Título: Words
Autoras: leidyka...tic
Beta: Tay
Categoria: Shippers Reais – Stanathan.
Classificação: NC-17
Advertências: drama and sex
Completa: [x] sim [ ] não
Capítulos: oneshot
Resumo: Palavras que conduzem relacionamentos, ações, desejos.
Acaso... Destino... Distração.
Um beijo, uma forma de carinho, uma expressão.
Paixão... Afeição... Atração.
Sentimentos que resumem anos, dois longos anos.
Toque... Textura... Sensação.
Experimentar seus lábios... Seus lábios. Experiência inovadora para algo tão tradicional.
Surpresa... Incerteza... Rendição.
Tratava-se de não se esconder, apenas isso. Um motivo escondido entre muitos. Desculpas sem sentido.
Físico... Químico... Biológico.
Um arrebatar de sentidos, uma tempestade entre dois corpos, uma avalanche estritamente hormonal.
Meditação... Decisão... Devolução.
Causas, conseqüências... Vontades. Tantas contradições e tantas afinidades.
Ação... Reação... Interação.
Corpos que se confundem, se completam. Se embriagam compartilhando vida.
Envolvimento... Harmonia... Excitação.
Uma dança individual, um ritmo duplo. Ambos conduzem, enquanto os dois deixam-se levar.
Som... Silêncio...Vibração.
Sentiam um percorrendo o corpo do outro. Invadindo, sendo invadidos. Desvendando mistérios, fazendo novas descobertas.
Vozes... Sussurros... Vapores.
Suas mentes gritavam, seus corpos evitavam falar. Mas apenas um som incontido tornou-se terrivelmente ensurdecedor.
Calor... Sabor... Degustação.
Temperatura subindo, contrações involuntárias. Sabores percorrendo paladares.
Prazer... Luxúria... Encenação.
A mente viajava rapidamente numa corrida violenta tentando acompanhar a velocidade de informações trocadas por um beijo de 13 segundos.
Ficção... Fato... Realidade.
Três palavras antes tão distintas, agora eram incrivelmente confusas.
Voltando a realidade.
Finalmente Nathan e Stana terminaram a gravação daquela cena. A cena do beijo entre Castle e Beckett, seus personagens. Semanas de conversas, ensaios, reuniões, mais ensaios, e mais conversas. Três horas da manhã. Esse foi o tempo, o horário, o desfecho. Foram para suas casas, para sua normalidade. Mas o que poderia voltar ao normal depois de tudo isso? A química entres seus personagens estava afetando a vida real dos dois. Ou talvez, a química entre eles dois estivesse afetando seus personagens. Não sabiam definir, não conseguiriam expressar, então talvez fosse melhor mesmo ignorar. Será?
Eles ainda se moviam como se fossem parceiros da mesma dança. Cada um no seu ambiente. Banho, alimento, descanso. Seria mesmo assim? Ambos em suas respectivas camas, cada um esperando por um relaxamento que não viria. Não até que o telefone tocasse. E então finalmente ele tocou. No mesmo horário, como sempre. Todas as noites, nos últimos meses a mesma ligação se repetia. Estava sendo um ritual, como o badalar de um sino anunciando uma festividade. Mas essa noite o sino soou diferente. Soou mais como o ecoar de réquiem.
O aparelho continuava vibrando e tocando em alto volume. Lágrimas rolavam pela face de quem não queria atender a ligação. Não aquela... talvez a última ligação. Haviam se tornado muito próximos, mais do que deveriam talvez. Começaram a inconscientemente depender da presença um do outro. Isso não poderia, não deveria continuar assim. Não mesmo? E então o telefone parou, deixando o silêncio reinar subitamente. Um soluço, um suspiro abafado, outro soluço e de repente, o toque do celular.
- Oi... – A voz de Stana quase não saiu.
- Oi, você demorou a atender! Já estava dormindo? – Nathan falou feliz de ouvi-la.
- Não, eu estava... – Ela tentava inutilmente disfarçar a voz.
- Incomodei você? – Ele disse apreensivo.
- Não... eu só... – Stana respondeu confusa.
