limpou uma lágrima que acabara de cair e ela ficou em estado de choque, paralisada, fitando o chão esperando o que ele faria a seguir.
Stana tomou coragem e olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas a serem derramadas. Ao ver aqueles olhos, os que iluminavam sua vida, vermelhos e cheios de lagrimas Nathan não agüentou, sentou-se no chão ao lado dela e a colocou em seu colo.
-Porque você está fazendo isso? – Stana perguntou em voz baixa, entre lagrimas.
-Porque eu sou seu amigo, você sabe disso. E... aquela resposta, era brincadeira ela não passou no teste, não com você ao meu lado, eu nunca vou ter com ninguém a mesma química que tenho com você Stana, e sabe porque? 
Ela estava vermelha de raiva por causa da brincadeira de muito mau gosto que Nathan tinha aplicado a ela. Ela estava gostando e não queria sair de jeito nenhum do colo dele, mas depois daquela brincadeira ela estava muito irritada. Começou a dar socos no peito dele deixando-o atordoado e o fazendo rir porque ela não era tão forte quanto imaginava, então aqueles socos que eram pra doer apenas faziam cócegas, isso a deixou muito mais irritada.
-Do que você está rindo Nathan? – Esbravejou ela assustando-o. Dizendo isso ela ficou de pé e ele levantou também, ele segurou as mãos dela para que parassem de bater nele e fitou os olhos dela.
-Stana, querida, você não é tão forte quanto pensa e estava me fazendo cócegas. E você não me respondeu ainda o porque de eu não ter com mais ninguém a química que tenho com você! 
-Eu achei que tinha sido uma pergunta retórica...
-Não, não foi e acho que tanto eu como você sabemos a resposta dessa pergunta... –Ele disse a ultima palavra colocando uma mecha de cabelo que caíra durante a briga atrás da orelha dela fazendo-a ficar arrepiada. 
Eles olharam diretamente um nos olhos do outro e foram se aproximando lentamente até que sentiram a respiração quente e entrecortada em suas faces, indicando que eles estavam perto, perto demais, eles fecharam os olhos e Nathan colou seus lábios aos de Stana para o tão esperado beijo. Foi urgente e apaixonado e também muito curto para eles, que sonharam com esse momento desde que se conheceram. Nathan fez Stana andar de costas até encontrarem uma parede onde ficaram abraçados por um tempo tentando pensar no que havia acontecido, nenhum dos dois poderia sair daquele lugar sem explicar o quanto tinha significado, eles sabiam disso, era uma regra que eles tinham imposto quando conversavam sobre essas coisas a um tempo atrás.
A cabeça de Stana fervilhava de pensamentos, o que teria significado pra ela aquele beijo? E o que teria significado para Nathan, será que ele estava sentindo as mesmas coisas que ela? Perguntas, perguntas e mais perguntas que logo teriam de ser ditas estouravam como rojões na cabeça de Stana, ela estava com sua cabeça apoiada no peito de Nathan, era a melhor sensação do mundo inteiro, ela pensava.
Nathan estava em choque, será que aquilo tinha mesmo acontecido ou era apenas um sonho? O que será que Stana estava pensando? Se fosse realidade, o que teria significado para ele? Ele a sentia perto, com a cabeça em seu peito e ele com o queixo apoiado naqueles cabelos com cheiro de rosas.
