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terça-feira, 7 de agosto de 2012

[Bones fic] Pura Luxúria


Título:Pura luxúria 
Autor: Fernanda
Categoria: B&B, missing scene epi 5x16, smut.
Advertências: Sexo 
Classificação: MA, NC-17
Capítulos: 1 (one shot)
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: Depois da briga e do tapa, ela não esperava que ele a procurasse, muito menos que as coisas ficassem tão quentes...


***

Flash back on

“Você está saindo com alguém?”

“Direto ao ponto, Bones? – ele riu - Casualmente, mas ela não gosta dos meus horários. E você?"

“Bem, um físico vem me convidando para sair. Estava pensando em aceitar."

“Eu a convidaria para sair se pudesse.”

“Por que não pode?”

“Bem, regras do FBI de novo. Sem fraternização com outros agentes ou consultores."

“Que pena.”

“Ainda bem que pensa assim.”

Flash back off

Temperance soltou um suspiro cansado. Ficar relembrando os diálogos não ia consertar o que aconteceu depois. Não fora nada agradável brigar com ele, mas não tinha volta. Eles definitivamente não poderiam se envolver.

Flash back on

“Por que estou demitida?”

“Está demitida porque agrediu um juiz federal."

“Não ! Você achou que aquilo foi sexy !”

“Achei mesmo. Foi muito sexy ! Ok? Saúde."

“Hei.”

“Sim.”

“Se não trabalhamos mais juntos, então...podemos fazer sexo !”

“Vou chamar um táxi.”

Flash back off

Ela sorriu ao se lembrar de sua ousadia. Só podia estar bêbada mesmo. Jamais tinha sido tão ousada antes, mas Booth não pareceu se importar, aliás ficou bem animado, ela se lembrava.

Flash back on

“Oh, espera, espera. Espera, ouça. Segure esse táxi ! – ele gritou para o motorista. - Ouça, tenho uma coisa pra confessar.”

“Bem, é sobre o fato de você ser descendente do John Wilkes Booth? Eu já sei disso."

“Espere, espere um segundo. Como sabe disso?”

“Por sua estrutura óssea.”

“Mantenha isso para si, ok, por enquanto, certo?”

“Ok.”

“O que eu queria confessar é que... Sabe, eu tenho um problema com jogo, mas estou lidando com isso.”

“Por que sentiu que tinha que me contar?”

“Não sei. Só sinto que, hum, isso, nós, está indo a algum lugar.”

“Por que sente que está indo a algum lugar?”

“Eu só... sinto que vou te beijar.”

Flash back off

Temperance sentiu um arrepio ao se lembrar do beijo. Um beijo quente, desinibido, erótico. Booth podia aparentar monotonia por causa das roupas do FBI, mas beijava de modo selvagem, pelo menos depois de muita tequila. Como ela gostaria de tê-lo conhecido em outras circunstâncias...e provado mais do vulcão escondido sob a superfície.

Mas ela havia recuado pouco depois. Nunca tinha ido para cama com um homem bêbada daquela maneira, por isso achou melhor recuar. Queria estar sóbria quando fizesse sexo com ele. Mas o destino tinha lhe pregado uma peça e, no dia seguinte, uma briga feia interrompeu seus planos.

Flash back on

“Bem, eu estou preocupada, acho que ainda não temos provas suficientes para uma condenação, Booth !”

“Esse não é, definitivamente, o lugar ideal para falar sobre isso, Bones !”

Booth a agarrou pelo cotovelo e a retirou da sala.

“Me larga!”

“Eu vou, se você apenas...”

Temperance se desvencilhou dele, lhe dando um forte e sonoro tapa na cara.

“Mas que diabos?”- ele colocou a mão no rosto, que imediatamente adquiriu uma coloração avermelhada.

“Você é um bruto ! Você segurou meu braço da mesma forma que o juiz fez. Você usa o seu distintivo e sua arma para intimidar as pessoas.”

“Sério? E o modo como você usa seu cérebro para fazer as pessoas ao redor se sentirem estúpidas?”

“Bem, você é um homem estúpido. Eu odeio você.”

“Oh, você me odeia. Você tem o que, dez anos? Eu não sou seu pai !”

“Eu nunca vou trabalhar com você de novo !”

“Quem te pediu isso?”

Flash back off

Temperance enxugou uma lágrima que escorreu por seu rosto. Estava se sentindo deprimida por tudo o que acontecera. Nunca havia batido em ninguém antes, e estava surpresa por ele não ter revidado. Com certeza uma educação rígida e o estereotipo de “macho alfa” o impediram de revidar. Ele era, antes de tudo, um cavalheiro, Temperance concluiu. 

Ela se levantou e seguiu para o banheiro. Quem sabe um banho esfriasse sua cabeça e aliviasse a dor em sua consciência. Há dias ela não conseguia dormir direito, desde que tudo acontecera.

******************************

Depois do banho ela se sentia mais calma, mas ainda deprimida e sem apetite. O som da campainha a pegou de surpresa. Não esperava ninguém, e era tarde para uma visita social. Ao abrir a porta, soltou um murmúrio de surpresa. Booth estava em pé diante dela, aparentemente cansado. 

_ Nós precisamos conversar. – ele disse.

Ela se afastou para que ele entrasse. Depois foi até a cozinha, ele a seguiu. 

_ Eu ia jantar, aceita me acompanhar ? – ela ofereceu.

_ Não. Eu já comi, obrigado.

Temperance começou a preparar um sanduíche e esperou que ele começasse a falar. Booth mantinha as mãos nos bolsos da jaqueta e parecia extremamente desconfortável.

_ Não vai me dizer do que se trata essa visita inesperada ? – ela disse, impaciente.

Ele respirou fundo e a encarou sério.

_ O Promotor exigiu o seu testemunho para a condenação do Juiz. – ele disse.

Temperance o encarou, atônita. Ela abriu a geladeira e pegou um suco. Booth aguardava uma resposta. Ela tomou um gole e o encarou.

_ Eu não vou testemunhar. – ela finalmente disse.

_ O que ?! Por que ? – ele perguntou, chocado.

_ Eu avisei que as evidências eram poucas, mas mesmo assim o FBI não deixou que os “squints” se envolvessem mais ! – ela frisou a palavra com ironia, para provocá-lo.

_ Bones, seja razoável ! Você precisa testemunhar ! Sua credibilidade ajudará a colocar um assassino na prisão !

_ Eu não vou testemunhar ! E não me chame de Bones ! – ela retrucou já alterada. – Devia ter pensado melhor antes de me afastar do caso, agente Booth. Agora eu já estou envolvida em outros projetos, que tomam meu tempo de maneira mais proveitosa.

_ Você tem que testemunhar ! Ou ele sairá impune ! – ele quase implorava.