- Você está bem? – Nathan percebeu que ela estava chorando.
- Sim... Apenas cansada... Preciso dormir...
- Stana, espere... – Ele bradou do outro lado da linha.
- Boa noite, Nathan. – Ela disse voltando a chorar.
Stana desligou o celular e uma nuvem espessa pairou sobre os dois. O que diabos estava acontecendo? Em um momento tudo estava bem, maravilhosamente perfeito e imediatamente depois não havia simplesmente mais nada. Apenas vazio, solidão, perda. Parecia que realmente tudo estava acabado, destruído, desabando simplesmente sobre eles.
Uma hora se passou. Aqueles olhos verdes continuavam abertos em direção à janela olhando as luzes da noite como se quisesse apenas ser envolvida o suficiente para esquecer tudo. Esquecer o toque, o sorriso, os lábios, o cheiro, o gosto, o beijo, o calor. Deus, ela podia jurar que estava enlouquecendo. Esse era o trabalho dela, deles. Era tudo o que ela precisava se concentrar: trabalho. Apenas e somente, trabalho.
Entretanto o que sufocava ela, também perturbava o sono dele. Os olhos dela, a textura dos seus lábios, o perfume dos seus cabelos, o hálito quente dela passeando pelo seu rosto, as reações inevitáveis que ela produzia em seu corpo. Ele sabia que ela também não era inerte a ele. Ele a sentiu estremecer em seus braços, perder o fôlego, emitir sons. Isso era real.
A campainha tocou. Stana se levantou assustada, organizando-se em seu roupão de seda preta. Mesmo assim, tinha uma estranha sensação. Esperança. Ela o conhecia bem. Talvez não tão bem, mas o suficiente para saber que era ele quem estava ali. Abriu a porta e enfim, ele estava lá. Cabisbaixo, tenso, trêmulo. Fazia frio lá fora e ela também estava congelando por dentro.
- Nathan?! Entre, o que aconteceu? – Ela disse fechando rapidamente a porta.
Ele entrou, mas não disse nenhuma palavra. Procurava aquelas que seriam corretas, aquelas que derrubariam argumentos, aquelas que simplesmente o libertasse. Ele olhou para ela, linda como sempre. Adorava o seu olhar. Ele parecia exigir a verdade e não poderia haver quem mentisse diante daquele verde questionador.
- Stana... – Ele finalmente suspirou. – Por favor... Apenas não faça isso.
- Isso o quê, Nathan? Do que você está falando? – Ela tentou disfarçar.
- De nós dois. Por favor, não faça isso com a gente. – Ele se aproximou dela.
- E o que você quer que eu faça Nathan? Me diga por que eu estou sem saber como agir também. Você nem deveria estar aqui. – Stana argumentou passeando as mãos pelos cabelos de um jeito nervoso.
- Não se afaste de nós. Você não pode simplesmente agora agir como se nada tivesse acontecido. – Nathan a questionou invadindo seu espaço pessoal.
- Mas nada aconteceu. Somos atores, esse é o nosso trabalho. Não há mais nada além disso. – Ela caminhou passando por ele.
- Tem certeza que nada aconteceu? – Ele a impediu de continuar seu caminho e a puxou pra perto dele.
- Nathan, por favor me solte! – Ela o empurrava inutilmente com suas delicadas mãos.
- Se nada aconteceu, por que você está tremendo? – Nathan riu para ela.
- Porque você está com as mãos geladas. – Ela demonstrava-se agoniada.
- Você pode me ajudar a aquecê-las. – Ele a provocou, sentindo seu corpo começar a reagir à presença do corpo dela tão próximo.
- Nathan, por favor pare com isso... – Ela implorava sentindo seu corpo começar a ferver.
- Stana, eu não posso! Eu não posso mais evitar você. Eu não posso, eu não quero. Eu simplesmente desisto! – Ele olhava fixamente para ela, ambos com a respiração ofegante.
Ele tocou os lábios dela com os dele. Um microsegundo até a racionalidade dela ir embora e então ela correspondeu o beijo. Sem câmeras, sem testemunhas, sem ensaios. Somente a prática sem cortes, sem censuras. Nathan aquecia suas mãos com o atrito do corpo dela e ela o puxava pela nuca invadindo sua boca com sua língua hiperaquecida.
