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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

[Demily fic] Refúgio

Título: Refúgio
Autor: Fernanda
Categoria: Presente Amigo Secreto Bones/Demily 2011 p/ Fran, Ships reais, Demily, Actor Fic, smut. Essa fic se passa algumas semanas antes do casamento da Emily.
Advertências: sexo
Classificação: NC-17
Capítulos: 1 – One-shot
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: David leva Emily para um refúgio, tentando convencê-la a retomar seu antigo caso de amor...


Dedicatória: Para minha amiga secreta muito especial, Fran.  Uma menina muito legal, que eu conheço, virtualmente, já há algum tempo... e adoro!  Eu sei que não devia escrever uma NC pra você... mas como eu sei que você adora, não pude resistir.
Espero que você, e todos os fãs de Bones, gostem. 

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Lá fora, a escuridão só era cortada pelas luzes dos carros na estrada pouco movimentada. Já não se avistava nenhuma casa por onde trafegavam.

— Por que escolheu um lugar tão longe da cidade para morar? – Emily perguntou.

— Depois daquelas notícias nos jornais e revistas, sobre a minha traição, eu queria paz, Emily. As brigas com a Jaime não ajudavam em nada, eu precisava de um tempo sozinho. Comprei essa casa para fugir da imprensa. Na verdade, só venho aqui às vezes. Mas não se preocupe, já estamos quase chegando.

Logo adiante, David deixou a rodovia principal e seguiu por uma pequena estrada de terra. Ali, o escuro era total, o que tornava o farol do carro ainda mais forte. O caminho, cheio de curvas e buracos, tinha de ambos os lados uma densa vegetação. Emily sabia que as árvores ostentavam a beleza das cores do outono, e contemplá-las durante o dia seria um lindo espetáculo.

Só agora compreendia por que David trocara de roupa antes de deixar os sets de filmagem: seria ridículo vir vestido como terno de Booth a uma região como esta. E, pensando melhor, concluiu que ele planejara tudo de antemão.

— Não acha que foi muita presunção de sua parte ter me trazido até aqui sem me consultar? Eu lhe avisei que tinha um compromisso para o jantar, David.

Apesar do tom irritado, a pergunta não o perturbou.

— Se tivesse me perguntado, eu teria respondido. Quando vi que não reclamou depois de meia hora de viagem, presumi que o compromisso não fosse assim tão importante. Você poderia ter me pedido para parar.

Emily tentou disfarçar a irritação que sentia: David tinha toda razão.

— Ainda falta muito para chegarmos? – ela perguntou.

— Apenas alguns quilômetros, mas é a parte mais lenta da viagem, leva uns vinte minutos de barco.

— De barco?! — Emily exclamou indignada, voltando-se para ele. — Você ficou louco? Quando planeja me levar de volta para casa?

David não respondeu, concentrando-se na manobra para estacionar o carro no pátio da pequena marina. Devia conhecer muito bem o local pois, mesmo no escuro, logo na primeira tentativa conseguiu acertar o carro na faixa. Após desligar o motor, ele se curvou e apanhou uma lanterna no porta-luva.

Como não recebesse explicação. Emily segurou-lhe o braço e insistiu:

— David, quando pretende me levar de volta para casa?

Por um longo instante, ele se limitou a olhá-la.

— Domingo à noite. — respondeu casualmente. — Mas, se insistir muito, posso levá-la amanhã.

Sem mais uma palavra, David abriu a porta e desceu, deixando-a para trás, absolutamente perplexa. Domingo! Revoltada, contornou o automóvel e foi atrás dele, pronta para dizer-lhe meia dúzia de verdades que trazia atravessada na garganta.

— Ora, seu arrogante! — gritou. — O que está planejando com isso? Como ousa afirmar que me levará para casa amanhã? Exijo que me leve já! Não quero problemas com a Jaime.

David retirou do porta-malas uma caixa de mantimentos, uma maleta e em seguida fechou o capô.

— Não, não vou levá-la. — disse com firmeza, mas de maneira tranqüila. — O hambúrguer e o café refizeram minhas energias e não a levarei de volta enquanto não seduzi-la.

— Você é mesmo louco! — Emily apoiou-se contra o cano. – Você é casado e eu estou noiva. Não vou pular na sua cama novamente, David. Já sofri demais por causa disso.

Observando-a, David apanhou a maleta e estendeu-lhe, pedindo-lhe que a carregasse. Com a caixa de mantimentos sob um braço, apanhou a lanterna, fechou o carro e começou a caminhar pela pequena trilha de pedras.

—- Hei! Mais devagar! — ela pediu, firmando-se no braço dele. — Não posso correr com este salto.

Pacientemente, ele atendeu ao pedido.

Não havia como negar a esperteza dele ao planejar a viagem. David a conhecia o suficiente para saber que, àquela altura, a exaustão acabaria vencendo a sua teimosia e ela só encontraria uma única solução para o que estava acontecendo: aceitar o plano.

Os sapatos de David fizeram a madeira do atracadouro estalar. Ele parou, entregando a lanterna a Emily e, então, abaixando-se, pulou para dentro de um pequeno barco a motor,

— Pule! — disse ele, segurando-a pelo braço.

Logo depois já se afastavam do cais em direção à margem oposta do lago.

— Não tem jeito de chegar à sua casa por terra? – Emily perguntou curiosa.
Emily começava a gostar do passeio. Afinal, não planejara nada melhor para o fim de semana, pois seu noivo estava viajando a trabalho. Contudo, não entregaria os pontos.

