Capitulo 2:
Mesmo assim por alguma razão, talvez mais uma vez pela vulnerabilidade mais uma vez, quando ele se preparava para ir embora após deixá-la na porta de casa, ela disse:
- Não quer entrar um pouco? Eu apenas não quero ficar sozinha essa noite. Ela deu um meio sorriso. Tinha que admitir que ter perdido os dois namorados de uma vez, mesmo que não significassem muito para ela, havia abalado suas convicções e ela de repente sentia falta de poder vivenciar aquelas coisas das quais Booth falava e até então soavam utopia.
- Relaxa Bones. Comigo por perto, você nunca vai estar sozinha. Ele entrou, fechou a porta e colocou o braço em torno do ombro dela de uma forma protetora. Brennan se permitiu aconchegar-se a ele, enquanto os dois se sentavam no sofá. O clima estava se tornando tenso novamente, ao menos algo começou a gritar dentro de Booth, uma necessidade que ele sabia que existia, mas não sabia como extingui-la então precisava tornar o clima mais ameno novamente.
- Mas e então... Ele suspirou fitando-a com um ar divertido. – Você fica me imaginando pelado? Ele ergueu as sobrancelhas duas vezes.
- Eu não preciso imaginar. Eu vi. Ela provocou sussurrando entre os dentes, o que o ele considerou altamente sensual e o fez ficar excitado.
- Eu sabia que você tinha olhado. Ele riu.
- Você queria isso, como todo macho alfa você se vangloria dos seus atributos físicos. Ela disse com um ar mais sério agora.
- Eu não estou me vangloriando, você que disse que tem fantasias sexuais comigo nu.
- Eu nunca disse isso! Ela pareceu ofendida.
- Bones, qual é... Já que você trouxe o assunto dos “impulsos primitivos” à tona, seja ao menos sincera. Ele deu uma piscadinha. Seria culpa do vinho?
- Para que? Inflar seu ego? Eu já disse que acho você atraente. E bem, claro que meus hormônios gostaram de vê-lo... Daquela maneira... Brennan de repente não estava mais tão falante, ele havia tocado no seu ponto fraco. E sobre você? Quando foi a primeira vez que começou a fantasiar comigo? Ela sorriu.
- Bem, com conhecimento de causa provavelmente quando fomos para Vegas e você usou aquele vestido. Que por sinal não era muito diferente desse que você está usando hoje. Ele disse olhando de relapso para o decote profundo dela deixando-a um pouco acanhada.
- Nesse caso, quando você disse em Londres que qualquer homem gostaria de fazer sexo comigo, você disse por que você também gostaria, Booth? Ele não sabia dizer o que estava acontecendo, mas o rumo daquela conversa estava trazendo algo a tona, um desejo primitivo, como diria Brennan. E ele nunca a viu de forma mais sexual antes.
- Bones, você tem um espelho em casa, certo? Como eu posso dizer isso na sua língua... Os seus atributos físicos são do tipo que agradaria qualquer homem com um pouco de bom senso.
- Logo, isso inclui você, certo?
Porque ela continuava insistindo nisso? Ele já não havia respondido a pergunta dela? É obvio que o incluía, mas porque ela precisava tanto ouvir aquilo saindo da boca dele?
Brennan precisava ouvir e não sabia dizer porquê. Malditos hormônios que ganharam vivacidade após as taças de vinho. Meu Deus ela era uma cientista, sabia que aquela desculpa do álcool era fraca. No entanto o álcool realmente alterava as percepções, mas não alterava personalidade, ou seja, se ela estava tendo aqueles pensamentos ilícitos a respeito do Booth é porque provavelmente ela já os tinha antes, e estavam provavelmente simplesmente adormecidos, esperando para despertar. E agora vinham a tona numa velocidade expressiva e assustadora.
Mais do que nunca, ela estava curiosa para saber como Booth era na cama. Mas sempre havia evitado esses pensamentos porque ela realmente se importava com ele, e ele com ela, logo se algo sexual acontecesse com eles ele veria de uma forma diferente. Uma forma distorcida da realidade.
No entanto como ela poderia ter certeza que era distorcido sem tentar antes?
- Isso me inclui também. Satisfeita? Ele se aproximou dela e seus rostos agora estavam a poucos centímetros de distância, fazendo com que Brennan parasse de divagar sobre sua vontade de fazer sexo com Booth. Ela realmente havia pensado nisso? Surpresa consigo mesma, ela retraiu-se e voltou a se encostar no sofá.