Stana respirou fundo e apertou um pouco mais o abraço como que pedindo para sair dali, Nathan ficou um pouco triste por ter que mudar de posição e encarar aqueles olhos verdes questionadores. Ela apontou o sofá porque ainda não estava pronta para dizer nenhuma palavra e suas pernas estavam um pouco bambas, os dois se sentaram no sofá, um ao lado do outro, olhando para frente, a tensão emanava de seus corpos.
Nathan respirou fundo e se acomodou no sofá. 
-Stana... – Ela olhou para ele ao ouvir seu nome, - vem aqui... – Ele estendeu o braço indicando a ela para deitar no seu peito, ela ficou um pouco assustada com o pedido mas atendeu, afinal, quão ruim poderia ser?
Os dois sabiam da pergunta que teriam que fazer um ao outro antes de sair dali e tinha que ser rápido antes que alguém aparecesse, afinal, quanto tempo eles tinham ficado ali, escondidos?
-Nathan... você é meu melhor amigo, sei que nunca te disse isso mas é em você que eu confio e é você que eu chamo quando realmente preciso de alguém para me ouvir e ficar comigo. – Stana disse isso tão rápido que não tinha certeza se ele havia entendido e um pouco pesarosa também, não gostava muito de se abrir assim para as pessoas nem mesmo para seu melhor amigo, o qual ela tinha acabado de beijar apaixonadamente.
-Não vai dizer nada? – Perguntou ela já se arrependendo do que tinha acabado de dizer e por ter começado a conversa.
-Ér... Stana, você também é minha melhor amiga, mas... Eu queria ser mais do que isso, sabe desde quando nos conhecemos eu quis fazer isso... e como você correspondeu, acho que você também queria fazer, não é mesmo? – Dito isso Nathan começou a torcer mentalmente para que ela dissesse que estava apaixonada por ele e que queria passar o resto da vida em seus braços.
Quando Nathan disse essas coisas Stana começou a agradecer mentalmente por não ter que olhar nos olhos dele, pois se estivesse teria beijado ele agora mesmo, ela estava muito vermelha mas não podia dar o braço a torcer.
-Nathan... – Ela apenas suspirou depois de dizer o nome dele,- me desculpe, mas... tudo o que aconteceu em Paris me fez repensar no amor que sentia por você...
-Como assim? Você sentia algo por mim? O que aconteceu em Paris? – Perguntou Nathan preocupado e achando que Stana estava ocultando alguma coisa dele, ela nunca tinha feito isso.
-Eu descobri que... se você ama alguém deve ficar com essa pessoa e não deixar ela ir embora de jeito nenhum, mas ás vezes os caminhos se desviam e nos separamos dessa pessoa que tanto amamos . Alguns tem a sorte de encontrar outra pessoa e esquecer a primeira, isso acontece porque não era a pessoa certa. Outros encontram alguém especial mas ainda lembram dessa pessoa mas na realidade... nunca vamos conseguir esquecer o primeiro verdadeiro amor, independente da idade que tivermos quando ele aparecer em nossa vida...
-Nossa como você esta filosófica Stana, o que aconteceu?
- Seu bobo, ainda não entendeu? Estou querendo dizer que você é o meu primeiro verdadeiro amor e que eu não quero deixar você ir para que não precisemos acabar em Paris, como amantes!
-Você aprendeu tudo isso com For Lovers Only não é mesmo?
-Sim - Ela respondeu com um sorriso enorme no rosto, então ela virou a cabeça para cima, fechou os olhos e deu um beijo calmo e longo em seu eterno amante, Nathan Fillion.

