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quinta-feira, 5 de julho de 2012

[Stanathan fic - Tradução] "A tontura" - Cap 1

Autora: Daiana (heyblueeyes) 
Fanfic incompleta.
Classificação: PG-13

A seguinte história foi construída baseada em especulações feitas sobre a relação dos atores Nathan Fillion e Stana Katic. Não possuo nenhum conhecimento concreto de que algum dos fatos presentes nessa fanfic tenha ocorrido na vida real, são apenas minhas observações, meu instinto, e minha imaginação

 Capítulo 1

Penso em você a todo momento.


Não encontro uma forma de te esquecer


Eu não encontro nenhuma maneira de te expulsar da loucura que está a minha cabeça.



Você está me matando por dentro.


Você está me deixando na dúvida.

Já não aguento mais.

Esses pensamentos disparavam-se como flechas e se encrustavam na mente da jovem atriz. Seus olhos verdes estavam fixados em seu companheiro, que passou a ser 
também 

o homem que ela havia se apaixonado perdidamente dois minutos depois de conhecê-lo.


Ele estava ensaiando uma cena com Molly Quinn, estavam relaxados, sentados no sofá do apartamento de Castle, ambos com uma cópia dos scripts na mão, repassando as falas com o diretor e fazendo algumas anotações específicas a medida que ele aceitava ou não suas sugestões.


E ela não podia deixar de comê-lo com os olhos

Sequer conseguia deter as fantasias que a envolviam, asfixiavam, e a intoxicavam.


Quero me embriagar com seu perfume.


Quero acariciar sua pele.

Quero  morder sua boca.

Quero dormir em seus braços.

Quero contar segredos em seu ouvido enquanto nos enrolamos nos lençóis


Nathan Fillion estava lendo os pensamentos de Stana Katic

Literalmente.

A observava.

Enquanto seus olhos verdes se chocavam contra os olhos azuis dele, o chão abaixo de seus pés  sucumbiu ao que ela chamava de A tontura: perdia o equilíbrio, e apenas a sua presença já a deixava tonta, nestes momentos ela era vítima de um intenso vai-e-vem, toda a consciência do lugar e da situação em que se encontrava tornava-se turva... Só conseguia ver ele, seus sentidos apenas respondiam a ele: ao seu perfume, ao cheiro de sua pele, à sua voz, e ao toque de seus dedos quando acidentalmente entravam em contato com as suas mãos, seu rosto ou com suas costas ...

Nathan Fillion a torturava apenas por sua existência.

Ela era viciada em uma droga que havia provado em pequenas doses meses atrás e não conseguia encontrar o caminho para se recuperar, ou melhor dizendo: para se reabilitar. Queria mais. Queria mais disso e ele não estava lhe dando. Queria mais do que ele lhe havia dado como um conta gotas naquela noite em Nova York. Com cada dia de filmagem, com cada jornada de trabalho, seus sentimentos por ele tornaram-se mais puros, mais profundos, mais intensos,  e a medida que esses sentimentos se multiplicaram na loucura e no fascínio, também aumentou a força da tontura.

Aquela noite na Big Apple havia sido mágica, e ela não conseguia apagá-la de sua cabeça. Sonhava com seu sorriso, com anedotas e histórias que ele tinha compartilhado com ela durante o jantar, sonhava com as canções de Duran Duran que tinham ouvido naquele concerto (ainda conservava ambas as entradas, cuidadosamente guardada dentro de seu livro favorito na primeira gaveta da mesinha de cabeceira). Se perdia em flashbacks vívidos de cada minuto do passeio que deram pelo Central Park, os seus pequenos dedos entrelaçados, o clima de primavera de maio acariciando delicadamente, com a mesma gentileza que ela queria que ele acariciasse.

Mas à meia-noite, a fita havia chegado ao fim. Ele, como um cavalheiro, tinha acompanhado-a até a porta do hotel onde estava hospedada, e com apenas um leve tocar de seus lábios em sua bochecha, lhe deu boa-noite, agradecendo-lhe pela oportunidade maravilhosa de conhecer melhor um ao outro antes de começar a gravar Castle em Los Angeles

Naquela madrugada Stana permaneceu deitada na cama, com o rosto enterrado no travesseiro, uma sensação indescritível que corria através de todo seu sistema nervoso, desde a ponta da cabeça até as pontas dos dedos. Não podia tirá-lo de seus pensamentos, não conseguia conter a vontade de comer sua boca com beijos, não conseguia parar de imaginar sua boca em seu ouvido e palavras ternas saindo dela ...

Não tenho cura. Eu nunca tive cura. Eu nunca tive nenhuma oportunidade de lutar contra isso. Eu me apaixonei por ele à primeira vista, e quando ele me convidou para sair aquela vez, eu pensei que ele também se sentisse atraído por mim, mas tudo o que ele queria era que conhecêssemos melhor um ao outro... Que estúpida eu fui. Isso não tem cura. E a cada dia que passa eu me apaixono mais e mais. Ele está me deixando louca. Me consome. Me reduz a nada. Tudo o que ele faz e diz, e também o que não faz e não diz, faz com que eu me apaixone cada vez mais.

Essas foram as coisas que uma pequena voz em sua cabeça insistia em sussurrar enquanto ela tentava disfarçar o que estava fazendo, já que ela estava dando voltas pelo set... E não por que estava interessada em observar o trabalho de seus colegas, mas sim, porque estava morrendo  de vontade de observá-lo, essa era a causa do efeito que a torturava e viciava, que ela chamava de: tontura

Seis meses... Seis meses haviam se passado desde de Maio, mês em que ela sentiu seu estômago enchendo-se de borboletas enquanto os dois escutavam Ordinary world. Estavam trabalhando juntos a meses, e tudo o que ele havia mostrado para ela era o respeito profissional e a intenção de construir uma amizade sólida.

Mas eu quero mais.

Quero muito mais.

Quero ele como homem.


Eu não quero o mesmo que ele oferece a todos.


Eu não quero ser uma parceiro a mais, como Molly, Susan, ou Tamala.

Quero que ele me olhe como uma mulher.

Quero que vivamos outra noite como aquela que compartilhamos em Nova York, mas desta vez quero que terminemos entre beijos.

Neste momento sentiu aqueles olhos azuis sobre ela. Em seu lugar no salão, enquanto uma maquiadora retocava ligeiramente o rosto de Molly antes de gravarem a primeira tomada, ele estava olhando-a, e sorrindo para ela. Estava a presenteando com esse sorriso que a enlouquecia.

Ela não pode fazer mais, do que devolver um sorriso acanhado, reunindo todas suas forças para mover os músculos de seu rosto, rezando que seus olhos verdes iluminados de amor não a traíssem. Suas pernas tremeram simplesmente por que ele estava sorrindo para ela, seu coração estava acelerado, e em seu estômago reviravam as borboletas que com suas asas lhe faziam cócegas...

E logo veio.

Segundos depois ele chegou.

Essa sensação tão conhecida.

Essa sensação tão familiar.

Essa sensação que só ele despertava nela, e que nenhum outro homem jamais tinha conseguido provocar.

A tontura.









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