_ Eu não vou testemunhar ! Não jogue a culpa pra cima de mim ! Eu quis ajudar, e você me arrastou para fora da sala como se eu fosse totalmente dispensável, então agora, dane-se você ! – ela nem acreditava que estava falando daquela maneira com alguém, muito menos com um agente federal.

_ Eu devia imaginar que você não passava de uma excêntrica egoísta ! – Booth falou, exaltado.

_ Não se atreva a falar comigo dessa maneira !

_ O que vai fazer ? Me bater de novo ? – ele provocou. – Quer saber ? Acho que você está agindo assim porque se arrependeu de não ter ido pra cama comigo !

Temperance o encarou, furiosa e indignada.

_ Ora, quanta pretensão ! Você deve se achar um amante maravilhoso ! Fique sabendo que eu tenho coisas muito melhores com que preencher o meu tempo !

Suas palavras foram um golpe certeiro no ego de Booth, que já não agüentava mais a tensão sexual entre eles. Já quase fora de si, agarrou-a pelo braço e puxou-a com força, fazendo com que ela se chocasse contra seu peito.

Temperance, pega de surpresa por aquele gesto tão repentino, não teve chance sequer de dar um passo para trás. A mão de Booth em seu braço parecia uma garra de aço e a força com que a apertava de encontro ao peito lhe roubava o fôlego. E com a mesma rapidez, ele a beijou, de modo rude e agressivo, como um castigo. Tomado de desejo, Booth mordiscou-lhe o lábio inferior com bastante pressão e quando ela gemeu de... prazer ? dor?, ele aproveitou para introduzir a língua em sua boca.

Booth a abraçava pela cintura e a ergueu do chão, colocando-a sentada sobre o balcão da cozinha, para poder beijá-la melhor. Temperance enlaçou-o pelo pescoço e retribuiu o beijo com abandono. Ele afastou suas pernas, colocando-se entre elas, fazendo-a sentir sua ereção aprisionada pelo jeans. 

Temperance suspirou de prazer quando ele abandonou seus lábios, deslizando-os por seu pescoço, lambendo e mordiscando a pele sensível. Depois seguiu em direção aos seios e ergueu sua camiseta, acariciando-os com os dedos, antes de tomar um mamilo na boca.

Ela empurrou a jaqueta pelos ombros dele, jogando-a no chão. Depois enfiou as mãos por dentro da camiseta, acariciando o peito largo com as unhas. Booth estremeceu e aprofundou ainda mais as carícias. 

Ele sugava os mamilos alternadamente enquanto retirava a camiseta dela e erguia sua saia até a cintura, para poder enroscar um dedo no elástico da calcinha e puxá-la. Temperance ergueu os quadris para facilitar a tarefa, mas ao ouvir o ruído da lingerie se rasgando, percebeu que Booth não precisava mais de ajuda.

Booth a beijou na boca novamente, as línguas duelando devagar enquanto ela lutava contra o zíper da calça dele. Quando conseguir abri-la, ela a baixou junto com a cueca. Ele interrompeu o beijo e começou a procurar algo nos bolsos. Ela sorriu, abriu uma das gavetas do armário e estendeu um preservativo a ele. 

Booth a beijou na orelha, mordiscou o lóbulo e pediu em seu ouvido que colocasse o preservativo nele. Ela obedeceu e, assim que terminou, ele segurou seu rosto entre as mãos, beijando-a loucamente enquanto a penetrava de uma só vez, provocando-lhe um arrepio que lhe estremeceu o corpo todo. 

Ao sentir o calor dela envolvendo-o, Booth gemeu contra sua boca e começou a se mover depressa. Ela cravou as unhas em suas costas e empurrou os quadris para frente, acompanhando os movimentos dele. Booth pensou: como resistir àquelas pernas maravilhosas que agora o enlaçavam, apertando-o com mais e mais força à medida que o êxtase se aproximava ? Ela era tão sexy que o deixava sem fôlego. Era pura luxúria. 

Em poucos segundos Booth a viu atingir o êxtase, ofegante, contorcendo-se de prazer, mas ele continuou movendo os quadris contra ela, com força. Instantes depois, ela gritou e o puxou para si, mordendo-lhe os lábios, absolutamente alucinada. Booth ficou ainda mais excitado. Logo em seguida foi sua vez. Ele acelerou ainda mais os movimentos e se entregou ao mais intenso orgasmo de que se lembrava. 

*****************************

Ele a abraçou com força, e ela repousou a cabeça em seu ombro. Booth sentia as batidas alucinadas de seu coração. Ele permanecia unido a ela, sentindo o perfume dos cabelos castanhos. A posição incômoda em que se encontrava, em pé, junto ao balcão da cozinha, não ajudava a parar a tremedeira em suas pernas. Depois que seus corpos se acalmaram um pouco, ela o encarou com um sorriso lânguido. Booth afastou uma mexa de cabelo dela que cobria seu rosto.

_ O que aconteceu ? – ela perguntou baixinho.

_ Não sei, acho que um furacão, talvez... – ele disse beijando-a de leve na boca.

Ela riu.

_ Da próxima vez, vamos para o abrigo anti-bombas antes, ok ? – ela brincou.

Ele riu com ela. Mais tarde, nenhum dos dois saberia dizer como chegaram à cama.


FIM

:porn2:

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

[Bones fic] The Story

Títuto: The Story
Autor: Amanda_lukaCategoria: Bones, B&B, Multitemporadas, Romance, Song Fic.Advertências: Cenas de Sexo Classificação: NC-17Capítulos: One-Shot Completa:[X] Yes [] NoResumo: Todas as linhas que contornam o meu rosto Contam a história de quem eu sou... Tantas histórias sobre onde eu estive E como eu cheguei onde estou, mas essas histórias não significam nada quando você não tem ninguém com quem partilha-las... É verdade... Eu fui feita para você
Música: http://www.youtube.com/watch?v=riPlwqw9SmM >> Assistam :ddd: The Story - Brandi Carlile
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All of these lines across my faceTodas as linhas que contornam o meu rostoTell you the story of who I amContam a história de quem eu souSo many stories of where I've beenTantas histórias sobre onde eu estiveAnd how I got to where I amE como eu cheguei onde estouBut these stories don't mean anythingMas essas histórias não significam nadaWhen you've got no one to tell them toQuando você não tem ninguém com quem partilha-lasIt's true...I was made for youÉ verdade... Eu fui feita para você