- Não precisa se envergonhar, Booth. É normal os seres humanos terem fantasias sexuais com pessoas pelas quais eles se sentem atraídos fisicamente, mesmo que se respeitem e sejam bons amigos. Faz parte do nosso instinto. Nada tem a ver com sentimentos. Até quando ela insistiria naquela conversa? Pensou ele.
- É... Mas nós temos fatos concretos com os quais basear nossas fantasias. Fato. Ali estava uma palavra indicada para usar numa conversa com a Brennan.
- Como assim?
- Quando foi a primeira vez que você me viu de uma forma sexual?
Ele já havia respondido e não deixaria ela escapar. Brennan pensou por alguns segundos, mas a primeira resposta que teve em mente foi: sempre. Ela sempre o considerou atraente. Mesmo sendo seu amigo, seu parceiro, a pessoa que ela mais confiava e respeitava ela não era cega. Booth era extremamente atraente. Mesmo assim ela disse outra coisa que também não deixava de ser verdade.
- Lembra aquela vez que tivemos que dormir no Jeffersonian? E você estava intoxicado e parecia um tanto...
- Chapado? Ele a ajudou.
- Você parecia estar sob o efeito de substâncias ilícitas.
- E o que foi que eu acabei de dizer? Ele pareceu confuso.
- Bem, você estava usando apenas uma regata e eu pude ver melhor a sua boa estrutura física. Disse ela tão séria que ele teve vontade de rir.
- Você gosta dos meus braços, Bones? Ele disse agora realmente se vangloriando.
- Você gosta dos meus seios, Booth? Ela devolveu a provocação.
- Quanto vinho nós bebemos? Riu ele.
- Mais que o suficiente pelo visto.
- Porém resumindo, você me acha atraente, você gosta de conversar comigo, você se sente protegida comigo...
- Eu nunca mencionei proteção. Ela o corrigiu.
- É, mas eu sei que é verdade. Ele se gabou. E você imagina como seria fazer sexo comigo. Resumindo, nós somos como um velho casal. Ele explicou.
- Não sei o que isso significa. Ela pareceu confusa.
- Nós temos tudo, menos o sexo.
- Nós poderíamos ter o sexo também se você não encarasse o sexo de uma forma tão séria. Quão alto ela havia dito isso?
- O que? Você realmente cogitaria essa possibilidade? Ele pareceu surpreso e olhou no fundo dos olhos dela, de uma forma que a fez sentir-se como se estivesse nua em frente a uma grande platéia.
- Sexo é apenas sexo, Booth. É corresponder a estímulos incitados pelos nossos hormônios. Não precisa necessariamente haver amor entre as duas pessoas.
- Você é uma grande hedonista então? Ele sorriu.
- Hedonista não. Realista.
- Bom, somos diferentes nisso Bones. Porque se eu a tivesse, eu não conseguiria me contentar com apenas uma noite, ou com dividir você com outros homens porque eu respeito você e eu acho que você merece muito mais do que um homem que apenas a use para satisfazer necessidades hormonais, como você diz.
Aquela frase deixou Brennan sem fala. Nunca nenhum homem antes havia conseguido fazê-la sentir-se tão especial e ela sentiu aquele frio na barriga e as chamadas borboletas no estômago, um termo completamente irreal que ela nunca antes havia compreendido.
- E eu não conseguiria usá-lo dessa maneira justamente porque sei que você pensa assim e também sei que você é importante demais na minha vida para permitir que uma vontade sexual atrapalhasse tudo. Foi tudo que ela conseguiu dizer, depois de fazer uma longa pausa, para coordenar suas palavras de forma que não gaguejasse.
- Viu? Estamos diante de um impasse, é por isso que somos como um velho casal. Ele sorriu e delicadamente tirou um fio de cabelo rebelde que caía em seu rosto e o pôs atrás da orelha. Ela adorava aqueles gestos que ele tinha com ela e realmente ele era seu porto seguro, ele a fazia se sentir protegida, por isso sempre evitou ao máximo vê-lo de outra forma que não um amigo com o qual trabalhava junto e nada mais.
- Talvez seja por isso que nós resumimos nossa conversa a trabalho. Ela sorriu um pouco.
- Provavelmente. No entanto...
- No entanto o que...
- Quando nos beijamos, você tentou ficar tão racional a respeito do que aconteceu, tão firme...
