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quinta-feira, 5 de julho de 2012

[Stanathan fic] Human

Título: Human
Autora: Amanda Macuglia
Categoria: Human - Jon McLaughlin, AU, SongFic,
Classificação: PG e NC-17
Advertências: Sex. Sex. Sex e….. 
Completa: Yes
Capítulos: One-Shot
Resumo: Estava tão difícil segurar o que sentiam, que simplesmente deixaram-se levar. Afinal, são ambos... humanos.
Songfic: Jon McLaughlin - Human

Ela se aproximou perigosamente dele, podendo sentir sua respiração quente colidir contra as feições de seu rosto. Nada ao redor era ouvido. Havia apenas aqueles olhos, que a fitavam com uma intensidade quase absurda. Ele deu um passo à frente, e ergueu a mão em direção ao seu rosto. Ela entreabriu os lábios, esperando ansiosa pelo que viria, mas o homem limitou-se apenas em limpar um cantinho de sua boca, suja pelo chocolate que comia anteriormente.

- Se eu te beijar agora, você vai me denunciar por abuso sexual? – Stana sentiu todo o clima perfeito que haviam conseguido criar para a cena ir por água baixo, e deu um leve soco no ombro de Nathan. – Au...- Ele reclamou, massageando o braço. – Acho que isso é um não. – Fez biquinho, e depois jogou-se no sofá do camarim da parceira, rindo abertamente.
- Nathan! – Ela bradou emburrada. – Finalmente eu consigo decorar a fala, e você ferra com o final da cena? – A atriz fuzilava o amigo, enquanto cruzava os braços, irritada com o mesmo.
- Eu te fiz um favor. – Ela ergueu uma sobrancelha confusa, e o ator continuou, sorrindo maliciosamente. – Se eu não tivesse parado ali, você me agarraria a qualquer momento. – Logo terminou de falar, foi atingido por uma almofada. – Ai, como você está violenta mulher. – Reclamou ele, mas sem tirar o sorriso do rosto.
- Só que me faltava, agarrar você! – A atriz se levantou e andou até o espelho, ajeitando os cabelos.
- Stana, você estava me comendo com os olhos. – Ela fuzilou o amigo novamente, mas através do espelho.
- Não, Nathan, Beckett estava comendo Castle com os olhos! – Afirmou, irritada. – Ela esperava que ele a beijasse. Você queria que eu te olhasse como? – Virou para encará-lo melhor, cruzando os braços na altura dos seios. Ele se levantou do sofá e se aproximou da parceira, apoiando uma mão de cada lado de seu corpo. Stana sentiu um tremor passar pelo seu corpo, e sua respiração ficar pesada.
- Do mesmo jeito que está me olhando agora. – Um sorriso travesso permanecia singelo no rosto do ator, enquanto ele ficava à centímetros de distância dos lábios dela.

Stana sabia que se recuasse agora, estaria entregando o jogo a ele. Céus, odiava Nathan por isso! Odiava esse gosto que ele tinha por desafiá-la. Odiava ver como ele se divertia em deixá-la desconcertada, e vermelha. Odiava essa vontade louca que sentia de agarrá-lo ali mesmo. Mas por odiar tanto essas coisas, a atriz recobrou o último fio de controle que lhe restava e se inclinou para frente, quase beijando-o.
Nathan sentiu borboletas em seu estômago. O que ela estava fazendo? Era para ela recuar envergonhada, como sempre fazia. Então ela o jogaria uma almofada novamente, ou se contentaria em ficar emburrada o resto da gravação. Ele simplesmente amava vê-la irritada. Stana nunca conseguira ficar tão incrivelmente atraente, quanto quando o olhava daquela forma assassina. Ele quase sorriu ao lembrar da imagem, mas os lábios da atriz tocando de leve o lóbulo de sua orelha o trouxeram para realidade.

- Você vive dizendo que eu me sinto atraída por você. – Ela começou, usando o tom mais sensual que conseguira. – Mas eu acho, que quem está atraído por mim... – Ela voltou seu rosto para frente do dele, sentindo a tensão que o mesmo emanava, e terminou sussurrando contra seus lábios carnudos e avermelhados. - É você!

A atriz sorriu triunfante, ao perceber o efeito que havia causado no colega, e se afastou, com a intenção de sair. Ela sabia que no começo a tensão entre eles seria inevitável, mas logo se dissiparia, como sempre acontecia. Porém, parecia que ambos estavam enganados àquela noite. Não deu dois segundos que Stana havia andado até a porta, Nathan a puxou pela mão com tamanha força, que fez com que a atriz quase se desequilibrasse. E antes que pudesse contestar, os lábios dele já haviam pressionado os seus com desejo e brutalidade. Os braços fortes moldavam sua cintura, e a língua atrevida invadia sua boca, explorando cada centímetro que pudesse encontrar.
Ela não se afastou. Entrelaçou o pescoço do homem que mexia com sua cabeça todos os dias, e o beijou com a mesma intensidade que ele a beijava. As bocas se moldavam, as línguas duelavam, e logo as mãos começaram a passear por seus corpos, querendo conhecer cada espaço pelo qual já haviam sonhado estar.
Stana retirou o vestido que usava, e puxou Nathan para o sofá, já livrando-se de sua camisa. Tudo acontecia sem nunca desgrudar um dos lábios do outro. Logo ambos estavam nus, e as mãos exploravam-se fortemente, fazendo com que houvessem marcar ali mais tarde.
O ator deixou os lábios da parceira e começou a beijar seu pescoço, sem nenhum pingo de delicadeza. O desejo que vazava por todos os seus poros era mais forte. Moldou, então, o seio esquerdo da mulher, fazendo-a contrair um gemido. Sua mão desceu atrevida para o meio das pernas da colega, e começou uma dança agitada e sensual com o clitóris da mesma. Logo, gemidos roucos puderam ser ouvidos. E aquilo só serviu para enlouquecê-lo ainda mais.
Afastou sua mão do ponto de prazer dela e a substituiu por sua língua. Habilidosa, a mesma logo fez com que a atriz derramasse a primeira quantidade de líquido da noite, deixando seu gosto espalhado pela boca dele. Sem mais aguentar, ela o puxou para cima e entrelaçou a cintura dele com suas pernas.