Não havia mais nada que os rodeasse naquele momento. Medo, dúvidas, mentiras, decepções, traições tudo isso agora era nada e apenas uma palavra reinava ali: sensações. Era um beijo urgente, erótico, rodeado de toques, carícias. As mãos que hora tentavam impedir algum movimento eram as mesmas que segundos depois procuravam induzi-lo desesperadamente. Precisavam de fôlego e então ele se afastou.
Nathan admirou aquela mulher em seus braços. Stana observou aquele homem em sua casa. Ela com os cabelos maravilhosamente bagunçados e ele com os olhos incendiados de desejo. Ele abriu o roupão dela, delicadamente olhando atentamente a expressão do que ela estaria pensando de sua ousadia. Ela se entregou a isso, deixando seu roupão escorrer suavemente por sua pele macia revelando sua camisola sexy e sua silhueta sedutoramente intoxicante. Ela o encarou sem palavras, anunciando sua decisão devorando os lábios daquele homem com o olhar e abrindo levemente os seus para se encontrar finalmente com os dele.
Envolveram-se um no outro e o excesso de roupas dele foram sendo descartadas uma a uma em um ritmo tipicamente dela, de um jeito que só ela sabia fazer. Ele a agarrou com mais força cambaleando com ela para algum lugar que a turbidez de seus olhos não conseguiu registrar. Encontrou uma parede ali no meio do caminho e isso foi o suficiente para ele não resistir pressioná-la contra seu corpo. Ela também não resistiu e suas pernas automaticamente subiram enrolando a cintura dele deixando suas intimidades próximas, tocando-se deliciosamente.
O calor era extremo, sanguíneo, entorpecedor. Gemidos ecoavam pelo apartamento da atriz, mas ainda restavam impedimentos para a união completa. Ele a carregou para dentro do quarto onde retirou as últimas peças de roupa que o impedia de tê-la por inteiro. Stana era a visão mais perfeita que um homem podia sonhar em imaginar. Isso era simplesmente, extraordinário.
Um momento e ele ficou perdido sem ação diante dela. Ele sorriu com a quantidade de informações que um único ser humano podia passar para ele. Então ela se aproximou dele, ajoelhando-se na cama, beijando-o e entregando-se novamente aos toques dele, ainda o provocando com suas mãos habilidosas. Ela o tinha sobre domínio e ele também a havia dominado. Na verdade aquilo não era sobre dominação e sim, sobre uma doce e picante rendição.
Então se renderam, provando o gosto um do outro acentuadamente. Seus corpos pediam mais, suas mentes também e ambos se consumiam ardentemente. Se uniram, dançaram um sobre o outro. Suavam, tremiam, deliravam. Conectavam-se de uma e de outra forma. Na verdade, de várias formas até a completa e embriagante exaustão. Até que os gritos de plena satisfação fossem liberados até o último fôlego.
E assim estavam os dois. Sem fôlego, e extremamente ligados. O vazio não existia mais, medo também não e a dúvida passou a ser algo que simplesmente não existia na mente deles. Uma alegria incondicional preenchia os dois e poderiam viver ali apenas para sempre. Ambos ainda trocavam beijos, carinhos, risos, algumas palavras, algumas confidências, então ele falou enquanto mergulhava novamente nos cabelos dela.
- Nunca mais saia de perto de mim, Stana. Nunca mais tente se afastar de mim. - Ele suplicava com a voz rouca.
- Eu não posso... – Ela sussurrou no ouvido dele. - Eu não posso mais evitar você. Eu não posso... Eu não quero... Eu simplesmente desisto, Nathan.
***
Autoras: leidyka...tic
Beta: Tay
Categoria: Shippers Reais – Stanathan.
Classificação: NC-17
Advertências: drama and sex
Completa: [x] sim [ ] não
Capítulos: oneshot
Resumo: Palavras que conduzem relacionamentos, ações, desejos.
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Acaso... Destino... Distração.