— Ela fica numa pequena ilha no lago principal. – David explicou.

— Deve ser lindo. Quantas casas são no total?

— Só a minha, comprei a ilhota só para mim. – David respondeu.

— Que maravilha! É aqui que você passa os fins de semana no verão? – Emily perguntou.

— Não. Ninguém sabe desse lugar. Nem mesmo a Jaime.

— Não se sente muito solitário aqui, David?

— Após uma semana inteira no burburinho da cidade, gosto desta quietude ...

David interrompeu o comentário e concentrou-se na complicada manobra para entrar num canal bem estreito, todo sinalizado por bóias coloridas. Passado o trecho mais difícil, ele lhe mostrou sob o foco da lanterna a localização da ilha no mapa.

— Daqui a dez minutos estaremos lá. — acrescentou, ao ultrapassarem uma bóia de sinalização que fazia bater um sininho quando as águas se moviam.

Ao atingirem o lago principal, as águas agitadas chacoalhavam o barco.

— O vento está forte hoje. — ele comentou.

— Isto é sinal de chuva? – Emily perguntou preocupada.

— Não necessariamente. É comum uma ventania aqui.

Minutos depois, o barco ganhou velocidade outra vez, e Emily entreviu uma construção logo à frente.

— Aquela é a sua casa?

— Sim. — respondeu ele, já desligando o motor ao atracar. — Acha que pode saltar e amarrar a corda na pilastra?

Emily tirou os sapatos, levantou-se e, quando o barco encostou, saltou. O vento soprava-lhe os cabelos em todas as direções e insistia em levantar-lhe a saia de pregas.

— Não consigo encontrar a pilastra! - disse, perdida na escuridão.

Confusa, segurava a corda numa mão e, com a outra, ora tentava afastar o cabelo dos olhos, ora puxava a saia.

David, de pé no barco, ria muito.

— Não solte a corda que eu já vou aí ajudá-la. – ele gritou para ela.

E, num movimento rápido, pulou para fora do barco e tomou-lhe a corda das mãos. Com o outro braço, puxou-a pela cintura e a trouxe para junto de si.

— Você tem as pernas mais sexy de toda Los Angeles. Acho super-erótico ver uma saia sendo levantada pelo vento. Especialmente quando a mulher está usando ligas em lugar de meia-calça.

Emily desvencilhou-se do abraço, trêmula com a voz suave de David. Porém, ele a agarrou com facilidade mais uma vez. Em suas costas, sentia os músculos rijos do braço dele segurando as amarras.

— Devo beijá-la para mostrar-lhe que também me deseja? - David perguntou no ouvido dela.

Naquele instante, uma forte rajada de vento atingiu-os, levantando a saia de Emily até a cintura. David aproveitou a ocasião e segurou-lhe uma das coxas com a mão quente e máscula.

Imobilizada pelo frio e pela emoção, Emily não conteve um gemido involuntário ao senti-lo acariciar-lhe a pele, na parte exposta entre o final da meia e o elástico da calcinha. Para manter o equilíbrio, se viu forçada a permanecer com as pernas afastadas, o que facilitava os movimentos de David.
Ele a puxou de novo contra si, deixando evidente o quanto a desejava. A simples visão que tivera há pouco ao observá-la com a ajuda da luz da lanterna, de pé contra o vento, já o excitara.

As ondas insistiam em arrastar o barco, obrigando-o a segurar a corda com força, num ritmo ondulante muito provocante. David agora aproveitava essa ajuda da natureza e tocava o corpo de Emily num ponto bastante sensível, abandonando-se ao ritmo sugerido pelas ondas.
Imediatamente, deslizou os dedos por baixo do elástico da calcinha e começou a massagear-lhe o sexo úmido e macio. Emily gemeu baixinho. Tudo acontecia rápido demais sem dar-lhe chance de resistir ou pensar.

— Quero beijá-la, sentir estes lábios doces. Quero prová-la inteirinha...

Ela percebeu que não resistiria por muito mais tempo àquela situação, pois já sentia o sangue correndo mais intensamente pelas veias. Decidido, David a beijou apaixonadamente. Sentindo as pernas fraquejarem mais ainda, ela se apoiou contra aquele peito forte, abandonando-se ao sabor do momento. David apertava-a contra si, deixando evidente o quanto a desejava, satisfeito com as reações que provocava nela. Num gesto involuntário, Emily entreabriu os lábios convidativos. Sem perda de tempo, ele explorou-lhe a boca com a língua quente, fazendo-a gemer de prazer.

— Quero fazer amor com você, Emily... — David sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dela.

Cada palavra murmurada por ele provocava um tremor involuntário em Emily. Era impossível resistir àquele homem. Sua voz trazia-lhe à mente lembranças maravilhosas, excitando-a ainda mais.

O vento uivava entre as árvores, despenteando-lhes os cabelos e agitando as águas do lago.

Emily apoiou-se em David que agora a enlouquecia de prazer com carícias provocantes. Atordoada, jogou a cabeça para trás, deliciando-se com o vento frio em seu rosto. Jamais experimentara tanto prazer nos braços de outro homem.

David a fitava com desejo, sem deixar de acariciá-la e, ao senti-la pressionar os quadris contra os seus, afagou-lhe o sexo com mais intimidade.

— Um ano perdido. — David disse-lhe com a voz rouca de paixão. — Deite-se. Há muito tempo que espero por este momento e não vou perdê-lo por nada...