Oh sim, ele a conhecia como ninguém. Enquanto tomava a mão dela na sua e a guiava para a cama, ele via nos olhos dela toda a verdade, todo amor.
Seu rosto contava uma verdade que só ele conhecia. Todos os lugares em que ela já esteve para estar aqui. Tudo que ela já sofreu para chegar aonde chegou. Ele sabia de tudo. 
Ele a deitou lentamente na cama quando a viu calma o suficiente, suas mãos passavam por seu corpo, ele encontrou o zíper do vestido em suas costas e o puxou, seu dedo encostando levemente pela pele delicada das costas, sentindo-a arrepiar-se. 
Ela estava quebrando todas as regras com ele. Brennan sabia que era ele e mais ninguém, seu coração pertencia a apenas aquele homem que a beijava o corpo todo.
- Não me torture, por favor. 
- Sinto muito. 
Ele não queria barreiras, tirou a roupa de ambos antes que super aquecessem. Talvez fosse bem provável que isso acontecesse, Brennan passava as mãos em suas costas e ele estava quase surtando com esse toque. 
E sim, talvez ele estivesse se perdendo, surtando... Deus, ele a queria demais, e só o fato de estar acontecendo, ele simplesmente pirou. Isso não podia ser um sonho.
Beijos. Caricias, e tudo o que há de bom. Esses foram os ingredientes que levaram Brennan a loucura. Seu corpo ardia nas mãos dele. Sentia os lábios descerem pelo seu pescoço, colo e se perderem nos seus seios, se houvesse alguma coisa melhor do que aquilo, ela diria que é mentira. 
I climbed across the mountain topsEu escalei os topos das montanhasSwam all across the ocean blueNadei através de todo o oceano azulI crossed all the lines and I broke all the rulesAtravessei todas as linhas e quebrei todas as regrasBut baby I broke them all for youMas querido, eu quebrei todas por vocêBecause even when I was flat brokePorque mesmo quando eu estava destroçadaYou made me feel like a million bucksVocê me faz sentir como tivesse acabado de ganhar o euro milhõesYeah you do and I was made for yousim, você faz! Eu fui feita para você

Os lábios dele conseguiam levá-la a loucura agora que estava em contato com seu sexo. Ele era um amante exemplar e sabia exatamente como agir, sem ela ao menos dar sinais do que queria. E o que ela queria era ser levada à loucura. 
- Booth... Oh! – Ela gritou e se agarrou no lençol quando ele sugou o seu clitóris. 
- Diga Brennan, diga... 
- Eu te quero, Booth. 
Logo ele botou a proteção e se posicionou em sua entrada, ele queria ter a visão dela nesse momento de união de dois corpos movidos pela paixão de desejo. Logo que ele se enterrou completamente nela, ambos gemeram alto, Brennan arranhando as costas de Booth. Booth mordendo o pescoço de Brennan. 
Em minutos estavam se movendo freneticamente. Brennan grita, e Booth logo a acompanha no orgasmo delirante. Ele vai para o lado e a puxa para si, palavras não eram necessárias agora. 
Um sorriso no seu rosto não a deixava dizer as palavras que tanto queria dizer, mas ele já sabia, ele já sabia que ela o amava. E era isso. Ela era feita para ele. 
You see the smile that's on my mouthVocê vê o sorriso que está na minha bocaIs hiding the words that don't come outEle está escondendo as palavras que teimam em não sairAnd all of my friends who think that I'm blessedE todos os meus amigos que me acham abençoadaThey don't know my head is a messEles não sabem que minha cabeça é uma confusãoNo, they don't know who I really amNão, eles não sabem quem eu sou de verdadeAnd they don't know what I've been through like you doE eles não sabem aquilo por que eu passei como você sabeAnd I was made for you...E eu fui feita para você

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[Demily fic] Refúgio

Título: Refúgio
Autor: Fernanda
Categoria: Presente Amigo Secreto Bones/Demily 2011 p/ Fran, Ships reais, Demily, Actor Fic, smut. Essa fic se passa algumas semanas antes do casamento da Emily.
Advertências: sexo
Classificação: NC-17
Capítulos: 1 – One-shot
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: David leva Emily para um refúgio, tentando convencê-la a retomar seu antigo caso de amor...


Dedicatória: Para minha amiga secreta muito especial, Fran.  Uma menina muito legal, que eu conheço, virtualmente, já há algum tempo... e adoro!  Eu sei que não devia escrever uma NC pra você... mas como eu sei que você adora, não pude resistir.
Espero que você, e todos os fãs de Bones, gostem. 

   


Lá fora, a escuridão só era cortada pelas luzes dos carros na estrada pouco movimentada. Já não se avistava nenhuma casa por onde trafegavam.

— Por que escolheu um lugar tão longe da cidade para morar? – Emily perguntou.

— Depois daquelas notícias nos jornais e revistas, sobre a minha traição, eu queria paz, Emily. As brigas com a Jaime não ajudavam em nada, eu precisava de um tempo sozinho. Comprei essa casa para fugir da imprensa. Na verdade, só venho aqui às vezes. Mas não se preocupe, já estamos quase chegando.

Logo adiante, David deixou a rodovia principal e seguiu por uma pequena estrada de terra. Ali, o escuro era total, o que tornava o farol do carro ainda mais forte. O caminho, cheio de curvas e buracos, tinha de ambos os lados uma densa vegetação. Emily sabia que as árvores ostentavam a beleza das cores do outono, e contemplá-las durante o dia seria um lindo espetáculo.

Só agora compreendia por que David trocara de roupa antes de deixar os sets de filmagem: seria ridículo vir vestido como terno de Booth a uma região como esta. E, pensando melhor, concluiu que ele planejara tudo de antemão.

— Não acha que foi muita presunção de sua parte ter me trazido até aqui sem me consultar? Eu lhe avisei que tinha um compromisso para o jantar, David.

Apesar do tom irritado, a pergunta não o perturbou.

— Se tivesse me perguntado, eu teria respondido. Quando vi que não reclamou depois de meia hora de viagem, presumi que o compromisso não fosse assim tão importante. Você poderia ter me pedido para parar.

Emily tentou disfarçar a irritação que sentia: David tinha toda razão.

— Ainda falta muito para chegarmos? – ela perguntou.

— Apenas alguns quilômetros, mas é a parte mais lenta da viagem, leva uns vinte minutos de barco.

— De barco?! — Emily exclamou indignada, voltando-se para ele. — Você ficou louco? Quando planeja me levar de volta para casa?

David não respondeu, concentrando-se na manobra para estacionar o carro no pátio da pequena marina. Devia conhecer muito bem o local pois, mesmo no escuro, logo na primeira tentativa conseguiu acertar o carro na faixa. Após desligar o motor, ele se curvou e apanhou uma lanterna no porta-luva.

Como não recebesse explicação. Emily segurou-lhe o braço e insistiu:

— David, quando pretende me levar de volta para casa?

Por um longo instante, ele se limitou a olhá-la.

— Domingo à noite. — respondeu casualmente. — Mas, se insistir muito, posso levá-la amanhã.

Sem mais uma palavra, David abriu a porta e desceu, deixando-a para trás, absolutamente perplexa. Domingo! Revoltada, contornou o automóvel e foi atrás dele, pronta para dizer-lhe meia dúzia de verdades que trazia atravessada na garganta.