[Stanathan fic] Fiction, Fact, reality - Cap 5 - Final

Chapter 5
A troca de olhares havia tornado-se tão fulminante que ameaçava derretê-los. Então se beijaram outra vez. Lentamente, conheciam a textura de seus lábios, a suavidade de suas mãos. Não havia mais dúvidas de quem eram: apenas Nathan e Stana se amando, fora da ficção, assumindo os fatos, vivendo a realidade. Ele acariciava o rosto dela, beijando-a sem pressa e ela seguia o seu ritmo. A confusão que antes assolava suas mentes agora tomava conta apenas de seus corpos que se misturavam com delicadeza.

Delicadeza. Foi assim que se seguiram todos os gestos. Não olhavam-se, mas sabiam o que estava acontecendo pois sentiam a mesma energia emanar de seus corpos e entrelaçarem-se aos poucos. Nathan tirou seu vestido devagar, passando os dedos pela pele despida e macia tão suavemente que a fez arrepiar-se. Saboreava aquele corpo em seus braços como se degustasse uma fruta colhida a seu tempo. Então fora a vez dela tirar-lhe as roupas, espalmando as mãos finas no peito definido.

Aprofundavam-se cada vez mais nos toques e carinhos. O corpo esbelto era emoldurado pelos braços fortes, aumentando o calor entre suas peles. Trocaram então olhares que insinuavam uma urgência latente. Ela o conduziu alguns centímetros em direção a sua cama e ele a envolveu em um beijo profundamente quente. Pararam alguns segundos analisando detalhadamente as feições um do outro como se uma calmaria súbita precedesse uma grande tempestade. E foi exatamente isso que aconteceu. Rolavam pelos lençóis, sentindo suas pernas deslizarem uma pela outra, enquanto os braços eram responsáveis por aumentar a superfície de contato entre eles, indo até o limite de seus corpos. Ela cravava as unhas no travesseiro enquanto ele beijava sua nuca e parte superior das costas, vez por outra encontrando suas bocas em um contorcionismo ardente. Um duplo movimento e as pernas dela enlaçaram a cintura dele arrancando um suspiro abafado dos dois. A união deles prosseguiu em um ritmo enlouquecedor. 

As mãos deles se entrelaçaram repousando sobre o travesseiro e os movimentos de ambos começaram a ficar cada vez mais desconcertantes. Ondas de prazer percorriam seus corpos disparando novas sensações e elevando-as à potência máxima. Ele perdeu-se no perfume dos cabelos dela, enquanto ela mordiscou o ombro dele tentando abafar um gemido. Mas nenhum som conseguiu ser emitido pelas cordas vocais de nenhum dos dois, com seus corpos estremecendo daquela forma. Sentiram contra o rosto um do outro apenas vapores de uma respiração trêmula, ofegante e essencialmente oral. Bebiam então a umidade de seus beijos, beijavam-se satisfeitos, enquanto safiras e esmeraldas se encontravam num olhar intenso e incrivelmente embriagado. 

O suor destilado por seus corpos ajudava a refrescarem-se do fogo que os havia consumido. Ambos descansavam com uma leveza em suas faces. Ele deitou-se de lado com a cabeça no ombro dela envolvendo-a pelo abdômen. Podia sentir a respiração diafragmática dela acelerada, enquanto ela acariciava o rosto dele delicadamente com as costas das mãos. Permaneceram assim quietos na tentativa de seus corpos se recuperarem da exaustão.

Subitamente algo assombrou a mente dela. Então se virou de costas para ele permanecendo pensativa alguns segundos, se encolhendo sob os lençóis que a cobriam. Ela estava com uma sombra no olhar, mas esta foi dissipada quando ele a puxou para deitá-la sobre seu peito.

- Eii. Não vá embora, fique aqui comigo. – Ele dizia com uma voz feliz e carinhosa enquanto afagava os cabelos dela. 

Ela estava feliz por terem se amado, mas ao mesmo tempo um medo invadia sua alma. Ele novamente conseguiu tirá-la de seus pensamentos sombrios dizendo:

- Você sabe que não foi só sexo para mim, não sabe?

- Para mim também não. – Ela suspirou e respondeu timidamente.

Ele depositou um último beijo nos lábios dela e outro no topo de sua cabeça, apertando-a mais em seus braços, dando um profundo suspiro. Permaneceu com ela ali, acariciando seus cabelos até finalmente adormecerem. 

O sol incomodou os olhos azuis do ator. Não acreditava que tinha amanhecido tão rápido. Sentiu uma mão delicada acariciar seu peito e inundar seu coração de uma alegria que possuía apenas um nome. 

- Stana... – Ele disse ainda meio sonolento, mas já com um sorriso nos lábios.

Ela movimentou sua cabeça e ele abriu os olhos para ver intensos olhos verdes o fitarem de volta. O brilho no olhar dela se intensificou quando encontrou o sorriso dele. Ela se alegrava por aquele sorriso não ter se dissipado com o nascer do sol. Mas uma ruga de preocupação ainda pairava sobre seu semblante, então ela repousou de novo sua cabeça sobre o peito dele, como se aproveitasse os últimos momentos.

- No que você está pensando? – Ele perguntou serenamente.

- No que aconteceu. - Houve uma pausa. - Não queria que isso mudasse nada entre a gente. - Ela suspirou com uma voz triste. 

