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sexta-feira, 6 de julho de 2012

[Stanathan fic- Traduzida] "A tontura" Cap. 4

Capitulo 4

A intensidade do mal que acreditava estar fazendo a ela era comparável somente com a intensidade do mal que como sequência de seu "sacrifício" estava padecendo por ela, (por "sacrifício" entenda: Ficar embaixo dos lençóis na cama de algum quarto de hotel com alguma de suas 'amigas com direito a benefícios' no lugar de se dar o gosto de estar com ELA em sua cama). Já havia passado várias noites sem conseguir dormir, todas elas desperdiçadas, jogado semi-nu junto ao corpo de uma mulher qualquer,  sem obter satisfação física ou emocional, quase caindo a beira do precipício, com seu cérebro funcionando na velocidade da luz, sendo consumido por uma necessidade que estava começando a virar obsessão.

Enquanto fazia sexo com a Bárbie de carne e osso, seus sentidos aguçados, tinham começado a torturá-lo, e ele agradecia mentalmente pela meia garrafa de Álcool previamente consumida, fazendo essa tarefa mais fácil.

Era sempre a mesma coisa: A imagem borrada de suas retinas se distorcia até fazer com que ele se confundisse, e fazia com que acreditasse que era  DELA, o corpo da mulher que tremia abaixo dele, que era DELA o pescoço que estava mordiscando, e que eram DELA os gemidos e suspiros que quebravam o vácuo de silêncio daquele quarto, enquanto suas unhas cravavam-se em suas costas. A beijava e acariciava em lugares que em suas fantasias, eram zonas sensíveis e que a deixaria louca em poucos segundos, como se suas mãos e sua boca estivessem moldando-a -- Prisioneiras de um rapto de loucura temporal -- Até que sua mente convertia novamente aquela mulher que tanto desejava, naquela ruiva de corpo escultural com seu corpo de plástico, aquela jovem atriz...

Mas ao acabar ele se sentia vazio, insignificante, com mais vontade DELA do que antes, E assim permanecia sempre -- Vazio, atormentado por aquela vontade incessante de possui-la-- e ficava assim, pelo que sobrava daquela madrugada escura.

Esse era o caso a muitos meses.

Esse havia sido o caso da noite anterior á aquela terça-feira.

Não aguentava mais isso.

Já estava ficando doente e insuportável.

Algo deve ficar claro: Ele não a amava (não AINDA, faltava muito para que a amasse, faltava muito para que a adorasse). Ele, por regra geral, não amava. Nenhuma mulher havia conseguido o domar ou mudá-lo e Stana Katic não seria uma excessão (Ao menos, era o que ele pensava a principio). Simplesmente a desejava, muito mais do que havia desejado qualquer outra mulher alguma vez.

Estava obcecado por ela, obcecado a tal ponto, que todas as suas energias estavam focalizadas nela, sua boca, seus olhos, sua pele, seu perfume, sua voz, seu sorriso, suas curvas, sua língua, seus dentes, seu perfeito e delicado corpo...

Estava obcecado por ela.

E já não aguentava mais isso.

Para um homem acostumado a ter qualquer mulher que quisesse comendo na palma de suas mãos, ajoelhada a seus pés, lhe implorando um pouco de atenção, ele estava tremendamente frustrado em ter que se contentar de modelos ruivas sem fim, para poder cobrir a enorme, terrível, e gigante necessidade que ele sentia DELA, e que havia se instalado em seu coração, alguns segundos após conhecê-la.

Por que não conseguia saciar a sua vontade de estar com ELA, com outras mulheres??? Por que não estralava os dedos para tê-la ajoelhada em seus pés implorando por um pouco de atenção??? Por que não a seduzia com um sorriso e não lhe murmurava umas palavras bobas ao seu ouvido até conseguir tê-la semi-nua encurrala em uma parede???

Por que ele tinha medo...

Sim, tinha medo.

Temia magoá-la.

Temia deixá-la mal.

Temia feri-la.

Temia pelas consequências.

Temia machucar a sua alma.

Temia partir seu coração.

Estava se sacrificando para proteger a ela.

Estava se privando de algo que desejava até a loucura para protegê-la.

Mas protegê-la do que???

Dele....

Essa era uma de suas regras fundamentais - Sempre havia sido - e não pensava em quebrá-la; Um deslize, um passo em falso, uma decisão mal tomada, tudo isso faria com que ele tivesse que carregar consigo, consequências graves, com as quais não estava disposto a lidar...

Essa era uma de suas regras fundamentais: jamais fazer sexo com uma mulher abertamente apaixonada ele.

Aquela noite em Nova York teria acabado do outro lado da porta, se ele não tivesse notado com ela o admirava, como sorria para ele, a atenção com a qual o escutava, a inclinação que usava em casa palavra que saia de sua boca, a sua adoração e embelezamento estampados em sua carinha de boneca.

Ela estava apaixonada por ele.

Em algum momento, em algum instante, de alguma maneira, sua companheira de elenco havia se apaixonado por ele.

E por mais que ele a desejasse, por mais que tivesse fantasias com ela, por mais que estivesse quebrando a cabeça ao meio, por mais que tivesse desejo de beijá-la e acariciá-la, por mais que obcecado que estivesse por aquele longo par de pernas, e esses intrigantes olhos verdes, não podia tê-la, por que ela estava apaixonada por ele, e ele não estava disposto a romper suas regras.
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