Um beijo, uma forma de carinho, uma expressão.
Paixão... Afeição... Atração.
Sentimentos que resumem anos, dois longos anos.
Toque... Textura... Sensação.
Experimentar seus lábios... Seus lábios. Experiência inovadora para algo tão tradicional.
Surpresa... Incerteza... Rendição.
Tratava-se de não se esconder, apenas isso. Um motivo escondido entre muitos. Desculpas sem sentido.
Físico... Químico... Biológico.
Um arrebatar de sentidos, uma tempestade entre dois corpos, uma avalanche estritamente hormonal.
Meditação... Decisão... Devolução.
Causas, conseqüências... Vontades. Tantas contradições e tantas afinidades.
Ação... Reação... Interação.
Corpos que se confundem, se completam. Se embriagam compartilhando vida.
Envolvimento... Harmonia... Excitação.
Uma dança individual, um ritmo duplo. Ambos conduzem, enquanto os dois deixam-se levar.
Som... Silêncio...Vibração.
Sentiam um percorrendo o corpo do outro. Invadindo, sendo invadidos. Desvendando mistérios, fazendo novas descobertas.
Vozes... Sussurros... Vapores.
Suas mentes gritavam, seus corpos evitavam falar. Mas apenas um som incontido tornou-se terrivelmente ensurdecedor.
Calor... Sabor... Degustação.
Temperatura subindo, contrações involuntárias. Sabores percorrendo paladares.
Prazer... Luxúria... Encenação.
A mente viajava rapidamente numa corrida violenta tentando acompanhar a velocidade de informações trocadas por um beijo de 13 segundos.
Ficção... Fato... Realidade.
Três palavras antes tão distintas, agora eram incrivelmente confusas.
Voltando a realidade.
Finalmente Nathan e Stana terminaram a gravação daquela cena. A cena do beijo entre Castle e Beckett, seus personagens. Semanas de conversas, ensaios, reuniões, mais ensaios, e mais conversas. Três horas da manhã. Esse foi o tempo, o horário, o desfecho. Foram para suas casas, para sua normalidade. Mas o que poderia voltar ao normal depois de tudo isso? A química entres seus personagens estava afetando a vida real dos dois. Ou talvez, a química entre eles dois estivesse afetando seus personagens. Não sabiam definir, não conseguiriam expressar, então talvez fosse melhor mesmo ignorar. Será?
Eles ainda se moviam como se fossem parceiros da mesma dança. Cada um no seu ambiente. Banho, alimento, descanso. Seria mesmo assim? Ambos em suas respectivas camas, cada um esperando por um relaxamento que não viria. Não até que o telefone tocasse. E então finalmente ele tocou. No mesmo horário, como sempre. Todas as noites, nos últimos meses a mesma ligação se repetia. Estava sendo um ritual, como o badalar de um sino anunciando uma festividade. Mas essa noite o sino soou diferente. Soou mais como o ecoar de réquiem.
O aparelho continuava vibrando e tocando em alto volume. Lágrimas rolavam pela face de quem não queria atender a ligação. Não aquela... talvez a última ligação. Haviam se tornado muito próximos, mais do que deveriam talvez. Começaram a inconscientemente depender da presença um do outro. Isso não poderia, não deveria continuar assim. Não mesmo? E então o telefone parou, deixando o silêncio reinar subitamente. Um soluço, um suspiro abafado, outro soluço e de repente, o toque do celular.
- Oi... – A voz de Stana quase não saiu.
- Oi, você demorou a atender! Já estava dormindo? – Nathan falou feliz de ouvi-la.
- Não, eu estava... – Ela tentava inutilmente disfarçar a voz.
- Incomodei você? – Ele disse apreensivo.
- Não... eu só... – Stana respondeu confusa.
- Você está bem? – Nathan percebeu que ela estava chorando.
- Sim... Apenas cansada... Preciso dormir...
- Stana, espere... – Ele bradou do outro lado da linha.
- Boa noite, Nathan. – Ela disse voltando a chorar.