- Eu quero você... agora. - Obedecendo-a, ele a penetrou de uma só vez, arrancando um longo e prazeroso suspiro da colega de estúdio. Começaram juntos uma dança ritmada, onde os quadris batiam-se um contra o outro, e palavras desconexas passavam raspando por sua garganta. A respiração permanecia ofegante, o coração acelerado, e o suor pingava por seus corpos, enquanto os movimentos ficavam cada vez mais rápidos e fortes.
- Está perto. - Ele falou, mordendo o lábio com força. Instintivamente, ela apertou mais suas pernas em volta da cintura dele e mordeu seu pescoço. E então um grito abafado pela almofada surgiu no ar, e ambos atingiram o orgasmo juntos.

Seus corpos permaneceram imóveis por um tempo. As respirações se acalmando, os corações voltando ao normal. E junto com ele, sua racionalidade também. Nathan sentia brotar um sentimento novo dentro de seu peito. Algo que talvez já existisse ali, mas que só agora, ele podia perceber. Deitou seu corpo ao lado do dela, que permanecia de costas para ele. Com os dedos, ele gentilmente acariciou os cabelos castanhos, esperando que ela virasse para ele com aqueles olhos verdes pelos quais ele estava... apaixonado. Sorriu com a palavra. Céus, ele estava apaixonado pro sua melhor amiga! Mas ao invés disso, a atriz se levantou, começando a se vestir rapidamente.
Em sua mente, aquilo não podia ter acontecido. Nathan era seu melhor amigo, seu companheiro, e ambos haviam jogado tudo aquilo fora por uma noite de sexo. Droga. Droga. Droga, Katic!

- O que houve? - Ela o ouviu perguntar preocupado. Ela quase riu em pura ironia. Mas as lágrimas que começavam a escorrer por sua face a impediram de tal ato. Sem responder, a atriz pôs a mão na maçaneta , e novamente ele a impediu, pondo a pesada mão sobre a porta. - O que você está fazendo? Fugindo? - Stana se virou para ele com lágrimas nos olhos.
- Eu estou! Isso que fizemos, jamais poderia ter acontecido Nathan! - Ela berrou para ele, em um misto de raiva e dor. Por que diabos se sentia daquela maneira?
- Isso que fizemos Katic... - Ela fechou os olhos ao ouvi-lo lhe chamar pelo sobrenome. Ele só a chamava assim quando estava muito irritado, ou quando queria provocá-la. E ela sabia, pelo seu tom de voz, que era a primeira opção. - Se chama amor. - Nathan suavizou o tom de voz, fechando os olhos também. Um silêncio surgiu, sem que ambos ao menos se movessem. Pareciam estar colocando os pensamentos em ordem. Tentando entender o que havia acontecido ali, e o que aconteceria pela frente. Sentindo-se mais calma, Stana envolveu-o com os braços, em um firme abraço que logo fora correspondido por ele. Sua cabeça se apoiou no peito ainda nu, e um suspiro pode ser ouvido. - Isso são só os hormônios falando, ou você está com medo? - Ele perguntou suavemente, contra os cabelos dela. Uma mão subiu para acariciá-los, enquanto a outra segurava sua cintura. Ela abriu os lábios, mas as palavras não saíram. Então apenas apertou o abraço, respondendo a sua pergunta. - É, eu imaginei. - Ele afastou o rosto dela, encaixando-o em suas mãos. Os olhos verdes levantaram-se para fitá-lo, ainda molhados. - Se você não queria isso, não deveria ter me provocado. Eu sou humano, droga! - Ele esbranjou, ainda que com o tom calmo.
- Eu queria isso! - Ela confessou, encostando as costas na porta, e cobrindo o rosto com as mãos. Um sorriso não pode deixar de habitar o rosto dele.
- Então eu estava certo? - Stana abaixou as mãos, obersando-o confusa. - Você estava mesmo querendo me comer com os olhos? - Os dois riram juntos, e ele a puxou novamente para seus braços.
- O que nós vamos fazer agora, Nathan?
- Eu iria propor uma nova rodada de sexo, mas acho que você não vai querer. - Ela o fuzilou com os olhos, e depois sorriu. - Eu acho... - Ele sentiu seu rosto corar, e se odiou por isso. - Que estou apaixonado por você. - O brilho antes de lágrimas fora ocupado por um que o ator não soube explicar, e um enorme sorriso pousou sobre os lábios dela.
- Eu também sou apaixonada por você, Nathan. - Ela admitiu, recebendo outro sorriso como resposta.
- Então podemos ter uma nova rodada de sexo? - Stana gargalhou, abraçando-o pelo pescoço.
- Hum.. acho que podemos. - Ela mexeu a sobrancelha sedutora, e o beijou, apaixonadamente. Nathan logo cobriu seu seio esquerdo com a mão, e suspirou sobre os lábios dela.
- Droga, porque você teve que se vestir de novo? - Ela riu novamente, antes de se livrar de seu vestido, e ambos começarem a se amar de novo, agora certo de seus sentimentos.



Fim

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