A magia do cenário era agora complementada pela lua que surgia dentre as árvores. O vento soprava cada vez mais forte.

— Eu disse para você se deitar, Emily...

Ao comando da voz rouca, ela estremeceu. David amarrou o barco à pilastra e voltou para junto dela.

— David, não... — ela protestou com voz fraca.

Emily precisava de tempo para pensar, queria compreender o que acontecia. Mas o desejo que sentia e impediu de tentar.

Em meio à escuridão, sentiu as mãos dele novamente apertarem-lhe a cintura e em seguida a saia escorregando até o chão. Um tanto amedrontada, deu um passo para trás, mas a fúria do vento estava agora na força com que ele a segurava.

— Emily, por favor, deite-se...

O vento gelado tocava-lhe as pernas e os quadris e o luar fazia suas meias cintilarem no escuro. Impaciente com sua indecisão, David ajoelhou-se à frente dela.

Emily via o luar produzir reflexos azulados nos cabelos escuros, mas a visão excitante foi logo apagada pelo súbito calor da boca de David em seu sexo. Apoiou-se nele para não cair, enterrando os dedos entre as ondas sedosas de seus cabelos.

— Oh, David... David!

Mas a única resposta aos seus protestos foi uma carícia enlouquecedora na parte interna das coxas. O prazer torturante a impedia de ver, ouvir ou falar. Sentir era o mais importante. Uma deliciosa sensação percorreu-lhe o corpo, fazendo-a fraquejar.

Ele a tomou nos braços e deitou-a com impaciência sobre o ancoradouro. Pousando-lhe as mãos nos quadris, tirou-lhe a calcinha e as meias, despindo-a da cintura para baixo.

Com insistência, a boca de David explorava-lhe com maior liberdade as partes mais íntimas. Alucinada, Emily gemia, se contorcendo de prazer.

A madeira do cais rangia com a violência das águas. As árvores balançavam ao vento, produzindo um ruído doce como um murmúrio. A natureza era a única a testemunhar aqueles momentos.

Durante todos os meses em que estiveram separados, disfarçando a forte atração que sentiam enquanto trabalhavam juntos, David não se esquecera de nenhum detalhe daquele corpo escultural que clamava pelo seu e quando Emily puxou-lhe os cabelos, ele não interrompeu as carícias.
Agora, a boca quente e úmida tornava-se mais exigente, numa intimidade audaciosa.

— David!

Numa seqüência de espasmos, Emily gemia. Quando o último tremor do orgasmo sacudiu-a, ele levantou o rosto e fitou-a.

— Eu não consigo ficar longe de você... – David sussurrou. – Não mais.

Devagar, Emily sentou-se de frente para ele. Estendendo o braço, apanhou a saia e o resto das roupas e ficou de pé. Em silêncio, vestiu-se e arrumou os cabelos como pôde sob o olhar constante de David, que também se levantou.

Curvando-se, ele ajudou-a a calçar os sapatos e apanhou os mantimentos. Acendendo a lanterna, certificou-se de que o barco estava amarrado e disse:

— Por aqui.

Com as pernas trêmulas, ela o seguiu pelo caminho de pedras que levava à casa.

Com o gerador ligado, as luzes acenderam-se, e Emily olhou à sua volta. O chalé, embora pequeno, era extremamente aconchegante, acolhedor. Uma enorme lareira dominava uma das paredes da sala e, de frente para ela, havia um lindo sofá. No chão de tábuas largas havia um tapete de lã de carneiro que dava ao ambiente um ar ainda mais rústico. Do outro lado, a enorme janela oferecia uma visão panorâmica do lago e suas cercanias.
Sob a janela, ficava uma mesa e um computador.

— A cozinha é aqui. — disse ele.

Decorada com armários de pinho e peças de cobre, a cozinha também tinha a janela voltada para o lago.

— Puxa! A casa é linda. Não se pode chamá-la de chalé... — comentou, sentindo-se bastante à vontade.

— Obrigado. Na verdade, começou como chalé, mas com as reformas transformou-se numa casinha bem gostosa.

Emily apanhou a bolsa enquanto David continuava a desembrulhar os mantimentos. Alguns iam para o freezer, outros para o armário e ela admirou-se com a quantidade de comida estocada.

— Há muita gente morando perto da enseada. No verão, as casas de campo ficam lotadas e durante o inverno vêm os pescadores.

David foi até o fogão, preparar um café.

Em seus olhos ela notou uma expressão estranha, indecifrável, que a fez estremecer. Após saborear a bebida, achou melhor ir ao toalete recompor-se, pois não queria alimentar quaisquer outras intenções da parte dele.

— Onde fica o banheiro? – Emily perguntou.

Um pequeno corredor do lado oposto da sala conduzia aos dois dormitórios e ao banheiro.

Ao examinar-se no espelho, concluiu que afinal agira bem, sua aparência estava longe da imagem serena e impecável que cultivava. Os cabelos castanhos caíam despenteados pelos ombros; as faces estavam coradas pela excitação e os olhos adquiriram um tom mais escuro.

Enquanto se penteava, concluiu contrariada que o plano de David a punha numa situação muito delicada, que a fazia vulnerável. Que atitude deveria tomar? Sua reação às carícias dele deixou-a perplexa, pois já se julgava imune ao charme de David Boreanaz. Mas, dali em diante, sabia que não poderia mais contar com seu autocontrole e isto destruía seus planos para um fim de semana pacato e repousante.