- Mas é claro que vai mudar, Stana. – Ele disse com convicção. 

- Nathan, sua amizade é muito importante pra mim. - Ela disse realmente com medo.

- Mas nós passamos uma noite juntos. Não podemos mais ser como antes. - Ele pronunciou de novo o mesmo tom.

Isso fez com que o coração dela contraísse exageradamente, magoando-a. Ela se deitou do lado da cama, olhando para o lado oposto ao dele e suspirou com uma dor confusa. 

- E então, isso significa que a partir de hoje ficamos como?

Ele se virou por cima dela, encarando-a novamente no profundo de seus olhos.

- Ficamos juntos, Stana. A partir de hoje eu e você estamos juntos. Eu quero dormir, acordar e ir trabalhar todos os dias ao lado dessa mulher incrivelmente linda que você é.

Ele sorriu acariciando o rosto macio emoldurado pelos cabelos perfumados. Ela então sorriu de volta puxando-o para sua boca, amando-o mais uma vez naquela manhã. Reviveram os momentos da noite anterior como se nunca tivessem vivido aquilo. Algumas horas depois se arrumaram e foram para a reunião com os produtores com sorrisos e mãos entrelaçadas. Definitivamente, decidiram elevar Castle e Beckett a um novo nível no relacionamento.

FIM

***

[Stanathan fic] Fiction, fact, reality - Cap 4

Chapter 4


Nathan afastou-se para olhá-la. Ou fora Castle? Absorvia cada centímetro do rosto perfeito de sua musa, sentia o verde daqueles olhos tocar a superfície de sua boca para em seguida encontrar os azuis dos dele, como um indício de desejo. Ela não fazia ideia de como ele adorava aquilo. Mas algo a incomodava, então sua expressou mudou e ela se dirigiu até a porta visivelmente chateada. Abriu a porta olhando para o chão sem dizer absolutamente nada, esperando que Nathan entendesse o recado. Ele retomou o equilíbrio e percebeu o parecia ter feito.

- Stana, eu sinto muito. Não pense que eu quis me aproveitar de você. Eu só...

- Achou que poderia passar uma noite com Nikki Heat ou com Kate Beckett? Isso é se aproveitar Nathan. – Ela disse fechando a porta com força indo para o seu quarto.

Ele esperou alguns minutos e depois a seguiu em silêncio, não queria ir embora e deixá-la zangada daquela forma. Ela era uma grande amiga e ele realmente gostava dela. Talvez até mais do que deveria. Ela percebeu que ele a olhava da porta do quarto enquanto ela removia a maquiagem.

- Achei que tinha dito pra você ir embora. - Ela falou com o rosto vermelho, numa mistura de raiva e mágoa.

- Eu não queria ir e deixá-la dessa forma. 

- Tudo bem, Nathan, eu já estou acostumada com essas coisas. Só não esperava isso vir de você. - Ela respirou um minuto e continuou. - Eu não sou ficção, Nathan, eu sou realidade. Eu fora do estúdio espero ser apenas Stana pra você. Não uma personagem, muito menos a atriz, mas a mulher, uma mulher comum. Eu acho que você entende o que isso significa.

O olhar dela agora transbordava apenas mágoa e culpa. Ele então adentrou seu aposento e se aproximou, agachando-se perto dela para poder olhá-la no olhos.

- Ouça, Stana, eu não sou criança. Eu sei separar as coisas. Mas você precisa saber que você realmente mexe comigo. Lembra quando nos encontramos no teste e você me pediu para cortar sua blusa? Naquele dia eu vi que você era uma mulher diferente das outras. Isso me impactou de uma forma que eu não sabia definir até hoje. Mas hoje eu sei quem você é e eu sei quem eu quero. E eu quero você.

Eles se entreolharam, focalizando apenas um ao outro. Isso não estava sendo uma brincadeira. Nem para ele, muito menos para ela. Descobriam seus sentimentos a cada gravação, mas haviam tantos motivos para não serem revelados. Ou não havia nenhum?

- E quem eu sou pra você, Nathan? - Ela disse encarando-o com seriedade revelando desejo.

