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terça-feira, 10 de julho de 2012

[Demily fic] "Louco por você"

Título: Louco por vocêAutor: FernandaCategoria: Challenge Demily NFF, Bastidores Sétima Temporada, angst/romance. Advertências: sexoClassificação: NC-17Capítulos: 1 (one shot)Completa: [X] Yes [ ] NoResumo: Ficar longe de quem se ama é difícil, mas ficar perto... e não poder amá-la, é muito pior...
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Emily suspirou e tentou novamente. Mas as falas pareciam não entrar em sua cabeça. David baixou o script e a encarou.

- Quer que eu peça pra colocarem suas falas na tela amanhã? – ele perguntou.

- Não, David, posso muito bem decorar minhas falas. Afinal de contas não sou nenhuma criança.

Aquela resposta brusca o irritou. Afinal, tudo o que queria era ajudá-la e não estava disposto a ser maltratado, magoado. Eles estavam na casa dela, ensaiando durante toda a tarde e metade da noite.

- Pois às vezes parece uma criança e bem pouco educada! – respondeu David, agora usando o mesmo tom que ela.

Emily mordeu o lábio, arrependida.

- Desculpe, David. Não ando me sentindo muito bem e acabo descontando em você, que é a única pessoa que está me ajudando. Por favor, me desculpe.

Vendo-a se desculpar, David pôde sentir o quanto ela estava frágil, cansada. Os cabelos castanhos caíam em desalinho sobre os ombros, os olhos azuis pareciam opacos, tristes. Desejou poder aninhá-la entre os braços, beijá-la, confortá-la... mas infelizmente esse direito não era dele.

Desde o casamento dela as coisas tinham esfriado entre ambos. Não que eles algum dia tivessem dado vazão à paixão que sentiam, muito pelo contrário. Tentavam resistir ao máximo. Era apenas um amor platônico. Eles não namoravam, não se beijavam fora das cenas do seriado, não saiam juntos... mas sabiam que se amavam.

David sofria com essa situação e quando, no ano anterior, Emily lhe contou que estava grávida, ele sentiu o mundo ruir sobre seus ombros. Antes ele tinha esperanças de que ela o deixaria se divorciar, que ela esperaria por ele, que eles tinham alguma chance de ficar juntos num futuro não tão distante... mas a notícia da gravidez tinha sido como uma bomba em seu coração já partido pelo casamento dela.

Agora, muitos meses depois... e depois do nascimento do filho dela, David se sentia ainda mais deprimido. As cenas do seriado, enquanto Emily estava grávida, foram uma verdadeira seção de tortura para ele. Acariciava a barriga dela, sentindo um ódio imenso em seu coração pelo homem que a engravidara... mas ao mesmo tempo sentia um amor enorme pelo bebê que ela gerava.

David balançou a cabeça para afastar as lembranças. Ele olhou novamente para ela, notando lágrimas nos olhos azuis.

- Emy, vem cá... – David disse sem conseguir mais se conter.

Tão impulsivamente quanto ele, Emily se aproximou e eles se abraçaram. Um abraço intenso, cheio de afeto e de ternura.

- Ah, Emily, querida... Eu te amo tanto, tanto...

Um longo silêncio se seguiu àquelas palavras. Eles permaneciam abraçados, e Emily sentiu lágrimas quentes lhe descerem pelo rosto.

- Eu te amo. – David disse mais uma vez, enquanto a afastava com cuidado com a intenção de encará-la.

Ao ver o rosto delicado molhado pelas lágrimas, David não pôde resistir. Puxou-a novamente para si, dessa vez tomando-lhe os lábios, num beijo quente, apaixonado. As bocas moldaram-se num beijo prolongado, as línguas se explorando mutuamente, num contato gostoso.

Ambos estavam tão emocionados que poderia se dizer que haviam esquecido o resto do mundo naquele instante. Depois ela o empurrou pelos ombros, a realidade a atingindo como um soco no estômago.

- David... - ela sussurrou quando, finalmente, se afastaram. – Não podemos...

A expressão dele tornou-se sombria enquanto falava baixinho.

- Emily... eu nunca faria nada com intenção de magoar você ou Dave, muito menos a Jaime. Eu quero que saiba que eu amei você desde o começo, desde que te conheci. Mas nunca faria nada de desonesto para afastar você dele...

- Por que está me dizendo tudo isso, David?

- Um dia você vai entender. Agora preciso ir, Emily. Amanhã cedo passarei aqui para apanhar você para irmos ao estúdio. Até mais.