- Mas? Ela estava até com medo do que vinha a seguir, mas o incentivou para que ele não percebesse.
- Não sei explicar, o modo como você me olhou depois do beijo... O modo como eu olhei para você... Eu nunca havia pensado nisso, mas eu gostei de beijar você.
- Eu também gostei de beijar você. Você é bom nisso, tenho certeza que todas as mulheres que você beijou sentiram o mesmo. Booth sorriu com a forma como ela tinha de distorcer as coisas quando ele tentava falar algo mais sério e profundo.
- Não foi isso que eu quis dizer. Você não teve a sensação de que devíamos ter feito aquilo há muito tempo?
A resposta dela era sim. Ela havia gostado de beijá-lo e ela já havia pensado em fazer sexo com ele. Ela já havia confirmado tudo aquilo, inclusive o motivo pelo qual evitava essas vontades sem propósito. Para que mudar as coisas se tudo estava tão bom do modo como estava? Ao menos quando eles estavam solteiros porque ela tinha que admitir que sentia um certo sentimento de posse em relação a ele. Ela sempre pensava que qualquer mulher com quem ele saísse não seria boa o bastante para ele, talvez fosse porque ela realmente se importasse demais com ele.
- Porque essa conversa agora, Booth? Para que trazer esse assunto a tona agora? Eu já lhe disse o porquê evito pensar em você dessa maneira.
- Como você pode estar tão certa do que aconteceria se nunca tentamos? Pensei que você fosse uma mulher que não gosta de tomar decisões precipitadas antes de ter fatos concretos em mãos.
Que merda! Ele sabia mesmo como derrubar o jogo dela e o pior de tudo, usando as próprias palavras dela. Booth a conhecia tão bem que era assustador. Seus nervos estavam a flor da pele e por alguma razão sentiu que ele tinha a razão e que aquilo tudo nada tinha haver apenas com hormônios. Havia algo mais.
- Depois não diga que eu não avisei. Ela disse sem pensar nas conseqüências, pois mesmo sabendo que era uma desculpa infundada ela poderia por a culpa no vinho por ter se aproximado dele, segurado seu rosto e beijá-lo profundamente sem pensar duas vezes.
Mesmo assim por alguma razão, talvez mais uma vez pela vulnerabilidade mais uma vez, quando ele se preparava para ir embora após deixá-la na porta de casa, ela disse:
- Não quer entrar um pouco? Eu apenas não quero ficar sozinha essa noite. Ela deu um meio sorriso. Tinha que admitir que ter perdido os dois namorados de uma vez, mesmo que não significassem muito para ela, havia abalado suas convicções e ela de repente sentia falta de poder vivenciar aquelas coisas das quais Booth falava e até então soavam utopia.
- Relaxa Bones. Comigo por perto, você nunca vai estar sozinha. Ele entrou, fechou a porta e colocou o braço em torno do ombro dela de uma forma protetora. Brennan se permitiu aconchegar-se a ele, enquanto os dois se sentavam no sofá. O clima estava se tornando tenso novamente, ao menos algo começou a gritar dentro de Booth, uma necessidade que ele sabia que existia, mas não sabia como extingui-la então precisava tornar o clima mais ameno novamente.
- Mas e então... Ele suspirou fitando-a com um ar divertido. – Você fica me imaginando pelado? Ele ergueu as sobrancelhas duas vezes.
- Eu não preciso imaginar. Eu vi. Ela provocou sussurrando entre os dentes, o que o ele considerou altamente sensual e o fez ficar excitado.
- Eu sabia que você tinha olhado. Ele riu.
- Você queria isso, como todo macho alfa você se vangloria dos seus atributos físicos. Ela disse com um ar mais sério agora.
- Eu não estou me vangloriando, você que disse que tem fantasias sexuais comigo nu.
- Eu nunca disse isso! Ela pareceu ofendida.
- Bones, qual é... Já que você trouxe o assunto dos “impulsos primitivos” à tona, seja ao menos sincera. Ele deu uma piscadinha. Seria culpa do vinho?
- Para que? Inflar seu ego? Eu já disse que acho você atraente. E bem, claro que meus hormônios gostaram de vê-lo... Daquela maneira... Brennan de repente não estava mais tão falante, ele havia tocado no seu ponto fraco. E sobre você? Quando foi a primeira vez que começou a fantasiar comigo? Ela sorriu.