Ajeitando a saia viu o quanto seus pensamentos estavam sendo contraditórios: a atração que sentiam um pelo outro era quase incontrolável e David nunca se contentaria com alguns beijinhos inocentes. Só de pensar no que poderia acontecer, sentiu a pulsação se acelerar e, resoluta, apagou a luz do banheiro. Intimamente tentava convencer-se de que o excesso de trabalho era o responsável por tanto descontrole.

Na sala, David aguardava com a lareira acesa e todas as luzes apagadas, com exceção de um abajur. Sobre a mesinha de centro, duas taças de vinho.

Aproximando-se, Emily sentou-se numa das poltronas e apanhou uma das taças. Ajoelhado perto da lareira, David atiçava o fogo.

— Adoro o fogo... — ele disse, levantando-se e apanhando a outra taça.

Erguendo-a num brinde, fitou-a com um riso malicioso nos lábios.

Ao sentir que enrubescera, Emily baixou os olhos, incapaz de encará-lo. As mãos tremiam e o coração batia disparado com as lembranças do ancoradouro. Quando levantou o rosto novamente, seus olhares se cruzaram. Naquele instante, Emily teve a certeza de que ainda amava David. Aquele David a sua frente, e não seu noivo, que por ironia do destino tinha o mesmo nome dele.

Após sustentar o olhar por alguns segundos, baixou o rosto. O gole do vinho aqueceu-lhe a garganta, espalhando uma certa excitação por seu corpo. Antecipando o que estava para acontecer, arrepiou-se e encostou a cabeça no espaldar da poltrona, dirigindo um olhar lânguido em direção a David. Era evidente que ele a desejava.

Ele se aproximou. A pele de David, o cabelo, as roupas cheiravam a sândalo, e a boca trazia o sabor do vinho, despertando todos os sentidos de Emily.

Ela permanecia sentada, enquanto ele, curvado à sua frente, beijava-lhe tentadoramente os lábios. Correspondendo à carícia, ela ergueu a mão e esfregou-lhe o peito sob a camisa macia. Afastando-se, ele depositou as taças sobre a mesinha. Então, estirando-se sobre o tapete, puxou-a da poltrona, deitando-a sobre si.

As chamas da lareira produziam reflexos tremulantes nos cabelos escuros e as do desejo faziam os olhos de David ainda mais brilhantes. A língua quente e macia descrevia pequenos círculos no pescoço delicado, fazendo-a se contorcer. Uma sensação deliciosa a entorpecia. David conseguia excitá-la como nenhum outro homem.

Sentindo o membro rijo contra o ventre, Emily moveu-se ligeiramente. A imagem daquele corpo nu veio-lhe, então, à mente, despertando-lhe o desejo de prová-lo mais uma vez.

Mordiscando-lhe a orelha, David ergueu-lhe a saia e afastou-lhe as pernas, tentando encontrar uma posição melhor. Agora, movendo-se com mais facilidade, pressionava o membro ereto contra ela em movimentos insinuantes. Ao ouvi-la gemer baixinho, sorriu satisfeito e, intensificando o ritmo, segurou-lhe os quadris com força.

Ardendo de desejo, Emily levantou o rosto e o encarou sorrindo. Involuntariamente começou a mover os quadris em resposta ao convite de David, cuja língua agora lhe explorava a boca.

— Oh, David... – ela sussurrou contra a boca dele.

— Vamos para a cama? — perguntou ele, guiando a mão dela para o seu sexo.

Mas Emily não queria ser interrompida naquele instante em que seu corpo clamava pelo dele com urgência.

— Eu quero você agora, David. Aqui...

O pedido surpreendeu-o pois não imaginava que Emily o desejasse a tal ponto. Então, com um único movimento, rolou-a consigo e inverteu as posições. Era ele agora que a pressionava contra o tapete macio. Com agilidade, abriu o zíper da calça e, em seguida, tirou-lhe a calcinha. Extremamente excitado, penetrou-a sem delicadeza numa urgência incontrolável.

Ao senti-lo dentro de si, Emily gemeu alto, mas, por um momento, David manteve-se imóvel, olhando-a bem dentro dos olhos, deliciando-se com a visão de tê-la tão excitada em seus braços, depois de tanto tempo. Então, devagar, recomeçou a mover-se num ritmo sempre crescente.

Amaram-se de modo quase selvagem, os corações acelerados, o ritmo de seus corpos se acelerando cada vez mais... até que o orgasmo os atingisse., quase ao mesmo tempo.

Após um sono breve, um toque suave nos cabelos a despertou. Abrindo os olhos, encontrou a sala exatamente como antes, tendo David a seu lado.

— Que loucura, não? — Emily comentou.

— Sempre foi assim com você. — respondeu ele.

Mas Emily não se recordava de outra vez como aquela, quando não tiveram tempo nem de se despir completamente. Jamais experimentara prazer tão intenso, tão primitivo.

— O que acontece conosco? — perguntou-lhe confusa

Ele se curvou sobre ela e acariciou-lhe os cabelos.

— Sei tanto quanto você. — disse, bastante sério. — Mas seja o que for, é maravilhoso. Não vamos fugir outra vez, está bem?

Emily baixou os olhos, a tristeza visível em sua expressão. David ergueu seu queixo para encará-la. Ela mordeu o lábio.

_ Emy...

_ Não podemos ficar juntos, David. Você sabe disso...

_ Eu pedi o divórcio a Jaime. – David disse de repente.

Emily arregalou os grandes olhos azuis.

_ Sério? – ela perguntou confusa.