— Ora, seu arrogante! — gritou. — O que está planejando com isso? Como ousa afirmar que me levará para casa amanhã? Exijo que me leve já! Não quero problemas com a Jaime.

David retirou do porta-malas uma caixa de mantimentos, uma maleta e em seguida fechou o capô.

— Não, não vou levá-la. — disse com firmeza, mas de maneira tranqüila. — O hambúrguer e o café refizeram minhas energias e não a levarei de volta enquanto não seduzi-la.

— Você é mesmo louco! — Emily apoiou-se contra o cano. – Você é casado e eu estou noiva. Não vou pular na sua cama novamente, David. Já sofri demais por causa disso.

Observando-a, David apanhou a maleta e estendeu-lhe, pedindo-lhe que a carregasse. Com a caixa de mantimentos sob um braço, apanhou a lanterna, fechou o carro e começou a caminhar pela pequena trilha de pedras.

—- Hei! Mais devagar! — ela pediu, firmando-se no braço dele. — Não posso correr com este salto.

Pacientemente, ele atendeu ao pedido.

Não havia como negar a esperteza dele ao planejar a viagem. David a conhecia o suficiente para saber que, àquela altura, a exaustão acabaria vencendo a sua teimosia e ela só encontraria uma única solução para o que estava acontecendo: aceitar o plano.

Os sapatos de David fizeram a madeira do atracadouro estalar. Ele parou, entregando a lanterna a Emily e, então, abaixando-se, pulou para dentro de um pequeno barco a motor,

— Pule! — disse ele, segurando-a pelo braço.

Logo depois já se afastavam do cais em direção à margem oposta do lago.

— Não tem jeito de chegar à sua casa por terra? – Emily perguntou curiosa.
Emily começava a gostar do passeio. Afinal, não planejara nada melhor para o fim de semana, pois seu noivo estava viajando a trabalho. Contudo, não entregaria os pontos.

— Ela fica numa pequena ilha no lago principal. – David explicou.

— Deve ser lindo. Quantas casas são no total?

— Só a minha, comprei a ilhota só para mim. – David respondeu.

— Que maravilha! É aqui que você passa os fins de semana no verão? – Emily perguntou.

— Não. Ninguém sabe desse lugar. Nem mesmo a Jaime.

— Não se sente muito solitário aqui, David?

— Após uma semana inteira no burburinho da cidade, gosto desta quietude ...

David interrompeu o comentário e concentrou-se na complicada manobra para entrar num canal bem estreito, todo sinalizado por bóias coloridas. Passado o trecho mais difícil, ele lhe mostrou sob o foco da lanterna a localização da ilha no mapa.

— Daqui a dez minutos estaremos lá. — acrescentou, ao ultrapassarem uma bóia de sinalização que fazia bater um sininho quando as águas se moviam.

Ao atingirem o lago principal, as águas agitadas chacoalhavam o barco.

— O vento está forte hoje. — ele comentou.

— Isto é sinal de chuva? – Emily perguntou preocupada.

— Não necessariamente. É comum uma ventania aqui.

Minutos depois, o barco ganhou velocidade outra vez, e Emily entreviu uma construção logo à frente.

— Aquela é a sua casa?

— Sim. — respondeu ele, já desligando o motor ao atracar. — Acha que pode saltar e amarrar a corda na pilastra?

Emily tirou os sapatos, levantou-se e, quando o barco encostou, saltou. O vento soprava-lhe os cabelos em todas as direções e insistia em levantar-lhe a saia de pregas.

— Não consigo encontrar a pilastra! - disse, perdida na escuridão.

Confusa, segurava a corda numa mão e, com a outra, ora tentava afastar o cabelo dos olhos, ora puxava a saia.

David, de pé no barco, ria muito.

— Não solte a corda que eu já vou aí ajudá-la. – ele gritou para ela.

E, num movimento rápido, pulou para fora do barco e tomou-lhe a corda das mãos. Com o outro braço, puxou-a pela cintura e a trouxe para junto de si.

— Você tem as pernas mais sexy de toda Los Angeles. Acho super-erótico ver uma saia sendo levantada pelo vento. Especialmente quando a mulher está usando ligas em lugar de meia-calça.

Emily desvencilhou-se do abraço, trêmula com a voz suave de David. Porém, ele a agarrou com facilidade mais uma vez. Em suas costas, sentia os músculos rijos do braço dele segurando as amarras.

— Devo beijá-la para mostrar-lhe que também me deseja? - David perguntou no ouvido dela.

Naquele instante, uma forte rajada de vento atingiu-os, levantando a saia de Emily até a cintura. David aproveitou a ocasião e segurou-lhe uma das coxas com a mão quente e máscula.

Imobilizada pelo frio e pela emoção, Emily não conteve um gemido involuntário ao senti-lo acariciar-lhe a pele, na parte exposta entre o final da meia e o elástico da calcinha. Para manter o equilíbrio, se viu forçada a permanecer com as pernas afastadas, o que facilitava os movimentos de David.
Ele a puxou de novo contra si, deixando evidente o quanto a desejava. A simples visão que tivera há pouco ao observá-la com a ajuda da luz da lanterna, de pé contra o vento, já o excitara.

As ondas insistiam em arrastar o barco, obrigando-o a segurar a corda com força, num ritmo ondulante muito provocante. David agora aproveitava essa ajuda da natureza e tocava o corpo de Emily num ponto bastante sensível, abandonando-se ao ritmo sugerido pelas ondas.
Imediatamente, deslizou os dedos por baixo do elástico da calcinha e começou a massagear-lhe o sexo úmido e macio. Emily gemeu baixinho. Tudo acontecia rápido demais sem dar-lhe chance de resistir ou pensar.

— Quero beijá-la, sentir estes lábios doces. Quero prová-la inteirinha...

Ela percebeu que não resistiria por muito mais tempo àquela situação, pois já sentia o sangue correndo mais intensamente pelas veias. Decidido, David a beijou apaixonadamente. Sentindo as pernas fraquejarem mais ainda, ela se apoiou contra aquele peito forte, abandonando-se ao sabor do momento. David apertava-a contra si, deixando evidente o quanto a desejava, satisfeito com as reações que provocava nela. Num gesto involuntário, Emily entreabriu os lábios convidativos. Sem perda de tempo, ele explorou-lhe a boca com a língua quente, fazendo-a gemer de prazer.

— Quero fazer amor com você, Emily... — David sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dela.

Cada palavra murmurada por ele provocava um tremor involuntário em Emily. Era impossível resistir àquele homem. Sua voz trazia-lhe à mente lembranças maravilhosas, excitando-a ainda mais.

O vento uivava entre as árvores, despenteando-lhes os cabelos e agitando as águas do lago.

