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quinta-feira, 5 de julho de 2012

[Bones fic] Hot & Cold

Título: Hot and Cold
Autor: Lady Luxury
Categoria: B&B: 4ª Temporada, Missing Scene, One Shot, 
Advertências: sex
Classificação:nc17
Capítulos: 01 one-shot
Completa: [x] Yes [ ] No

Resumo: Essa história é uma tentativa de descrever uma cena que não apareceu no episódio 4.12 - "Double Trouble In The Panhandle" quando Booth e Brennan passam uma noite no trailer e se vêem 'obrigados' a dividir uma cama.



Hot & Cold. Alternative ending.


- Wooooou, seus pés estão gelados, Bones! – ele falou alarmado. Ela estava mesmo fazendo isso?
- Eu sei! Eu já lhe disse que estou com frio.
- Está melhor? – ele perguntou depois de alguns minutos, tentando controlar a vontade de emaranhar os dedos nos cabelos dela. 
- Um pouco. Funcionaria melhor se ambos estivéssemos sem roupas.
- Nem pense nisso, Bones. Nem ao menos pense. – ele respondeu embasbacado. Definitivamente, dormir estava fora de questão. Seria tensão sexual demais acumulada para uma noite só. – O que está fazendo? Ele perguntou ao sentir que ela continuava se mexendo.
- Estou tentando desamarrar esse corpete, mas acho que vou ter que me sentar. Disse ela com gemidos irritados.
- Bones, por favor... Isso não é necessário, venha aqui, eu aqueço você. Disse ele tentando impedi - lá de fazer aquilo, prendendo-a em seus braços.
- Não está funcionando e você sabe! Pára de ser tão puritano, está escuro, nem conseguimos ver muita coisa. Prometo não reparar no tamanho do seu membro. 

Ela disse com uma simplicidade que o assustava. Estava realmente tão escuro assim? Ele se perguntava. 
Ela realmente estava pensando que ele ficaria nu ao lado dela? 
Sabendo exatamente quais as reações do seu corpo, mesmo estando na penumbra?
Somente imaginar tê-la nua ao seu lado já o fazia perder os sentidos. 
Ela não podia estar falando sério!
Mas ela estava. Pode ver que ela se sentou na cama e jogou algo no chão. 
Sua respiração travou ao se dar conta de que era o corpete e pensou que seu coração fosse parar ao vê-la fazer o mesmo o resto das roupas até que se tornassem um monte de tecidos empilhados no chão.

- O que foi que você bebeu está noite? Ele perguntou ainda em choque sem saber como reagir, tentando manter o tom de voz firme e os pensamentos em ordem.
- Relaxa. Disse ela um tanto impaciente com a reação dele e rapidamente deslizou debaixo dos lençóis cobrindo-se até o pescoço e virando-se de costas para ele. – Viu? Não vou ficar olhando você. Agora você pode perfeitamente ficar à vontade e depois se deitar aqui novamente. Disse ela com tranqüilidade.

Ele ainda não conseguia se mover. Podia sentir o calor que emanava do corpo dela somente por estar ali deitando ao lado dela. Nua. 
Só podia ser uma brincadeira maldosa do destino! Ter Brennan ali completamente nua ao seu lado sabendo que não podia tocá-la. 
Que não deveria tocá-la pois por mais atraente que a considerasse não seria correto fazer isso com sua parceira e melhor amiga. Sem contar que ele a conhecia bem o bastante para saber que ela não estava vendo aquela situação de uma forma sexual.
Pelo menos não, até então.
Assim que ele finalmente resolveu ceder porque viu que não tinha escolha Brennan sentiu-se diferente sobre aquela situação.
Sentiu uma imensa curiosidade, uma imensa vontade de virar-se e observar o corpo dele nu mais uma vez, porque quando o viu na banheira em toda sua glória precisou manter toda a sua concentração para não deslizar o olhar para baixo.
Não seria correto. Booth não era como os homens com quem ela costumava sair, os quais ela utilizava apenas para suprir suas necessidades sexuais.
Ela se importava com ele e não achava justo estragar tudo somente porque sentia-se completamente atraída pelos atributos físicos dele.

Afinal isso era normal, que mulher não se sentiria atraída por um homem como Booth?
Antes que ela terminasse de divagar sobre a forma escultural do corpo dele, ele finalmente se deitou também de costas para ela fazendo com que suas colunas vertebrais se encostassem causando sensações de energia elétrica intensa fluindo pela corrente sanguínea de ambos, como se seus corpos os ordenassem que parassem de temer tanto aquele magnetismo que possuíam.
Mas eles eram teimosos demais para se moverem ou para aceitarem aquela atração de bom grado.
Booth tentava pensar nas coisas que ele considerava mais assexuais possível para evitar se dar conta de que o corpo nu de Brennan estava encostado ao seu.
Sendo assim começou a rezar baixinho, mas Brennan ouviu os resmungos incompreensíveis e quebrou o silêncio.

- Falou comigo? Ela perguntou com a voz rouca e sensual deixando-o ainda mais apreensivo, pois sabia que sua excitação estava começando a ficar visível. Deus não permitisse que ela pedisse para ele se virar.
- Não. Impressão sua. Ele mentiu.
- Temos que nos encaixar melhor para formarmos uma barreira isolante do frio. 