_ Sim. Agora resta saber se você vai desistir da loucura de se casar com outro homem. – ele disse muito sério. O ciúme corroendo-o por dentro.

Emily sorriu. E acariciou o rosto dele.

_ Eu amo você. – ela disse.

David suavizou a expressão e também sorriu.

_ Devo encarar isso com um sim? Você vai desistir da loucura desse casamento?

Ao invés de responder, Emily o puxou para um beijo. Um beijo longo, quente, profundo e delicioso. Que jamais poderia ser visto como de despedida.

FIM

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 10


Capítulo 10

O alarme tocou às sete horas e Rick suavemente o desligou, ele já estava acordado não fazia muito tempo e dedicou-se a contemplar em silêncio aquela que era sua mulher.

 Kate abriu os olhos e sorriu. Entrelaçou seus dedos aos dele e suspirou.

- Bom dia - disse ela.

- Bom dia - ele disse e beijou a ponta do seu nariz.

Kate sorriu um pouco e se aconchegou em seus braços, com a cabeça apoiada em seu peito, onde ela podia ouvir as batidas do seu coração. Ambos sabiam que seriam separados naquele dia, mesmo que fosse contra a felicidade imensa que eles estavam vivendo.

- Eu acho que eu deveria tomar um banho rápido e me barbear...

- Mmmm... - disse ela e passou a mão sobre sua barba um pouco crescida - Eu gosto de como está.

- Você está falando sério? - Ele perguntou curiosamente.

- Por que não estaria? – disse ela falando próxima a ele.

- Não sei...  Estou apenas perguntando... - ele disse e ela sorriu.

- Bem... Acho que precisamos levantar - ela suspirou. A entristecia saber que não se veriam por algumas horas. Mas ao levantar a mão direita e ao observar a aliança em seu dedo, sorriu.

- O quê?

- Nada... Só pensava no que isso significa para mim - ela disse e olhou para ele com emoção.

- E o que isso significa?

- Tudo... E talvez algo que eu nunca pensei que iria acontecer comigo - ela disse honestamente...

- Por que não?

- Porque eu não tinha certeza se iria encontrar o homem certo.

Rick sorriu e beijou seus lábios.

- Espero que nunca mude sua opinião... - ele disse e se levantou.

Rick entrou no banheiro, se barbeou e tomou seu banho, enquanto Kate vestiu um vestido para receber o café da manhã que havia pedido na noite anterior.

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Quando Rick saiu do banheiro, a viu servindo uma xícara de café quente que tinha um cheiro maravilhoso, e ela sorriu.

- Temos tempo para o café... Certo? - Disse e sentou-se ao lado da mesa enquanto comia algumas sementes de cereais que haviam pedido.

- Sim... O que você vai fazer hoje? - Ele perguntou.

- Eu vou sair para fazer algumas compras. Eu quero levar alguns presentes para Nova York e agora nosso tempo está acabando...

- Você pode usar o meu cartão, se você quiser... - disse ele folheando o jornal. Ela olhou para ele.

- Eu posso usar o meu. Também serve. - disse seriamente.

Rick levantou os olhos do jornal e olhou para ela. Ele sempre imaginou que a questão do dinheiro poderia ser um pouco complicada entre eles... Kate era muito independente. Mas, no entanto, seu pensamento machista sentia a necessidade de protegê-la financeiramente.

- Como quiser – Disse com naturalidade - Mas ocasionalmente, queria que você tivesse uma extensão dos meus cartões... Às vezes ocorrem falhas administrativas... E eu não gostaria que você ficasse sem comprar algo que você gosta... - disse e Kate sorriu relaxando.

- Desculpe Rick... Eu tenho que me acostumar com isso... Me dê um tempo... Certo? – Ela disse e ele sorriu.

- Não se preocupe... A única coisa que importa é que saiba que tudo o que faço é para te ajudar... Sem segundas intenções, sem necessidade de provar nada... Só quero compartilhar com você o que eu tenho... - ele disse e ela lhe jogou um beijo.

- Eu sei... - disse apenas e piscou.

- Vou me aprontar para sair por que se não, não vou querer mais, ou melhor... Eu vou querer ir menos do que agora... - ele disse e ela riu.

– Vai passar aqui e me pegar para almoçar?

- Eu não sei... Tem uma garota que me convidou outro dia e como é o último... - ele disse e fez uma pausa enquanto Kate o olhava séria, um pouco irritada.

- Castle... - ela disse sem fôlego, de alguma forma sabia que era uma piada, mas só de pensar que ele tinha intenção de sair com outra pessoa, lhe provoca calafrios.

- Como eu não iria querer almoçar com você? Você é minha mulher, Kate... - ele riu e ela jogou uma toalha no rosto dele com aborrecimento.

- Realmente alguém te convidou para almoçar? - Disse ela com uma expressão de incômodo.

- Eu sou um escritor famoso, eu tenho uma reputação de ser difícil... Recebo convites o tempo todo...

- Ah... Desculpe... - disse ela tirando sarro.

- E ainda sim me casei com você... Que me convidou apenas para tomar café e beber cerveja... - ele disse e sorriu.

-Vamos dizer que o interesse não era seu... - ela disse sorrindo um pouco.

- O que importa está debaixo dessas belas curvas que você tem minha querida detetive... - ele disse - Eu estou apaixonado por você, não só porque você é uma mulher bonita... Mas porque eu amo a sua sensibilidade, sua personalidade, sua inteligência, como você vive a vida...