- Até amanhã.

David precisava se afastar logo. Um nó apertava-lhe a garganta e quase o impedia de falar. O beijo rápido no rosto de Emily foi sua despedida. Mal acabou de se sentar atrás do volante do Corvette, uma lágrima correu pelo rosto dele.

David sabia que não devia ter contado toda a verdade a Emily. Mas ele a amava demais e não conseguia mais viver com aquele sentimento guardado apenas dentro de si. Para ele já bastava o fato dela ter um filho... de outro homem.

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Duas horas mais tarde...

Ao ouvir o telefone soar bem junto à cabeça, Emily despertou, assustada. Olhando para o relógio de parede do quarto, verificou que já passava da meia-noite. Como o marido estava viajando ela pensou se tratar dele, confundido novamente com o fuso horário.

- Alo? – ela disse com voz sonolenta.

- Desculpe o modo como me despedi de você. - A voz de David Boreanaz soou firme, mas ela percebeu que estava cansado.

Nenhum dos dois falou por um longo instante, o coração de Emily batia com força e ela aconchegou o receptor junto ao rosto como se assim pudesse ficar mais perto dele.

- Está tudo bem. Não há o que desculpar. Só fiquei preocupada... Você estava estranho.

- Não se preocupe. Eu estou bem.

- Quer me dizer o que está te afligindo tanto? Não pode ser somente por causa da atração que sentimos...

- Não é apenas atração e você sabe disso, Emy. – ele retrucou.

Emily suspirou num esforço sobrehumano para conter as lágrimas.

- Acho que estamos os dois numa situação difícil, não é mesmo? – ela finalmente falou, a voz embargada.

David não falou nada, e um silêncio pesado os separou por alguns momentos.

- Emily? – ele finalmente disse.

- O que foi?

- Não estou arrependido de ter beijado você. E também não estou arrependido por confessar meus sentimentos... Será que um dia vamos poder dizer tudo o que sentimos um ao outro?

- David...

Pela voz dela, ele percebeu que ela chorava.

- Sim?

- Você se importaria de voltar? – Emily pediu baixinho. - Eu preciso de você...

David desligou sem se despedir. Emily olhou para o relógio de cabeceira, tentando calcular quanto tempo ele levaria para voltar. Acabou se aconchegando entre as cobertas, e o cansaço a venceu.

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Ao despertar, Emily levou alguns instantes para recordar onde se encontrava. Espreguiçou-se languidamente, jogando os cabelos para trás e ajeitando a camiseta de malha que se enrolara a altura da cintura. De repente, prendeu a respiração.

David estava estendido a seu lado, completamente imóvel e a uma distância de alguns centímetros. Deitado de costas, tinha o dorso nu, as mãos cruzadas sob a nuca, e a observava atentamente. Como lhe pareceu inadequado dizer alguma coisa, Emily apenas retribuiu o olhar silencioso, encarando-o.

David tomara um banho enquanto ela dormia e sua pele agora tinha a mesma fragrância do sabonete que Emily usara. O rosto bem escanhoado e os cabelos em desalinho davam-lhe a aparência de um menino.

Sentiu uma vontade imensa de tocá-lo; no entanto, permaneceu quieta. Por um momento, apenas os olhares se acariciaram, explícitos, intensos. Emily sabia que ele a estivera analisando; seus cabelos, seu rosto, a boca, os seios. Também não podia ter deixado de notar as coxas bem moldadas, o ventre liso que a camiseta deixara à mostra. Sob aqueles olhos ardentes, todo o seu corpo parecia despertar, exigindo carícias, exigindo prazer.

Notando os músculos dos braços fortes, teve vontade de beijá-los, sentir-lhe a rigidez, mas ainda não teve coragem. Estava fascinada pela beleza, pela masculinidade de David. Então passou a analisá-lo lentamente, estudando cada detalhe: a curva dos músculos do peito, a pele lisa, o abdómen musculoso.

David mantinha as pernas estendidas e cruzadas à altura dos tornozelos. Os pés estavam descalços e usava apenas uma calça jeans que lhe moldava os quadris, as coxas fortes.

Fechando os olhos, Emily suspirou, como se tentasse aplacar o desejo crescente. Desejava-o demais e no entanto permanecia imóvel, inerte. Ao abrir os olhos novamente, viu-o sorrindo. O sorriso que sempre mexera com todas as fãs... e com ela, o sorriso cativante, sedutor. Num impulso incontrolável, as pontas dos dedos buscaram o peito musculoso.