Emily apoiou-se em David que agora a enlouquecia de prazer com carícias provocantes. Atordoada, jogou a cabeça para trás, deliciando-se com o vento frio em seu rosto. Jamais experimentara tanto prazer nos braços de outro homem.

David a fitava com desejo, sem deixar de acariciá-la e, ao senti-la pressionar os quadris contra os seus, afagou-lhe o sexo com mais intimidade.

— Um ano perdido. — David disse-lhe com a voz rouca de paixão. — Deite-se. Há muito tempo que espero por este momento e não vou perdê-lo por nada...

A magia do cenário era agora complementada pela lua que surgia dentre as árvores. O vento soprava cada vez mais forte.

— Eu disse para você se deitar, Emily...

Ao comando da voz rouca, ela estremeceu. David amarrou o barco à pilastra e voltou para junto dela.

— David, não... — ela protestou com voz fraca.

Emily precisava de tempo para pensar, queria compreender o que acontecia. Mas o desejo que sentia e impediu de tentar.

Em meio à escuridão, sentiu as mãos dele novamente apertarem-lhe a cintura e em seguida a saia escorregando até o chão. Um tanto amedrontada, deu um passo para trás, mas a fúria do vento estava agora na força com que ele a segurava.

— Emily, por favor, deite-se...

O vento gelado tocava-lhe as pernas e os quadris e o luar fazia suas meias cintilarem no escuro. Impaciente com sua indecisão, David ajoelhou-se à frente dela.

Emily via o luar produzir reflexos azulados nos cabelos escuros, mas a visão excitante foi logo apagada pelo súbito calor da boca de David em seu sexo. Apoiou-se nele para não cair, enterrando os dedos entre as ondas sedosas de seus cabelos.

— Oh, David... David!

Mas a única resposta aos seus protestos foi uma carícia enlouquecedora na parte interna das coxas. O prazer torturante a impedia de ver, ouvir ou falar. Sentir era o mais importante. Uma deliciosa sensação percorreu-lhe o corpo, fazendo-a fraquejar.

Ele a tomou nos braços e deitou-a com impaciência sobre o ancoradouro. Pousando-lhe as mãos nos quadris, tirou-lhe a calcinha e as meias, despindo-a da cintura para baixo.

Com insistência, a boca de David explorava-lhe com maior liberdade as partes mais íntimas. Alucinada, Emily gemia, se contorcendo de prazer.

A madeira do cais rangia com a violência das águas. As árvores balançavam ao vento, produzindo um ruído doce como um murmúrio. A natureza era a única a testemunhar aqueles momentos.

Durante todos os meses em que estiveram separados, disfarçando a forte atração que sentiam enquanto trabalhavam juntos, David não se esquecera de nenhum detalhe daquele corpo escultural que clamava pelo seu e quando Emily puxou-lhe os cabelos, ele não interrompeu as carícias.
Agora, a boca quente e úmida tornava-se mais exigente, numa intimidade audaciosa.

— David!

Numa seqüência de espasmos, Emily gemia. Quando o último tremor do orgasmo sacudiu-a, ele levantou o rosto e fitou-a.

— Eu não consigo ficar longe de você... – David sussurrou. – Não mais.

Devagar, Emily sentou-se de frente para ele. Estendendo o braço, apanhou a saia e o resto das roupas e ficou de pé. Em silêncio, vestiu-se e arrumou os cabelos como pôde sob o olhar constante de David, que também se levantou.

Curvando-se, ele ajudou-a a calçar os sapatos e apanhou os mantimentos. Acendendo a lanterna, certificou-se de que o barco estava amarrado e disse:

— Por aqui.

Com as pernas trêmulas, ela o seguiu pelo caminho de pedras que levava à casa.

Com o gerador ligado, as luzes acenderam-se, e Emily olhou à sua volta. O chalé, embora pequeno, era extremamente aconchegante, acolhedor. Uma enorme lareira dominava uma das paredes da sala e, de frente para ela, havia um lindo sofá. No chão de tábuas largas havia um tapete de lã de carneiro que dava ao ambiente um ar ainda mais rústico. Do outro lado, a enorme janela oferecia uma visão panorâmica do lago e suas cercanias.
Sob a janela, ficava uma mesa e um computador.

— A cozinha é aqui. — disse ele.

Decorada com armários de pinho e peças de cobre, a cozinha também tinha a janela voltada para o lago.

— Puxa! A casa é linda. Não se pode chamá-la de chalé... — comentou, sentindo-se bastante à vontade.

— Obrigado. Na verdade, começou como chalé, mas com as reformas transformou-se numa casinha bem gostosa.

Emily apanhou a bolsa enquanto David continuava a desembrulhar os mantimentos. Alguns iam para o freezer, outros para o armário e ela admirou-se com a quantidade de comida estocada.

— Há muita gente morando perto da enseada. No verão, as casas de campo ficam lotadas e durante o inverno vêm os pescadores.

David foi até o fogão, preparar um café.

Em seus olhos ela notou uma expressão estranha, indecifrável, que a fez estremecer. Após saborear a bebida, achou melhor ir ao toalete recompor-se, pois não queria alimentar quaisquer outras intenções da parte dele.

— Onde fica o banheiro? – Emily perguntou.

Um pequeno corredor do lado oposto da sala conduzia aos dois dormitórios e ao banheiro.

Ao examinar-se no espelho, concluiu que afinal agira bem, sua aparência estava longe da imagem serena e impecável que cultivava. Os cabelos castanhos caíam despenteados pelos ombros; as faces estavam coradas pela excitação e os olhos adquiriram um tom mais escuro.

Enquanto se penteava, concluiu contrariada que o plano de David a punha numa situação muito delicada, que a fazia vulnerável. Que atitude deveria tomar? Sua reação às carícias dele deixou-a perplexa, pois já se julgava imune ao charme de David Boreanaz. Mas, dali em diante, sabia que não poderia mais contar com seu autocontrole e isto destruía seus planos para um fim de semana pacato e repousante.

Ajeitando a saia viu o quanto seus pensamentos estavam sendo contraditórios: a atração que sentiam um pelo outro era quase incontrolável e David nunca se contentaria com alguns beijinhos inocentes. Só de pensar no que poderia acontecer, sentiu a pulsação se acelerar e, resoluta, apagou a luz do banheiro. Intimamente tentava convencer-se de que o excesso de trabalho era o responsável por tanto descontrole.

Na sala, David aguardava com a lareira acesa e todas as luzes apagadas, com exceção de um abajur. Sobre a mesinha de centro, duas taças de vinho.

Aproximando-se, Emily sentou-se numa das poltronas e apanhou uma das taças. Ajoelhado perto da lareira, David atiçava o fogo.

— Adoro o fogo... — ele disse, levantando-se e apanhando a outra taça.