- Rick... - ela disse, respirando com dificuldade, ele nunca falhava ao dizer as coisas certas no momento certo.

-Mais uma vez... É melhor eu ir, porque se eu esperar alguns minutos, eu vou ter que ir para a cama com você, porque se não, não me perdoarei... - ele disse e riu.

-Obcecado... - ela disse e ele sorriu.

- Foram muitos anos de repressão... - ele disse e se levantou da cadeira.

Kate levantou-se e ajudou-o com sua jaqueta, beijou-lhe os lábios e ele gentilmente puxou o corpo dela para saborear sua proximidade antes de sair por algumas horas.

Rick soltou-a alguns segundos mais tarde, muito contra o que desejava e ela sorriu.

- Até ao meio-dia... - ela disse.

- Até ao meio-dia... - repetiu ele.

Quando Rick bateu a porta do quarto, Kate caiu sobre a cama e suspirou quando viu o anel. Sabia que ela e Rick eram muito diferentes e muitas vezes discutiam por isso, mas estava convencida de que aquilo poderia durar para sempre.

Kate fechou os olhos e se permitiu sonhar... Gostava da ideia de ser sua mulher, isso era certo, agora teriam que ver como reagiriam todos em Nova York, mas isso não era tolice, ao menos não para ela.

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 9


Capítulo 9

Quando Rick deixou o gabinete do juiz, viu Kate andando pelo corredor, estava nervosa, talvez tivesse se arrependido? As coisas iriam lhes custar muito. Não que eles não pudessem se casar, mas parecia não terem a quem recorrer.

Por acaso ninguém poderia resolver se casar por impulso? Na verdade, parando pra pensar, ele sabia que isso era lógico, mas mesmo assim Rick tinha falado com muitas gente conhecida para arranjar alguém que se dignasse a casá-los... E agora com seu nervosismo ao vê-la tudo tinha perdido o sentido por um momento.

- Kate? - Disse ele se aproximando.

Ela olhou para ele com o pânico em seus olhos e ele a olhou seriamente por um momento...

- E aí? Ela perguntou.

-Temos que voltar em duas horas... Deus sabe tudo que eu tive que prometer ao juiz para conseguir... - ele disse e suspirou, balançando a cabeça.

-Então... Sim? - Perguntou incrédula, naquele momento já tinha perdido todas as esperanças.

-Sim, sim... Claro... - ele disse e sorriu.

-Bem... Eu não posso acreditar... - Kate disse, piscando como se isso pudesse esclarecer suas ideias.

-Espere um minuto, Kate... Por acaso você se arrependeu? - Ele perguntou.

-Não, mas tinha começado a duvidar se isto era um sinal de que não devemos ir em frente... -disse pensativa.

- Tem certeza de que não está arrependida? - Ele disse a ela, insistente, queria estar absolutamente seguro.

- Por que você insiste? Eu te disse... Eu vou casar com você - ela disse um pouco irritada.
- Talvez porque me diga uma coisa, mas sua linguagem corporal mostra algo diferente?

-Estou um pouco nervosa, você não casa todos os dias... Bem... Você fez isso um pouco mais do que eu... Mas...

- Acha que só porque eu já fiz isso antes não posso ficar nervoso?

- Que foi, Rick? Você quer discutir? - Perguntou um pouco irritada.

-Não... Você é a única que me diz coisas que eu não gosto... - ele disse defensivamente.

-Bem... Eu sou assim... Se você não gosta... - ela disse e ergueu as sobrancelhas incisivamente.

-Você quase conseguiu... - disse e puxou-a para olhar em seus olhos - Não vai se livrar de mim tão fácil, Kate...

-Deus, Rick... Eu não quero discutir... Acho que estamos nervosos, mas acredite em mim, eu quero casar com você, e eu não vou me arrepender, não se preocupe... - ela disse e sorriu, beijando seus lábios com ternura.

-Hmmm... Vamos? - Ele disse e tomou-a pela cintura para sair.

-Não... Melhor me encontrar aqui em duas horas... Eu quero me arrumar para você... Isso é muito especial para mim... - ela disse e ele sorriu.

-Vou sentir saudades... - disse e encostou a testa na dela.

-Vai ser rápido... - ela disse e sorriu.

Kate se apressou e foi direto para um lugar, que tinha visto ao passar com Rick, para comprar um vestido simples, curto, marfim que tinha certeza que ele iria adorar, e ela ficou fascinada.

Ela entrou, provou e comprou-o sem hesitação, ela era assim quando decidia alguma coisa...

Logo em seguida ela foi retocar os cabelos, as unhas e comprar algumas roupas... Não podia acreditar o quão rápido essas duas horas haviam se passado quando ela entrou apressadamente, no mesmo corredor onde havia se despedido de Rick.

Ele, com um sorriso encantador, logo após beijá-la brevemente nos lábios, conduziu-a para o interior do gabinete do juiz e apresentou-a calorosamente.

-Então você é a razão para tantos problemas, Srta. Beckett... - disse o juiz com uma mistura de simpatia e aborrecimento.

-É o que parece... - Kate disse suavemente.

-Bem... Então vamos fazê-lo uma vez... - disse o juiz, e Rick sorriu para Kate.

-Obrigado pelo favor, Martins... Devo-lhe uma...

-Sim... Sim... - disse o homem e Kate segurou a mão de Rick.

O juiz listou seus direitos e obrigações e Rick e Kate ouviram atentamente. De vez em quando se olhavam de soslaio e sorriam, ainda incapazes de acreditar no que estava acontecendo, finalmente...