Disse ela virando-se e colocando a mão sobre a cintura dele e sua perna entre a dele. Ela estava tentando matá-lo? Era disso que se tratava?
Frio? Que frio? Ele nunca se sentiu tão quente em sua vida, podia sentir o suor fervendo em sua testa ao se dar conta de que os mamilos dela estavam pressionados contra suas costas.

- Você realmente ainda está com frio, Bones? Você é louca? Perguntou ele um tanto rabugento.
- Não. Finalmente vou conseguir dormir. Disse ela fechando os olhos.

Ela mentiu. Claro que não estava com frio. Mas não conseguiria dormir naquela posição tão íntima com ele. Nunca ficara assim com ninguém com quem não tivesse transado.
Era uma pena que ela não estivesse bêbada para poder mandar toda a sua racionalidade às favas e tomar coragem para fazer alguma investida nele.
Somente uma noite, sem compromisso. Os dois queriam. Ela sabia disso porque por mais que não estivesse vendo, sabia que ele estava excitado e por isso seu corpo estava tão rígido e paralisado como se tentasse não se envolver naquela cena.
- Porque a hostilidade quando sugeri que ficássemos mais juntos? Ela perguntou de forma inocente.
- Não fui hostil. Ele disse apenas. Não queria falar sobre nada relacionado aquela situação. Não queria porque sabia que não resistiria por mais autocontrole que estivesse tendo até então.
- Desculpe se o ofendi. Disse ela novamente falando tão próximo ao ouvido dele que ele sentiu um arrepio percorrer a sua espinha. – De fato você é tão quente que eu estou começando a ficar superaquecida. 

O tom que ela usara foi casual e sem malícia mas estando nu na mesma cama que ela era impossível não maliciar até mesmo o som da respiração dela.

- Então seria melhor que nos afastássemos. Disse ele prontamente sentindo-se aliviado.
- Talvez. Ela concordou e ele esperou que ela o soltasse mas não sentiu nenhum movimento por parte dela.
E meu Deus como queria tocá-la! Sentir aquela pele suave contra suas costas estava fazendo-o enlouquecer por isso perdeu a paciência e perguntou: - Porque você não se mexe então?
- Não consigo. Disse ela sinceramente. 

Era confortável demais. Bom demais. O corpo dela preso ao dele era a coisa mais deliciosa que já havia experimentado. Não podia crer que aquele corpo másculo repleto de músculos definidos podia ser tão suave e macio. 
A pele dele era como uma seda fina ao menos no peito, nos braços e nas costas que era aonde ela podia senti-lo com o toque de suas mãos. Nenhum pêlo criando resistência ao caminho, nenhuma sarda ou marca, apenas aquelas ondulações dos músculos definidos.
E aquilo a excitava tanto que ela sentia sua intimidade úmida e dolorida esperando por uma relação sexual que não viria.

- Não faça isso, Bones. Disse ele ao sentir que ela alisava delicadamente o contorno de seus braços e seu peito. Estava começando a ficar apavorado, nunca pensou que seria possível, mas tinha medo de chegar ao máximo de sua excitação somente com aqueles toques dela.
- Sua pele é tão macia... Diferente do que eu imaginava. Ela confessou baixinho.
- Isso é uma análise biológica? Perguntou ele em provocação, com um sorriso.
- Constatação de um fato, apenas. 

Ela respondeu e não resistiu a pousar um beijo suave nas costas dele. E além de tudo o cheiro dele era tão bom! Porque, porque justamente o homem que ela não podia ter a despertava tantas sensações?

- Isso não vai dar certo. Disse ele sentando-se na cama, sentindo um profundo alívio por ter conseguido fazer isso.
- O que? Ela perguntou sentando-se também, com o lençol cobrindo os seios.
- Você me beijou? Ele perguntou confuso. – Você está tentando me enlouquecer, Bones? Me desculpe se sou puritano demais para achar tudo isso muito natural, mas não dá. Ele desabafou com os olhos cheios de dúvidas, ela sentiu como se eles refletissem seus próprios pensamentos.

- Você tem razão. Essa foi uma péssima idéia. Ela confessou. – Quer dizer, eu como antropóloga devia saber que a nudez para os seres humanos envolve também a sexualidade, especialmente entre os sexos opostos. Devia ter previsto a tensão sexual que nos causaria. É perfeitamente normal.
- Não. Você não respondeu minha pergunta. Ele sorriu. Ceder ao impulso sexual causado pela nossa nudez e pelo fato de nos sentirmos atraídos fisicamente um pelo outro nos levaria ao sexo propriamente dito. Mas não foi isso que aconteceu. Você me deu um beijo terno demais para ser provido apenas de uma luxuria incontrolável.

Dizendo isso ela permaneceu em silêncio, pois realmente não sabia o que dizer. Temia qualquer palavra que pudesse sair de sua boca e sendo assim com um suspiro irritado Booth disse:
- Que se dane!