Stana desligou o celular e uma nuvem espessa pairou sobre os dois. O que diabos estava acontecendo? Em um momento tudo estava bem, maravilhosamente perfeito e imediatamente depois não havia simplesmente mais nada. Apenas vazio, solidão, perda. Parecia que realmente tudo estava acabado, destruído, desabando simplesmente sobre eles.
Uma hora se passou. Aqueles olhos verdes continuavam abertos em direção à janela olhando as luzes da noite como se quisesse apenas ser envolvida o suficiente para esquecer tudo. Esquecer o toque, o sorriso, os lábios, o cheiro, o gosto, o beijo, o calor. Deus, ela podia jurar que estava enlouquecendo. Esse era o trabalho dela, deles. Era tudo o que ela precisava se concentrar: trabalho. Apenas e somente, trabalho.
Entretanto o que sufocava ela, também perturbava o sono dele. Os olhos dela, a textura dos seus lábios, o perfume dos seus cabelos, o hálito quente dela passeando pelo seu rosto, as reações inevitáveis que ela produzia em seu corpo. Ele sabia que ela também não era inerte a ele. Ele a sentiu estremecer em seus braços, perder o fôlego, emitir sons. Isso era real.
A campainha tocou. Stana se levantou assustada, organizando-se em seu roupão de seda preta. Mesmo assim, tinha uma estranha sensação. Esperança. Ela o conhecia bem. Talvez não tão bem, mas o suficiente para saber que era ele quem estava ali. Abriu a porta e enfim, ele estava lá. Cabisbaixo, tenso, trêmulo. Fazia frio lá fora e ela também estava congelando por dentro.
- Nathan?! Entre, o que aconteceu? – Ela disse fechando rapidamente a porta.
Ele entrou, mas não disse nenhuma palavra. Procurava aquelas que seriam corretas, aquelas que derrubariam argumentos, aquelas que simplesmente o libertasse. Ele olhou para ela, linda como sempre. Adorava o seu olhar. Ele parecia exigir a verdade e não poderia haver quem mentisse diante daquele verde questionador.
- Stana... – Ele finalmente suspirou. – Por favor... Apenas não faça isso.
- Isso o quê, Nathan? Do que você está falando? – Ela tentou disfarçar.
- De nós dois. Por favor, não faça isso com a gente. – Ele se aproximou dela.
- E o que você quer que eu faça Nathan? Me diga por que eu estou sem saber como agir também. Você nem deveria estar aqui. – Stana argumentou passeando as mãos pelos cabelos de um jeito nervoso.
- Não se afaste de nós. Você não pode simplesmente agora agir como se nada tivesse acontecido. – Nathan a questionou invadindo seu espaço pessoal.
- Mas nada aconteceu. Somos atores, esse é o nosso trabalho. Não há mais nada além disso. – Ela caminhou passando por ele.
- Tem certeza que nada aconteceu? – Ele a impediu de continuar seu caminho e a puxou pra perto dele.
- Nathan, por favor me solte! – Ela o empurrava inutilmente com suas delicadas mãos.
- Se nada aconteceu, por que você está tremendo? – Nathan riu para ela.
- Porque você está com as mãos geladas. – Ela demonstrava-se agoniada.
- Você pode me ajudar a aquecê-las. – Ele a provocou, sentindo seu corpo começar a reagir à presença do corpo dela tão próximo.
- Nathan, por favor pare com isso... – Ela implorava sentindo seu corpo começar a ferver.
- Stana, eu não posso! Eu não posso mais evitar você. Eu não posso, eu não quero. Eu simplesmente desisto! – Ele olhava fixamente para ela, ambos com a respiração ofegante.
Ele tocou os lábios dela com os dele. Um microsegundo até a racionalidade dela ir embora e então ela correspondeu o beijo. Sem câmeras, sem testemunhas, sem ensaios. Somente a prática sem cortes, sem censuras. Nathan aquecia suas mãos com o atrito do corpo dela e ela o puxava pela nuca invadindo sua boca com sua língua hiperaquecida.