- Bem, com conhecimento de causa provavelmente quando fomos para Vegas e você usou aquele vestido. Que por sinal não era muito diferente desse que você está usando hoje. Ele disse olhando de relapso para o decote profundo dela deixando-a um pouco acanhada.
- Nesse caso, quando você disse em Londres que qualquer homem gostaria de fazer sexo comigo, você disse por que você também gostaria, Booth? Ele não sabia dizer o que estava acontecendo, mas o rumo daquela conversa estava trazendo algo a tona, um desejo primitivo, como diria Brennan. E ele nunca a viu de forma mais sexual antes.
- Bones, você tem um espelho em casa, certo? Como eu posso dizer isso na sua língua... Os seus atributos físicos são do tipo que agradaria qualquer homem com um pouco de bom senso.
- Logo, isso inclui você, certo?
Porque ela continuava insistindo nisso? Ele já não havia respondido a pergunta dela? É obvio que o incluía, mas porque ela precisava tanto ouvir aquilo saindo da boca dele?
Brennan precisava ouvir e não sabia dizer porquê. Malditos hormônios que ganharam vivacidade após as taças de vinho. Meu Deus ela era uma cientista, sabia que aquela desculpa do álcool era fraca. No entanto o álcool realmente alterava as percepções, mas não alterava personalidade, ou seja, se ela estava tendo aqueles pensamentos ilícitos a respeito do Booth é porque provavelmente ela já os tinha antes, e estavam provavelmente simplesmente adormecidos, esperando para despertar. E agora vinham a tona numa velocidade expressiva e assustadora.
Mais do que nunca, ela estava curiosa para saber como Booth era na cama. Mas sempre havia evitado esses pensamentos porque ela realmente se importava com ele, e ele com ela, logo se algo sexual acontecesse com eles ele veria de uma forma diferente. Uma forma distorcida da realidade.
No entanto como ela poderia ter certeza que era distorcido sem tentar antes?
- Isso me inclui também. Satisfeita? Ele se aproximou dela e seus rostos agora estavam a poucos centímetros de distância, fazendo com que Brennan parasse de divagar sobre sua vontade de fazer sexo com Booth. Ela realmente havia pensado nisso? Surpresa consigo mesma, ela retraiu-se e voltou a se encostar no sofá.
- Não precisa se envergonhar, Booth. É normal os seres humanos terem fantasias sexuais com pessoas pelas quais eles se sentem atraídos fisicamente, mesmo que se respeitem e sejam bons amigos. Faz parte do nosso instinto. Nada tem a ver com sentimentos. Até quando ela insistiria naquela conversa? Pensou ele.
- É... Mas nós temos fatos concretos com os quais basear nossas fantasias. Fato. Ali estava uma palavra indicada para usar numa conversa com a Brennan.
- Como assim?
- Quando foi a primeira vez que você me viu de uma forma sexual?
Ele já havia respondido e não deixaria ela escapar. Brennan pensou por alguns segundos, mas a primeira resposta que teve em mente foi: sempre. Ela sempre o considerou atraente. Mesmo sendo seu amigo, seu parceiro, a pessoa que ela mais confiava e respeitava ela não era cega. Booth era extremamente atraente. Mesmo assim ela disse outra coisa que também não deixava de ser verdade.
- Lembra aquela vez que tivemos que dormir no Jeffersonian? E você estava intoxicado e parecia um tanto...
- Chapado? Ele a ajudou.
- Você parecia estar sob o efeito de substâncias ilícitas.
- E o que foi que eu acabei de dizer? Ele pareceu confuso.
- Bem, você estava usando apenas uma regata e eu pude ver melhor a sua boa estrutura física. Disse ela tão séria que ele teve vontade de rir.
- Você gosta dos meus braços, Bones? Ele disse agora realmente se vangloriando.
- Você gosta dos meus seios, Booth? Ela devolveu a provocação.
- Quanto vinho nós bebemos? Riu ele.
- Mais que o suficiente pelo visto.
- Porém resumindo, você me acha atraente, você gosta de conversar comigo, você se sente protegida comigo...
- Eu nunca mencionei proteção. Ela o corrigiu.
- É, mas eu sei que é verdade. Ele se gabou. E você imagina como seria fazer sexo comigo. Resumindo, nós somos como um velho casal. Ele explicou.
- Não sei o que isso significa. Ela pareceu confusa.
- Nós temos tudo, menos o sexo.