Desde o parto de Henry, Emily ainda não voltara a ter relações com o marido. Ela simplesmente não conseguia e se esquivava dele com desculpas que até para ela soavam estúpidas. Mas ela não podia... não conseguia mais... Mas agora, com David, ela sentia um desejo louco correndo por seu corpo.

A pele era cálida e macia. Inexoravelmente atraída, Emily deixou que sua mão deslizasse até o cós da calça jeans. Depois de hesitar por um momento, prosseguiu abrindo o botão e o zíper, mas parou ao ouvi-lo gemer, baixinho.

Voltando novamente os olhos para os dele, encontrou-os cheios de desejo, de paixão. Comovida, Emily pensou que aquele não era um momento especial apenas para ela. Afinal, David dissera que a amava e provavelmente nunca arriscaria sua família sem estar realmente envolvido com alguém.

Emily não hesitou mais, e a mão desapareceu sob a calça. Um gemido profundo emergiu do peito de David, como se tivesse experimentado um prazer insustentável. No instante seguinte, ele se livrava do jeans, num movimemto rápido, e depois a trazia para junto de si.

Maravilhada com aquela nudez, perdendo todo resquício de insegurança, Emily apoiou a cabeça sobre o quadril estreito, deixando que seus cabelos soltos o cobrissem como um manto acetinado.

Desejava-o mais a cada segundo e queria que ele percebesse isso. Então, num gesto ousado, ergueu o rosto, inclinou-se para frente e beijou-lhe o membro já ereto.

David afagou-lhe os cabelos, alucinado com o calor daqueles lábios, mas logo a puxou para si, beijando-lhe a boca, afagando os seios, o ventre, os quadris.

As mãos ágeis deslizaram por entre as coxas, entreabrindo-as, e acariciando-as, livrando-se da calcinha de seda e tocando-a intimamente.

No instante seguinte era a boca de David que lhe buscava o sexo, cálida, úmida e terna. Emily jamais sentira tanto prazer, aliado a uma emoção tão forte. Tinha impressão de que a qualquer momento perderia totalmente o controle de si mesma, confundindo-se com o homem que amava.
Então ouviu a voz terna que lhe fazia um pedido.

- Abra os olhos, Emy. Por favor, olhe para mim.

Ao abrir os olhos, a imagem de David tomou conta dela, de seus sentidos, de seu coração. Com um movimento suave ele colocou-se sobre ela e a penetrou, sorrindo diante do rosto radiante à sua frente.

David viu a expressão de Emily se transformar aos poucos. Ao acelerar o ritmo, percebeu os olhos azuis ainda mais brilhantes, maravilhados, e soube que a levava cada vez mais próxima do clímax.

Viu-a atingir a plenitude, alguns momentos antes dele... o gozo dando ao rosto de Emily uma expressão divina. Jamais a vira tão linda...

- Você é o que existe de mais belo, mais precioso para mim, Emily. Eu te amo. Sempre te amei. - disse num sussurro, e logo a emoção fechou-lhe a garganta, fazendo-o calar-se.

- Também te amo, David. Demais... - ela confessou, enquanto estendia a mão e acariciava-lhe os lábios, as faces, a têmpora, como se quisesse se assegurar de que tudo aquilo era verdade e não um simples sonho.

Ficaram em silêncio, abraçados, cada um perdido em seus próprios pensamentos. David de repente a soltou e se sentou na cama. Emily o encarou e esperou que ele falasse. David pegou sua mão e a beijou. Depois a encarou muito sério.

- Emily... para mim o que aconteceu aqui foi apenas o começo. Não vou aceitar devolvê-la ao Dave. Sinto muito. Você é minha! Não quero saber como vamos fazer isso... nem quanto tempo vai levar... Mas eu quero você pra mim... só pra mim.

Emily sentiu seus olhos se encherem de lágrimas novamente.

- Você tem certeza disso, David? E a sua família? Para mim talvez as coisas sejam mais fáceis... Henry é muito pequeno para entender alguma coisa e Dave já percebeu meu distanciamento há muito tempo. Mas e quanto a você?

- Eu não vou aguentar vê-la chegar perto dele, Emily. Sei que vai ser difícil... mas não me importo. Meus filhos vão ter que entender. A Jaime vai ter que entender.

Emily suspirou e tentou sorrir.

- Nós somos loucos, sabia? – ela sussurrou.

David a beijou longamente.

- Eu sou. Louco por você.


FIM

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