Não havia mais nada que os rodeasse naquele momento. Medo, dúvidas, mentiras, decepções, traições tudo isso agora era nada e apenas uma palavra reinava ali: sensações. Era um beijo urgente, erótico, rodeado de toques, carícias. As mãos que hora tentavam impedir algum movimento eram as mesmas que segundos depois procuravam induzi-lo desesperadamente. Precisavam de fôlego e então ele se afastou.
Nathan admirou aquela mulher em seus braços. Stana observou aquele homem em sua casa. Ela com os cabelos maravilhosamente bagunçados e ele com os olhos incendiados de desejo. Ele abriu o roupão dela, delicadamente olhando atentamente a expressão do que ela estaria pensando de sua ousadia. Ela se entregou a isso, deixando seu roupão escorrer suavemente por sua pele macia revelando sua camisola sexy e sua silhueta sedutoramente intoxicante. Ela o encarou sem palavras, anunciando sua decisão devorando os lábios daquele homem com o olhar e abrindo levemente os seus para se encontrar finalmente com os dele.
Envolveram-se um no outro e o excesso de roupas dele foram sendo descartadas uma a uma em um ritmo tipicamente dela, de um jeito que só ela sabia fazer. Ele a agarrou com mais força cambaleando com ela para algum lugar que a turbidez de seus olhos não conseguiu registrar. Encontrou uma parede ali no meio do caminho e isso foi o suficiente para ele não resistir pressioná-la contra seu corpo. Ela também não resistiu e suas pernas automaticamente subiram enrolando a cintura dele deixando suas intimidades próximas, tocando-se deliciosamente.
O calor era extremo, sanguíneo, entorpecedor. Gemidos ecoavam pelo apartamento da atriz, mas ainda restavam impedimentos para a união completa. Ele a carregou para dentro do quarto onde retirou as últimas peças de roupa que o impedia de tê-la por inteiro. Stana era a visão mais perfeita que um homem podia sonhar em imaginar. Isso era simplesmente, extraordinário.
Um momento e ele ficou perdido sem ação diante dela. Ele sorriu com a quantidade de informações que um único ser humano podia passar para ele. Então ela se aproximou dele, ajoelhando-se na cama, beijando-o e entregando-se novamente aos toques dele, ainda o provocando com suas mãos habilidosas. Ela o tinha sobre domínio e ele também a havia dominado. Na verdade aquilo não era sobre dominação e sim, sobre uma doce e picante rendição.
Então se renderam, provando o gosto um do outro acentuadamente. Seus corpos pediam mais, suas mentes também e ambos se consumiam ardentemente. Se uniram, dançaram um sobre o outro. Suavam, tremiam, deliravam. Conectavam-se de uma e de outra forma. Na verdade, de várias formas até a completa e embriagante exaustão. Até que os gritos de plena satisfação fossem liberados até o último fôlego.
E assim estavam os dois. Sem fôlego, e extremamente ligados. O vazio não existia mais, medo também não e a dúvida passou a ser algo que simplesmente não existia na mente deles. Uma alegria incondicional preenchia os dois e poderiam viver ali apenas para sempre. Ambos ainda trocavam beijos, carinhos, risos, algumas palavras, algumas confidências, então ele falou enquanto mergulhava novamente nos cabelos dela.
- Nunca mais saia de perto de mim, Stana. Nunca mais tente se afastar de mim. - Ele suplicava com a voz rouca.
- Eu não posso... – Ela sussurrou no ouvido dele. - Eu não posso mais evitar você. Eu não posso... Eu não quero... Eu simplesmente desisto, Nathan.
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Parabéns, está absolutamente lindo #
ResponderExcluirObrigadaaa Cláudia! Fique sempre atenta a novas atualizações!!! <3
ResponderExcluireu to se ação... minha fic aqui... *.*
ResponderExcluirJustforStana é que sua fic é maravilhosa, e está no lugar onde só as melhores estão! Parabéns!
ResponderExcluirAmei sua história inteiramente narrada com uma suavidade extraordinária, numa linguagem leve e poética, onde o amor e a paixão que envolve os personagens, Stana e Nathan, me trouxeram a emoção necessária para eu captar o perfil e o sentimento particular de cada um e ainda poder assistir, de camarote, a batalha interior e, por fim, entrega deles.
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