- Você pode ser quem você quiser, Stana. – Ele se aproximou mais dela. - Desde que seja você. 
***

[Stanathan fic] Fiction, fact, reality - Cap. 3

Chapter 3


Ela se aproximou dele ajudando-o a encontrar as coisas para preparar o café.

- Então. - Nathan começou a puxar a conversa. - O que você tem pensado sobre Beckett e Castle?

- Bom, eles estão bem diferentes da primeira temporada. Acho que isso foi bom para amadurecer os personagens, mas me parece ter esfriado um pouco a tensão que havia entre eles. Isso me preocupa um pouco. Você sabe que o público adora um romance.

- Você acha que está na hora de ficarem juntos?

- Creio que sim. Já está na hora de toda a tensão sexual entre eles levá-los a algum lugar. Eles estão destinados a ser. Acho que podem ser um casal e ainda serem divertidos. Todos pensam algo como: 'Oh não, nós não podemos fazer isso. Isso vai estragar tudo. Isso vai matar o show. 'A maldiçãoMoonlighting ressurgiu. Mas não acredito em nada disso.

- Concordo. Então me diga, se eles ficassem juntos, como você acha que deveria ser o primeiro beijo deles?

- Disso eu já não tenho certeza. Antes eu imaginava de uma forma, bem sexy, um tanto desesperado, recheado de desejo. Agora imagino que talvez fosse doce, ao mesmo tempo quente, como uma paixão finalmente correspondida, entende? E você?

- Bom, eu também ainda tenho dúvidas, mas pensei que talvez fosse melhor uma adaptação pra TV da página 105.

Imediatamente algumas coisas caíram das mãos de Katic. Ela tentava juntar rapidamente do chão tentando não demonstrar ter sido afetada pelo comentário. 

- O que foi, Beckett? – Nathan falou rindo. – Parece que você ouviu alguma palavra mágica?

E ouviu mesmo. Era inevitável para Stana ouvir “página 105” e não associar isso aos personagens dela e de Nathan. Isso automaticamente fazia borboletas voarem por lugares inapropriados em seu corpo. Mas o que era aquilo? Ela não poderia trair-se agora. Olhou pra Fillion e sorriu meio sem jeito, entrando na personagem.

- Falou, Castle, claro que falou. Você sempre encontra um jeito de mencionar essa página.- dizia fingindo irritação.

- Eu gosto porque isso faz despertar a Nikki Heat que há dentro de você, minha musa.

- Meu nome é Kate, não me chame de musa e eu não sou a Nikki Heat – Ela disse passando do lado dele.

- Não é verdade, Beckie. - Nathan segurou Stana pelo braço. – Você sempre sonhou em que eu te chamasse de Nikki... Heat. - Ele disse muito próximo ao rosto dela.

- Eu? – Stana revirou os olhos como sua personagem – Você é que é doido para ser como Rook e namorar uma detetive brilhante como eu. – Ela o fitou intensamente provocando-o como Beckett gostava de fazer.

Nathan e Stana se olhavam hipnoticamente representando seus personagens. Mas aquilo era mesmo apenas uma encenação? Ele se aproximou mais dela, envolvendo-a pela cintura e pegando-a pela nuca fazendo seu hálito quente percorrer o rosto de Stana em um sussurro sexy.

- Nikki...

- Rook. – Ela disse achando que Beckett deveria responder.

Ele desceu o seu rosto para o pescoço dela, sentindo apenas o calor que emanava dali sem tocá-lo. Então deu um leve suspiro sentindo o aroma de café que preenchia a cozinha misturar-se ao perfume dela. Foi até o seu ouvido e sussurrou.

- Beckett...

- Castle... – Stana arrepiou-se e deu um suspiro à altura do dele.

- Você cheira a... chocolate. - Ele disse completamente embriagado.

Dessa vez ela que tinha suas mãos sobre a nuca do ator, enquanto ele continuava percorrendo seu pescoço com beijos quentes e molhados acompanhados por uma língua que ela não sabia descrever exatamente, mas que no mínimo estava arrebatando todos os seus sentidos. Ela conflitava entre o desejo de arrancá-lo dali e o de arrastá-lo de volta à sua boca. Ela sabia que não iria resistir mais e pronunciou o nome dele na tentativa de fazer ambos voltarem urgentemente à realidade. 