-Srta. Katherine Beckett, aceita o Sr. Richard Alexander Rodgers como seu legítimo esposo? - disse o juiz, e Kate sentiu a boca seca.

-Sim... Eu aceito... - sussurrou e sorriu.

-E você, Sr. Richard Alexander Rodgers... Aceita a Srta. Katherine Beckett como sua legítima esposa?

-Sim... Eu aceito... - ele disse depois de um suspiro.

-Então eu vos declaro unidos em matrimônio... - disse o juiz e eles sorriram...

Rick e Kate assinaram a ata e trocaram as alianças. Apesar de estarem a sós com o juiz acharam que foi uma cerimônia muito sincera, e o mais importante era que eles estavam agora legalmente unidos...

-Parabéns... - disse o juiz e apertaram as mãos calorosamente - Aqui está uma cópia da ata e o documento original será enviado para sua casa em poucos dias, por correio...

- Para Nova York? - Ela perguntou.

-Sim... Infelizmente há uma série de procedimentos legais, que embora uma pessoa tenha contatos, não podem ser evitados... - disse o juiz.

-Estou vendo...  - disse Kate se sentindo culpada pela intromissão.

-Bem... Parabéns Sr. Rodgers... Sra. Rodgers... Prazer em conhecê-los... Espero que sejam felizes... - ele disse e saiu.

Rick segurou Kate nos braços e seus olhos se perderam nos dela por um momento...

-Isto é como um sonho... Eu tenho pânico de acordar e perceber que nada disso é verdade... - disse ele e sorriu ternamente.

-É sim, Rick... Acredite que é verdade... Ainda que nos custe a crer... - disse ela.

Ao voltar para o hotel, Rick avisou que não chegaria aos seus compromissos e, felizmente, não houve problemas, ainda tinham um dia e ele garantiu que iria cumprir as suas obrigações...

Ao entrar, Rick levantou-a nos braços entre gargalhadas e beijos, colocou-a sobre a cama. Kate se ajoelhou e olhou para ele intensamente.

- E então? Gostou do meu vestido? - Perguntou enquanto ele acariciava-a com os olhos, a apenas alguns centímetros da cama.

-Perfeito... - disse ele e deslizou os dedos pelos ombros dela.

-Bom... - disse ela - Porque tudo que fiz foi para causar impacto em você...

-Você conseguiu... - ele disse e agarrou-a pela cintura –Desde o primeiro dia... - disse em seus lábios.

Rick lhe deu um beijo molhado e Kate se rendeu ao seu toque. As preliminares foram intermináveis. Kate se viu implorando-lhe por carícias quando não tinham retirado nem os sapatos ainda.

Rick manipulou habilmente o momento, preocupado com cada uma de suas necessidades. E quando, finalmente, não havia barreiras de pano entre eles, colocou-a em cima dele e possui-a completamente, profundamente, olhando em seus olhos.

Kate, que tinha se entregado a ele desde o primeiro beijo, se perguntou como não tinha notado antes a química extraordinária entre eles, independentemente do amor, é claro...

E algum tempo depois, quando ambos estavam cobertos de suor e abraçados ofegando, tentando recuperar o fôlego após o clímax, Kate olhou para ele com lágrimas nos olhos.
-Diga-me você é tão feliz quanto eu... - ela disse.

-Suponho que não há possibilidade de ser mais feliz... É impossível... - ele sorriu.

-Eu te amo, Rick... - disse ela e beijou-lhe os lábios.

-Eu também te amo, Sra. Rodgers... - ele disse e ela riu.

-Deus! Vai custar muito para me acostumar com o sobrenome... - disse honestamente.

-Se você quiser eu posso chamá-la de Sra. Castle... - ele disse e ela não escondeu o seu sorriso.

-Soa bem... Mas quero dizer que eu estou acostumado a me chamarem pelo meu sobrenome... Por causa da minha profissão, eu digo...

-Bem... Você ainda pode usar seu se você se sentir mais confortável... Mas eu não posso negar que ficaria orgulhoso se usasse o meu...

-Pensarei nisso... - disse e se desconectou dele suavemente.

- Que tal um banho longo, quente e relaxante? - Ele sugeriu lançando os olhos sobre o corpo dela, que ainda se sentia um pouco desconfortável em ficar nua na frente dele...

-Longo e quente, é possível... Mas conhecendo você... Eu não acho que será relaxante... – disse analítica.

- Quer dizer que eu não consigo me controlar quando estou com você? - Disse fingindo estar ofendido.

-Exatamente... - ela disse e sorriu quando ele abaixou a cabeça fazendo beicinho.
-Bom... Se você não quer...

-Eu não disse que não queria... Vem... Esqueça o "relaxante" por um momento... - ela disse e ele seguiu-a de perto, percebendo que ela estava certa... Longos e quentes, sim... Relaxante, não...

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 8


Capítulo 8

Rick engoliu em seco, enquanto observava desconfortavelmente. Havia uma espécie de debate interno que ele não se atreveu a tentar decodificar, havia muito em jogo para arriscar a cometer erros...

Kate, com os olhos cheios de lágrimas, não pode fazer outra coisa além de sorrir. Ela também percebeu que havia muito em jogo...

-Kate... – ele tentou uma espécie de saída honrosa de sua segunda proposição falida.

-Não há ninguém neste mundo com quem eu queira estar além de você... – ela disse em voz muito baixa, por causa do bloqueio que o nervosismo produziu em sua garganta.