Erguendo-a num brinde, fitou-a com um riso malicioso nos lábios.

Ao sentir que enrubescera, Emily baixou os olhos, incapaz de encará-lo. As mãos tremiam e o coração batia disparado com as lembranças do ancoradouro. Quando levantou o rosto novamente, seus olhares se cruzaram. Naquele instante, Emily teve a certeza de que ainda amava David. Aquele David a sua frente, e não seu noivo, que por ironia do destino tinha o mesmo nome dele.

Após sustentar o olhar por alguns segundos, baixou o rosto. O gole do vinho aqueceu-lhe a garganta, espalhando uma certa excitação por seu corpo. Antecipando o que estava para acontecer, arrepiou-se e encostou a cabeça no espaldar da poltrona, dirigindo um olhar lânguido em direção a David. Era evidente que ele a desejava.

Ele se aproximou. A pele de David, o cabelo, as roupas cheiravam a sândalo, e a boca trazia o sabor do vinho, despertando todos os sentidos de Emily.

Ela permanecia sentada, enquanto ele, curvado à sua frente, beijava-lhe tentadoramente os lábios. Correspondendo à carícia, ela ergueu a mão e esfregou-lhe o peito sob a camisa macia. Afastando-se, ele depositou as taças sobre a mesinha. Então, estirando-se sobre o tapete, puxou-a da poltrona, deitando-a sobre si.

As chamas da lareira produziam reflexos tremulantes nos cabelos escuros e as do desejo faziam os olhos de David ainda mais brilhantes. A língua quente e macia descrevia pequenos círculos no pescoço delicado, fazendo-a se contorcer. Uma sensação deliciosa a entorpecia. David conseguia excitá-la como nenhum outro homem.

Sentindo o membro rijo contra o ventre, Emily moveu-se ligeiramente. A imagem daquele corpo nu veio-lhe, então, à mente, despertando-lhe o desejo de prová-lo mais uma vez.

Mordiscando-lhe a orelha, David ergueu-lhe a saia e afastou-lhe as pernas, tentando encontrar uma posição melhor. Agora, movendo-se com mais facilidade, pressionava o membro ereto contra ela em movimentos insinuantes. Ao ouvi-la gemer baixinho, sorriu satisfeito e, intensificando o ritmo, segurou-lhe os quadris com força.

Ardendo de desejo, Emily levantou o rosto e o encarou sorrindo. Involuntariamente começou a mover os quadris em resposta ao convite de David, cuja língua agora lhe explorava a boca.

— Oh, David... – ela sussurrou contra a boca dele.

— Vamos para a cama? — perguntou ele, guiando a mão dela para o seu sexo.

Mas Emily não queria ser interrompida naquele instante em que seu corpo clamava pelo dele com urgência.

— Eu quero você agora, David. Aqui...

O pedido surpreendeu-o pois não imaginava que Emily o desejasse a tal ponto. Então, com um único movimento, rolou-a consigo e inverteu as posições. Era ele agora que a pressionava contra o tapete macio. Com agilidade, abriu o zíper da calça e, em seguida, tirou-lhe a calcinha. Extremamente excitado, penetrou-a sem delicadeza numa urgência incontrolável.

Ao senti-lo dentro de si, Emily gemeu alto, mas, por um momento, David manteve-se imóvel, olhando-a bem dentro dos olhos, deliciando-se com a visão de tê-la tão excitada em seus braços, depois de tanto tempo. Então, devagar, recomeçou a mover-se num ritmo sempre crescente.

Amaram-se de modo quase selvagem, os corações acelerados, o ritmo de seus corpos se acelerando cada vez mais... até que o orgasmo os atingisse., quase ao mesmo tempo.

Após um sono breve, um toque suave nos cabelos a despertou. Abrindo os olhos, encontrou a sala exatamente como antes, tendo David a seu lado.

— Que loucura, não? — Emily comentou.

— Sempre foi assim com você. — respondeu ele.

Mas Emily não se recordava de outra vez como aquela, quando não tiveram tempo nem de se despir completamente. Jamais experimentara prazer tão intenso, tão primitivo.

— O que acontece conosco? — perguntou-lhe confusa

Ele se curvou sobre ela e acariciou-lhe os cabelos.

— Sei tanto quanto você. — disse, bastante sério. — Mas seja o que for, é maravilhoso. Não vamos fugir outra vez, está bem?

Emily baixou os olhos, a tristeza visível em sua expressão. David ergueu seu queixo para encará-la. Ela mordeu o lábio.

_ Emy...

_ Não podemos ficar juntos, David. Você sabe disso...

_ Eu pedi o divórcio a Jaime. – David disse de repente.

Emily arregalou os grandes olhos azuis.

_ Sério? – ela perguntou confusa.

_ Sim. Agora resta saber se você vai desistir da loucura de se casar com outro homem. – ele disse muito sério. O ciúme corroendo-o por dentro.

Emily sorriu. E acariciou o rosto dele.

_ Eu amo você. – ela disse.

David suavizou a expressão e também sorriu.

_ Devo encarar isso com um sim? Você vai desistir da loucura desse casamento?

Ao invés de responder, Emily o puxou para um beijo. Um beijo longo, quente, profundo e delicioso. Que jamais poderia ser visto como de despedida.

FIM

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 10


Capítulo 10

O alarme tocou às sete horas e Rick suavemente o desligou, ele já estava acordado não fazia muito tempo e dedicou-se a contemplar em silêncio aquela que era sua mulher.

 Kate abriu os olhos e sorriu. Entrelaçou seus dedos aos dele e suspirou.

- Bom dia - disse ela.

- Bom dia - ele disse e beijou a ponta do seu nariz.

Kate sorriu um pouco e se aconchegou em seus braços, com a cabeça apoiada em seu peito, onde ela podia ouvir as batidas do seu coração. Ambos sabiam que seriam separados naquele dia, mesmo que fosse contra a felicidade imensa que eles estavam vivendo.

- Eu acho que eu deveria tomar um banho rápido e me barbear...

- Mmmm... - disse ela e passou a mão sobre sua barba um pouco crescida - Eu gosto de como está.

- Você está falando sério? - Ele perguntou curiosamente.

- Por que não estaria? – disse ela falando próxima a ele.

- Não sei...  Estou apenas perguntando... - ele disse e ela sorriu.

- Bem... Acho que precisamos levantar - ela suspirou. A entristecia saber que não se veriam por algumas horas. Mas ao levantar a mão direita e ao observar a aliança em seu dedo, sorriu.

- O quê?

- Nada... Só pensava no que isso significa para mim - ela disse e olhou para ele com emoção.

- E o que isso significa?

- Tudo... E talvez algo que eu nunca pensei que iria acontecer comigo - ela disse honestamente...

- Por que não?

- Porque eu não tinha certeza se iria encontrar o homem certo.

Rick sorriu e beijou seus lábios.