Ele cobriu a boca dela com a sua com uma fúria que ela nunca havia visto antes nele. A boca dela se abriu, recebendo a língua dele com a mesma paixão para sua total surpresa. As mãos dela deslizaram pelos braços dele até se prenderem ao pescoço, puxando-o mais perto e aprofundando o beijo.
Logo em seguida os lábios de Booth deslizaram pelo pescoço dela, até a garganta o peito impacientemente como se ela pudesse reprimi-lo a qualquer momento.
Mas ela não o fez. De fato ela estava doida para ele que ele tocasse seu corpo inteiro e a possuísse sem se importar como o que aconteceria no dia seguinte.
E ele sabia disso por isso livrou-a do lençol e deitou-se sobre ela agora de frente, sem nada para separar os corpos dele e sentiu as batidas incansáveis do coração dela enquanto começava a entretê-la sugando seus mamilos com delicadeza. Dando-lhe pequenas mordidas fazendo com que ela sussurrasse gemidos altos, excitando-o ainda mais, especialmente quando ela cravava as unhas nas costas dele.

Ficando mais afoito ele deslizou a mão até a virilha dela, ainda dedicando-se aos mamilos, fazendo-a estremecer.
Titubeou ao se dar conta de como ela estava quente e suspirou quando infiltrou um dedo dentro dela e constatou que além de quente ela estava completamente úmida.
Não aquilo não podia ser verdade. Só podia ser um sonho. Um sonho do qual ele não queria acordar.
Começou a mover o dedo, acrescentando mais um e fazendo movimentos circulares que a levavam ao delírio, pois ela apertara tanto as coxas que mal conseguia mover a mão.
Parecia impossível, mas ele estava ficando tão excitado com aquilo quanto ela. Pois podia sentir os músculos dela se movendo ao toque dele. 
Ela queria gritar, queria pedir para ele penetrá-la de uma vez, mas não conseguia. Tudo que ele fazia era bom demais e ela agora sabia porque eles evitaram por tanto tempo aquilo. Eles eram bons demais.
Então finalmente ele parou, mas antes que ela suspirasse de alívio sentiu que os lábios dele percorriam a extensão da barriga continuando obstinadamente até abaixo do umbigo.
Ele já conhecia seu cheiro, agora precisava conhecer seu gosto.
Degustá-la delicadamente como se fosse um novo vinho raro e caro o qual ele não sabia quando teria oportunidade de experimentar novamente.
E ele fazia aquilo tão habilmente que Brennan lutava para não chegar ao clímax naquele momento, pois tinha medo de perder o controle e afogá-lo entre suas pernas.

Como se lesse os pensamentos dela, ele cessou e deitou-se sobre ela novamente fazendo-a sentir sua ereção contra a virilha.
Ela rolou de lado um pouco, pois também queria tocá-lo por isso beijou o pescoço dele, deslizando até os mamilos e antes que ele perdesse a mão dela agarrava seu membro com firmeza. Deslizando a mão sobre ele com uma pressão agradável, como se analisasse o tamanho dele, coisa que ela disse que não faria.
Nada nele decepcionava. Foi o que Brennan pensou.
Tão másculo quanto todo o resto do corpo dele e enquanto o acariciava podia sentir as veias irrigando o sangue numa velocidade tão alta que ela sabia que ele estava mais do que pronto então não quis prorrogar o sofrimento de ambos e posicionou-se sobre ele.
Eles estavam tão lubrificados que ele deslizou dentro dela sem resistências. 
E logo assim no começo a sensação foi tão sublime que era difícil continuar evitando o clímax final.

Eles se encaixavam como uma perfeição que era inacreditável e Booth podia sentir o calor emanando do corpo dela, agora no dele também.
Estavam unidos e por mais que tentassem aprofundar a penetração com movimentos selvagens parecia que nunca era o suficiente.
Parecia que ele nunca estaria próximo o bastante.
Então ele a fez virar, para que ele ficasse por cima, porém sem descolar seus corpos e começou a acelerar seus movimentos fazendo com que ela começasse a sentir a força em suas pernas falhar.

Era bom demais e ela não queria que terminasse.
Brennan prendeu as pernas em torno do quadril dele para acomodá-lo melhor e deixou suas mãos tatearem o corpo dele mais uma vez, que já estava tão suado que as mãos dela deslizavam.
Os dois estavam suados e cansados ao ponto de que não conseguiram mais evitar o êxtase que chegou quase ao mesmo tempo para os dois.
Ela ficara impressionada com a expressão dele durante o orgasmo, uma mistura de dor e prazer intensificada por não saber quando aquilo se repetiria.
No entanto o mal já estava feito e nenhum dos dois se arrependia, porém as palavras ainda eram complicadas demais para serem pronunciadas.
Além do mais estavam cansados, porém ao mesmo tempo relaxados, como se tivessem extravasado e tirado das costas um peso carregado por anos.
O peso da tensão sexual reprimida. Sentiam-se livres finalmente. Por mais complicado que seria quando amanhecesse.

O melhor a fazer era descansar a cabeça no peito dele, sentindo a respiração dele se normalizar enquanto os dois finalmente conseguiam adormecer.



the end

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