- Nathan...

Ele ouviu o seu nome sair como um suspiro estremecido enquanto ele continuava sua trajetória pelo seu decote. Então ele mesmo percorreu o caminho de volta passando os dedos sobre os lábios semi-abertos dela.

- Stana. – Ele balbuciou perdido nesse nome.

E então encaixaram suas bocas. Chegava a ser divertido como confundiam papéis, a si mesmos com seus personagens. Beijavam-se como Nikki e Rook, Castle e Beckett, Stana e Nathan, numa mistura de paixões que no final levava a um mesmo ponto em comum: os dois.
***

[Stanathan fic] Fiction, fact, reality - Cap. 2




Chapter 2

Ele a acompanhou até em casa e ela ainda se lamentava durante todo o trajeto não ter concluído o projeto.

- Ai, e pensar que eu tenho que chegar em casa e ainda escrever uma cena.

- Não acredito que você deixou pra última hora, Stana. - Nathan dizia se divertindo em deixá-la ainda mais nervosa.

- Eu não tive tempo. Foi uma semana muito corrida pra mim. Você também ficou de me ajudar e sumiu. - Ela reclamou. 

- Eu disse que ia ajudar, mas não disse quando. Ainda posso te ajudar hoje, se você quiser.

- Hoje não quero mais. Queria ter tido tempo de discutir mais a cena. Agora eu preciso apenas escrever e vamos ver o que vai sair.

- Tem certeza? Talvez se eu estiver lá as coisas podem fluir mais rápido. - Ele falou agindo normalmente.

- É, tudo bem, pode ser. Eu aproveito e te mostro algumas coisas que já planejei.

Chegaram ao apartamento e a atriz tratou logo de tirar os sapatos que a maltrataram a noite inteira. Soltou um gemido de alívio e começou a massagear os próprios pés, sentando no sofá.

- Dê-me cinco minutos, por favor. - Ela disse implorando.

- Me deixe ajudar. - Ele se aproximou da amiga e tomou os pés dela em suas mãos.

Ela não teve condições de resistir. Apenas permitiu tomando cuidado com o tamanho do vestido para que seu amigo não visse nada que não deveria. Ele massageava tão divinamente bem que fazia borboletas migrarem de suas mãos para os pés dela subindo por suas pernas, passando pelo seu estômago, chegando até sua boca, fazendo-a gemer com os lábios entre os dentes. Seus olhares se encontraram. Ele adorava quando ela mordia os próprios lábios, mas isso o perturbava de alguma forma que ele ainda não se sentia à vontade para admitir. Ela sorriu e agradeceu tirando os pés do alcance dele, indo descalça mesmo ligar seu notebook. Ela já havia ficado nervosa algumas vezes na presença Nathan, mas nunca como aquela noite; talvez tivesse bebido demais no jantar, ou talvez não.

- Acho que vou preparar um café pra gente, pode ser? - Ele disse tentando afastar seus pensamentos da pele macia que havia acabado de tocar.

- Pode sim, fique à vontade. Já estou indo ajudar você. – Ela respondeu do escritório.

Katic pensou em tomar um banho e trocar de roupa, mas sabia que se fizesse isso iria automaticamente desabar exausta em cima da cama. Permaneceu então como estava, afinal, Nathan iria ajudá-la a terminar o trabalho, indo embora em seguida e ela poderia finalmente dormir. Ou não? 

***

[Stanathan fic] Fictions, fact, reality - Cap.1

Título: Fiction, Fact, Reality
Autoras: leidyka...tic e Taaylin 
Categoria: Shippers Reais – Stanathan.
Classificação: NC-17
Advertências: drama and sex. 
Completa: [x] sim [ ] não
Capítulos: 5 
Resumo: Após a apresentação do AMA-2010, Stana não entendia porque, mas Nathan parecia estar olhando para ela de uma forma diferente naquela noite.


***

Chapter 1

Ela terminava de se organizar em seu camarim. Alguém bateu à porta.