- Nós poderíamos ter o sexo também se você não encarasse o sexo de uma forma tão séria. Quão alto ela havia dito isso?
- O que? Você realmente cogitaria essa possibilidade? Ele pareceu surpreso e olhou no fundo dos olhos dela, de uma forma que a fez sentir-se como se estivesse nua em frente a uma grande platéia.
- Sexo é apenas sexo, Booth. É corresponder a estímulos incitados pelos nossos hormônios. Não precisa necessariamente haver amor entre as duas pessoas.
- Você é uma grande hedonista então? Ele sorriu.
- Hedonista não. Realista.
- Bom, somos diferentes nisso Bones. Porque se eu a tivesse, eu não conseguiria me contentar com apenas uma noite, ou com dividir você com outros homens porque eu respeito você e eu acho que você merece muito mais do que um homem que apenas a use para satisfazer necessidades hormonais, como você diz.
Aquela frase deixou Brennan sem fala. Nunca nenhum homem antes havia conseguido fazê-la sentir-se tão especial e ela sentiu aquele frio na barriga e as chamadas borboletas no estômago, um termo completamente irreal que ela nunca antes havia compreendido.
- E eu não conseguiria usá-lo dessa maneira justamente porque sei que você pensa assim e também sei que você é importante demais na minha vida para permitir que uma vontade sexual atrapalhasse tudo. Foi tudo que ela conseguiu dizer, depois de fazer uma longa pausa, para coordenar suas palavras de forma que não gaguejasse.
- Viu? Estamos diante de um impasse, é por isso que somos como um velho casal. Ele sorriu e delicadamente tirou um fio de cabelo rebelde que caía em seu rosto e o pôs atrás da orelha. Ela adorava aqueles gestos que ele tinha com ela e realmente ele era seu porto seguro, ele a fazia se sentir protegida, por isso sempre evitou ao máximo vê-lo de outra forma que não um amigo com o qual trabalhava junto e nada mais.
- Talvez seja por isso que nós resumimos nossa conversa a trabalho. Ela sorriu um pouco.
- Provavelmente. No entanto...
- No entanto o que...
- Quando nos beijamos, você tentou ficar tão racional a respeito do que aconteceu, tão firme...
- Mas? Ela estava até com medo do que vinha a seguir, mas o incentivou para que ele não percebesse.
- Não sei explicar, o modo como você me olhou depois do beijo... O modo como eu olhei para você... Eu nunca havia pensado nisso, mas eu gostei de beijar você.
- Eu também gostei de beijar você. Você é bom nisso, tenho certeza que todas as mulheres que você beijou sentiram o mesmo. Booth sorriu com a forma como ela tinha de distorcer as coisas quando ele tentava falar algo mais sério e profundo.
- Não foi isso que eu quis dizer. Você não teve a sensação de que devíamos ter feito aquilo há muito tempo?
A resposta dela era sim. Ela havia gostado de beijá-lo e ela já havia pensado em fazer sexo com ele. Ela já havia confirmado tudo aquilo, inclusive o motivo pelo qual evitava essas vontades sem propósito. Para que mudar as coisas se tudo estava tão bom do modo como estava? Ao menos quando eles estavam solteiros porque ela tinha que admitir que sentia um certo sentimento de posse em relação a ele. Ela sempre pensava que qualquer mulher com quem ele saísse não seria boa o bastante para ele, talvez fosse porque ela realmente se importasse demais com ele.
- Porque essa conversa agora, Booth? Para que trazer esse assunto a tona agora? Eu já lhe disse o porquê evito pensar em você dessa maneira.
- Como você pode estar tão certa do que aconteceria se nunca tentamos? Pensei que você fosse uma mulher que não gosta de tomar decisões precipitadas antes de ter fatos concretos em mãos.
Que merda! Ele sabia mesmo como derrubar o jogo dela e o pior de tudo, usando as próprias palavras dela. Booth a conhecia tão bem que era assustador. Seus nervos estavam a flor da pele e por alguma razão sentiu que ele tinha a razão e que aquilo tudo nada tinha haver apenas com hormônios. Havia algo mais.
- Depois não diga que eu não avisei. Ela disse sem pensar nas conseqüências, pois mesmo sabendo que era uma desculpa infundada ela poderia por a culpa no vinho por ter se aproximado dele, segurado seu rosto e beijá-lo profundamente sem pensar duas vezes.
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