- Espero que nunca mude sua opinião... - ele disse e se levantou.

Rick entrou no banheiro, se barbeou e tomou seu banho, enquanto Kate vestiu um vestido para receber o café da manhã que havia pedido na noite anterior.

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Quando Rick saiu do banheiro, a viu servindo uma xícara de café quente que tinha um cheiro maravilhoso, e ela sorriu.

- Temos tempo para o café... Certo? - Disse e sentou-se ao lado da mesa enquanto comia algumas sementes de cereais que haviam pedido.

- Sim... O que você vai fazer hoje? - Ele perguntou.

- Eu vou sair para fazer algumas compras. Eu quero levar alguns presentes para Nova York e agora nosso tempo está acabando...

- Você pode usar o meu cartão, se você quiser... - disse ele folheando o jornal. Ela olhou para ele.

- Eu posso usar o meu. Também serve. - disse seriamente.

Rick levantou os olhos do jornal e olhou para ela. Ele sempre imaginou que a questão do dinheiro poderia ser um pouco complicada entre eles... Kate era muito independente. Mas, no entanto, seu pensamento machista sentia a necessidade de protegê-la financeiramente.

- Como quiser – Disse com naturalidade - Mas ocasionalmente, queria que você tivesse uma extensão dos meus cartões... Às vezes ocorrem falhas administrativas... E eu não gostaria que você ficasse sem comprar algo que você gosta... - disse e Kate sorriu relaxando.

- Desculpe Rick... Eu tenho que me acostumar com isso... Me dê um tempo... Certo? – Ela disse e ele sorriu.

- Não se preocupe... A única coisa que importa é que saiba que tudo o que faço é para te ajudar... Sem segundas intenções, sem necessidade de provar nada... Só quero compartilhar com você o que eu tenho... - ele disse e ela lhe jogou um beijo.

- Eu sei... - disse apenas e piscou.

- Vou me aprontar para sair por que se não, não vou querer mais, ou melhor... Eu vou querer ir menos do que agora... - ele disse e ela riu.

– Vai passar aqui e me pegar para almoçar?

- Eu não sei... Tem uma garota que me convidou outro dia e como é o último... - ele disse e fez uma pausa enquanto Kate o olhava séria, um pouco irritada.

- Castle... - ela disse sem fôlego, de alguma forma sabia que era uma piada, mas só de pensar que ele tinha intenção de sair com outra pessoa, lhe provoca calafrios.

- Como eu não iria querer almoçar com você? Você é minha mulher, Kate... - ele riu e ela jogou uma toalha no rosto dele com aborrecimento.

- Realmente alguém te convidou para almoçar? - Disse ela com uma expressão de incômodo.

- Eu sou um escritor famoso, eu tenho uma reputação de ser difícil... Recebo convites o tempo todo...

- Ah... Desculpe... - disse ela tirando sarro.

- E ainda sim me casei com você... Que me convidou apenas para tomar café e beber cerveja... - ele disse e sorriu.

-Vamos dizer que o interesse não era seu... - ela disse sorrindo um pouco.

- O que importa está debaixo dessas belas curvas que você tem minha querida detetive... - ele disse - Eu estou apaixonado por você, não só porque você é uma mulher bonita... Mas porque eu amo a sua sensibilidade, sua personalidade, sua inteligência, como você vive a vida...

- Rick... - ela disse, respirando com dificuldade, ele nunca falhava ao dizer as coisas certas no momento certo.

-Mais uma vez... É melhor eu ir, porque se eu esperar alguns minutos, eu vou ter que ir para a cama com você, porque se não, não me perdoarei... - ele disse e riu.

-Obcecado... - ela disse e ele sorriu.

- Foram muitos anos de repressão... - ele disse e se levantou da cadeira.

Kate levantou-se e ajudou-o com sua jaqueta, beijou-lhe os lábios e ele gentilmente puxou o corpo dela para saborear sua proximidade antes de sair por algumas horas.

Rick soltou-a alguns segundos mais tarde, muito contra o que desejava e ela sorriu.

- Até ao meio-dia... - ela disse.

- Até ao meio-dia... - repetiu ele.

Quando Rick bateu a porta do quarto, Kate caiu sobre a cama e suspirou quando viu o anel. Sabia que ela e Rick eram muito diferentes e muitas vezes discutiam por isso, mas estava convencida de que aquilo poderia durar para sempre.

Kate fechou os olhos e se permitiu sonhar... Gostava da ideia de ser sua mulher, isso era certo, agora teriam que ver como reagiriam todos em Nova York, mas isso não era tolice, ao menos não para ela.

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 9


Capítulo 9

Quando Rick deixou o gabinete do juiz, viu Kate andando pelo corredor, estava nervosa, talvez tivesse se arrependido? As coisas iriam lhes custar muito. Não que eles não pudessem se casar, mas parecia não terem a quem recorrer.

Por acaso ninguém poderia resolver se casar por impulso? Na verdade, parando pra pensar, ele sabia que isso era lógico, mas mesmo assim Rick tinha falado com muitas gente conhecida para arranjar alguém que se dignasse a casá-los... E agora com seu nervosismo ao vê-la tudo tinha perdido o sentido por um momento.

- Kate? - Disse ele se aproximando.

Ela olhou para ele com o pânico em seus olhos e ele a olhou seriamente por um momento...

- E aí? Ela perguntou.

-Temos que voltar em duas horas... Deus sabe tudo que eu tive que prometer ao juiz para conseguir... - ele disse e suspirou, balançando a cabeça.

-Então... Sim? - Perguntou incrédula, naquele momento já tinha perdido todas as esperanças.

-Sim, sim... Claro... - ele disse e sorriu.

-Bem... Eu não posso acreditar... - Kate disse, piscando como se isso pudesse esclarecer suas ideias.

-Espere um minuto, Kate... Por acaso você se arrependeu? - Ele perguntou.

-Não, mas tinha começado a duvidar se isto era um sinal de que não devemos ir em frente... -disse pensativa.

- Tem certeza de que não está arrependida? - Ele disse a ela, insistente, queria estar absolutamente seguro.

- Por que você insiste? Eu te disse... Eu vou casar com você - ela disse um pouco irritada.
- Talvez porque me diga uma coisa, mas sua linguagem corporal mostra algo diferente?

-Estou um pouco nervosa, você não casa todos os dias... Bem... Você fez isso um pouco mais do que eu... Mas...

- Acha que só porque eu já fiz isso antes não posso ficar nervoso?

- Que foi, Rick? Você quer discutir? - Perguntou um pouco irritada.

-Não... Você é a única que me diz coisas que eu não gosto... - ele disse defensivamente.

-Bem... Eu sou assim... Se você não gosta... - ela disse e ergueu as sobrancelhas incisivamente.