- Srta. Katic? O Sr. Fillion deseja falar com a senhorita. Posso mandá-lo entrar?

- Pode sim, claro. - Ela respondeu surpresa, mas feliz.

Ele entrou timidamente no camarim da amiga. Estava estremecido naquela noite. O que estava acontecendo com ele? Não era aquela a mulher com quem ele trabalhava todos os dias? Por que hoje era tão diferente olhá-la? Não tinha certeza, mas precisava vê-la. Precisava saciar os seus olhos sedentos daquela estonteante beleza. Respirou um pouco, meio sem saber o que dizer, afinal ainda era muito estranho estar lá. Trabalhavam juntos e não havia nada de tão importante que não pudesse esperar até estarem novamente no set de gravação no outro dia. Ou havia?

- Stana, desculpe incomodar... Eu.. – Ele disse totalmente sem jeito. 

- Nathan? Desde quando você incomoda? - Ela riu, terminando o retoque da maquiagem. 

- Bom, então eu... Eu queria saber se você vai ao jantar.

- Vou sim, claro. Mas confesso que não quero demorar muito. Estou muito cansada e ainda tenho que terminar o projeto para nossa reunião de amanhã de manhã. – respondeu guardando seus últimos apetrechos.

- Então...er... Você vai sozinha? Poderíamos ir juntos, se você quiser. - Ele convidou receoso.

- Pode ser, mas eu pensei que você iria com a...

- Não ela já foi embora. - Ele a interrompeu com um tom frustrado.

- Já? Por quê? Vocês brigaram? – Ela perguntou naturalmente.

Ele não sabia o que dizer a ela. A verdade é que a loira havia entrado em colapso quando que viu os dois saindo de braços dados depois da apresentação da categoria do AMA. Haviam brigado feio, terminando o relacionamento e o motivo era único: Stana Katic. Nathan ainda tentava procurar uma desculpa quando a assistente voltou com um recado dizendo que o irmão de Stana havia recebido uma ligação urgente e precisou ir embora, não podendo acompanhá-la no jantar. A atriz agradeceu e terminou de se arrumar saindo do camarim com Fillion.

Chegaram juntos ao restaurante cercado pela multidão de fotógrafos. Posaram juntos para algumas fotos e logo depois adentraram o lugar. Finalmente ali teriam um pouco de privacidade já que era proibida a entrada da imprensa. Sentaram-se de frente um para o outro apreciando a companhia dos outros artistas e o sofisticado jantar. No centro do salão havia uma pista de dança e após estarem satisfeitos com a refeição ele convidou Katic para dançar. Ela relutou um pouco, mas acabou cedendo à insistência do colega de trabalho.

- Nathan, só você pra me fazer dançar com esse salto, meus pés estão me matando. - Ela resmungou mantendo o sorriso.

- Ora Stana, não me diga que você se arrumou toda para ficar sentada a noite inteira. - Ele disse num tom engraçado olhando pra multidão.

- É porque não é você que está nesse vestido que não posso nem me mexer direito. Me lembre de reclamar sobre isso amanhã com minha estilista. - O sorriso dela foi substituído por uma pequena irritação.

- Em vez de reclamar, você deveria agradecer. Seu vestido está maravilhoso e você ofuscou a beleza de todas as outras mulheres. Stana, você está extraordinária. - Ele disse fazendo a mesma expressão que Castle costumava fazer ao dizer isso.

Ela apenas revirou os olhos imitando sua personagem. 

- Experimente dizer isso na frente da sua namorada. - Ela falou rindo baixo achando que talvez ele não fosse ouvir. 

Ele se aproximou do ouvido dela e comentou:

- E por que você acha que ela foi embora?

- Nathan, eu sinto muito. - Ela olhou subitamente para ele pedindo desculpas.

- Esqueça Stana, a culpa não é sua. Apenas aproveite a noite, certo?

- Certo. - Ela concordou ainda um pouco apreensiva. 

Ambos sorriram e continuaram a dança por mais alguns minutos. Voltaram então para a mesa de jantar onde começaram a se organizar para irem embora. 

***