-Você quase conseguiu... - disse e puxou-a para olhar em seus olhos - Não vai se livrar de mim tão fácil, Kate...

-Deus, Rick... Eu não quero discutir... Acho que estamos nervosos, mas acredite em mim, eu quero casar com você, e eu não vou me arrepender, não se preocupe... - ela disse e sorriu, beijando seus lábios com ternura.

-Hmmm... Vamos? - Ele disse e tomou-a pela cintura para sair.

-Não... Melhor me encontrar aqui em duas horas... Eu quero me arrumar para você... Isso é muito especial para mim... - ela disse e ele sorriu.

-Vou sentir saudades... - disse e encostou a testa na dela.

-Vai ser rápido... - ela disse e sorriu.

Kate se apressou e foi direto para um lugar, que tinha visto ao passar com Rick, para comprar um vestido simples, curto, marfim que tinha certeza que ele iria adorar, e ela ficou fascinada.

Ela entrou, provou e comprou-o sem hesitação, ela era assim quando decidia alguma coisa...

Logo em seguida ela foi retocar os cabelos, as unhas e comprar algumas roupas... Não podia acreditar o quão rápido essas duas horas haviam se passado quando ela entrou apressadamente, no mesmo corredor onde havia se despedido de Rick.

Ele, com um sorriso encantador, logo após beijá-la brevemente nos lábios, conduziu-a para o interior do gabinete do juiz e apresentou-a calorosamente.

-Então você é a razão para tantos problemas, Srta. Beckett... - disse o juiz com uma mistura de simpatia e aborrecimento.

-É o que parece... - Kate disse suavemente.

-Bem... Então vamos fazê-lo uma vez... - disse o juiz, e Rick sorriu para Kate.

-Obrigado pelo favor, Martins... Devo-lhe uma...

-Sim... Sim... - disse o homem e Kate segurou a mão de Rick.

O juiz listou seus direitos e obrigações e Rick e Kate ouviram atentamente. De vez em quando se olhavam de soslaio e sorriam, ainda incapazes de acreditar no que estava acontecendo, finalmente...

-Srta. Katherine Beckett, aceita o Sr. Richard Alexander Rodgers como seu legítimo esposo? - disse o juiz, e Kate sentiu a boca seca.

-Sim... Eu aceito... - sussurrou e sorriu.

-E você, Sr. Richard Alexander Rodgers... Aceita a Srta. Katherine Beckett como sua legítima esposa?

-Sim... Eu aceito... - ele disse depois de um suspiro.

-Então eu vos declaro unidos em matrimônio... - disse o juiz e eles sorriram...

Rick e Kate assinaram a ata e trocaram as alianças. Apesar de estarem a sós com o juiz acharam que foi uma cerimônia muito sincera, e o mais importante era que eles estavam agora legalmente unidos...

-Parabéns... - disse o juiz e apertaram as mãos calorosamente - Aqui está uma cópia da ata e o documento original será enviado para sua casa em poucos dias, por correio...

- Para Nova York? - Ela perguntou.

-Sim... Infelizmente há uma série de procedimentos legais, que embora uma pessoa tenha contatos, não podem ser evitados... - disse o juiz.

-Estou vendo...  - disse Kate se sentindo culpada pela intromissão.

-Bem... Parabéns Sr. Rodgers... Sra. Rodgers... Prazer em conhecê-los... Espero que sejam felizes... - ele disse e saiu.

Rick segurou Kate nos braços e seus olhos se perderam nos dela por um momento...

-Isto é como um sonho... Eu tenho pânico de acordar e perceber que nada disso é verdade... - disse ele e sorriu ternamente.

-É sim, Rick... Acredite que é verdade... Ainda que nos custe a crer... - disse ela.

Ao voltar para o hotel, Rick avisou que não chegaria aos seus compromissos e, felizmente, não houve problemas, ainda tinham um dia e ele garantiu que iria cumprir as suas obrigações...

Ao entrar, Rick levantou-a nos braços entre gargalhadas e beijos, colocou-a sobre a cama. Kate se ajoelhou e olhou para ele intensamente.

- E então? Gostou do meu vestido? - Perguntou enquanto ele acariciava-a com os olhos, a apenas alguns centímetros da cama.

-Perfeito... - disse ele e deslizou os dedos pelos ombros dela.

-Bom... - disse ela - Porque tudo que fiz foi para causar impacto em você...

-Você conseguiu... - ele disse e agarrou-a pela cintura –Desde o primeiro dia... - disse em seus lábios.

Rick lhe deu um beijo molhado e Kate se rendeu ao seu toque. As preliminares foram intermináveis. Kate se viu implorando-lhe por carícias quando não tinham retirado nem os sapatos ainda.

Rick manipulou habilmente o momento, preocupado com cada uma de suas necessidades. E quando, finalmente, não havia barreiras de pano entre eles, colocou-a em cima dele e possui-a completamente, profundamente, olhando em seus olhos.

Kate, que tinha se entregado a ele desde o primeiro beijo, se perguntou como não tinha notado antes a química extraordinária entre eles, independentemente do amor, é claro...

E algum tempo depois, quando ambos estavam cobertos de suor e abraçados ofegando, tentando recuperar o fôlego após o clímax, Kate olhou para ele com lágrimas nos olhos.
-Diga-me você é tão feliz quanto eu... - ela disse.

-Suponho que não há possibilidade de ser mais feliz... É impossível... - ele sorriu.

-Eu te amo, Rick... - disse ela e beijou-lhe os lábios.

-Eu também te amo, Sra. Rodgers... - ele disse e ela riu.

-Deus! Vai custar muito para me acostumar com o sobrenome... - disse honestamente.

-Se você quiser eu posso chamá-la de Sra. Castle... - ele disse e ela não escondeu o seu sorriso.

-Soa bem... Mas quero dizer que eu estou acostumado a me chamarem pelo meu sobrenome... Por causa da minha profissão, eu digo...

-Bem... Você ainda pode usar seu se você se sentir mais confortável... Mas eu não posso negar que ficaria orgulhoso se usasse o meu...

-Pensarei nisso... - disse e se desconectou dele suavemente.

- Que tal um banho longo, quente e relaxante? - Ele sugeriu lançando os olhos sobre o corpo dela, que ainda se sentia um pouco desconfortável em ficar nua na frente dele...

-Longo e quente, é possível... Mas conhecendo você... Eu não acho que será relaxante... – disse analítica.

- Quer dizer que eu não consigo me controlar quando estou com você? - Disse fingindo estar ofendido.

-Exatamente... - ela disse e sorriu quando ele abaixou a cabeça fazendo beicinho.
-Bom... Se você não quer...

-Eu não disse que não queria... Vem... Esqueça o "relaxante" por um momento... - ela disse e ele seguiu-a de perto, percebendo que ela estava certa... Longos e quentes, sim... Relaxante, não...