Rick concordou, ela não respondeu, mas não tinha dado risada, o que era bom.

-Isso é... – ele quis falar, mas ela o interrompeu.

-Eu não poderia me dar ao luxo de rejeitá-lo... Não poderia continuar a viver sem ter você ao meu lado... - disse em um fôlego, como se imaginasse vividamente a situação de não tê-lo com ela.

-Eu não estou perguntando o que você faria... Mas sim o que você vai fazer... O que você quer, Kate... Não é tão difícil...

-Eu sou detetive, Rick... Sempre analiso e racionalizo tudo...

-Você está certa... - ele sacudiu a cabeça, se ele queria uma resposta, teria que esperar e acompanhar o ritmo dela.

-E se alguma vez eu duvidei do que nós compartilhamos, foi por insegurança... Porque somos tão diferentes, Rick... Às vezes é assustador...

-Eu sei... - disse ele balançando a cabeça, pensativo.

-Eu não sei com quem você falou na outra noite... Eu juro que eu tenho algumas memórias, mas parece-me que não era eu que estava com você...

- E então? - Ele perguntou ansiosamente.

-Sim... - Kate liberou o ar – Eu ficaria feliz em me casar com você... - ela disse e olhou para ele com expectativa, tentando adivinhar a sua reação.

- Você quer dizer... - ele perguntou quase em transe.

-Vamos nos casar quando quiser, Rick... Eu também não quero perder mais tempo... - ela disse e sorriu enquanto ele empalidecia.

- Tem certeza? - Ele disse olhando para ela com desconfiança.

-Absoluta... - disse ela e estendeu a mão para que ele lhe colocasse o anel.

Rick beijou carinhosamente seus dedos e deslizou o anel até a posição correta.

-Bem... Quando? - Ele disse e ela sorriu placidamente.

-Não sei... Quando quiser, não importa... - respondeu incapaz de tomar uma decisão.

-Porque nós poderíamos chegar a Nova York e escolher a data... Ou podemos planejar melhor e fazer uma grande festa...

-Na qual veríamos todas as suas "ex" vestidas de luto... – disse e franziu o nariz - Não... Melhor não...

-Ou talvez a gente pudesse se casar aqui... E voltar para Nova York juntos para sempre... O que você acha?

-É uma ideia incrível... - ela disse - Acho que por mais que Alexis, sua mãe e meu pai queiram nos matar, vão ficar felizes por nós...

-É verdade... Mas nós somos adultos, Kate... Eu acho que eles vão entender... Até poderíamos fazer uma pequena cerimônia em casa depois... Agora me interessa apenas não perder mais tempo...

-Eu te amo... - disse ela sorrindo e beijou seus lábios com ternura.

-Hmmm... Eu também, linda... - ele disse e apertou-a em seus braços, tentando se acostumar com a ideia de que ela estaria sempre ao seu lado, não só como sua parceira, mas como sua esposa...

-Então... Agora? - Ela disse, mordendo o lábio.

-Bem... Acho que em algumas horas... - ele disse sem soltá-la.

-Bem... Mas, Rick... Estamos em outro país... Será que haverá problemas porque não somos cidadãos canadenses?

-Acredite em mim... Tudo pode ser resolvido... - disse ele e piscou.

Kate recostou-se em seus braços, pensativa. Ela ouviu-o suspirar e sorriu. Fechou os olhos cansada, tinham vivido muitas coisas em poucas horas, mas por outro lado, também se sentia feliz.

Eles dormiram quase ao mesmo tempo. Rick a acariciava inconscientemente, adormecido... E ela sorria, também adormecida...

Algumas horas mais tarde, Kate acordou primeiro e sentiu que lhe faltava ar, tinha o nariz apoiado no ombro do Rick, que a abraçava com tanta força que não a deixava respirar.

-Ei... - ela disse suavemente enquanto se soltava do abraço - Eu não a lugar nenhum...

- Promete? - Ele disse sorrindo suavemente.

-Eu juro... - disse solenemente, e depois riu.

- Que horas são? - Ele perguntou.

-Quase oito... Por quê? - Ela perguntou.

-Eu queria saber se nós temos tempo suficiente... - disse ele pensativo.

- Tempo?

-Para fazer amor e depois ir preparar a papelada...

-Mas... Não tem que trabalhar? - Ela perguntou.

-Vou ligar e dizer que me atrasarei... - ele disse e colocou-a sobre ele.

Kate suspirou quando sentiu que ele a preenchia novamente. A sensação era agradável, mas os movimentos lânguidos dele motivaram-na muito mais... Não houve quasenenhuma preliminar e ainda assim os dois estavam mais do que prontos...

Fechou os olhos por um momento quando sentiu as mãos dele, percorrendo seu peito e seu abdômen com experiência, aplicando pressão somente nos lugares certos...

Rick teve o tempo que quis, sentia que embora essa não fosse a primeira vez deles, era como se fosse... Com a diferença que ele já sabia o que tinha de fazer para ela se sentir bem...

Ele a observava enquanto ela sorria, saboreando a nova intimidade que descobriam e a viu passar por todas as etapas antes de chegar ao clímax. Ele sentiu o coração ampliado com emoção quando a ouviu gritar seu nome pelo o prazer que ele havia provocado e em seguida, a viu interessada em proporcionar-lhe o máximo prazer também.

Kate inclinou-se um pouco até que seus lábios chegassem ao ouvido dele. Sua respiração ainda entrecortada, acariciando-o...

-Eu te amo... - disse baixinho - Me faz muito feliz, Rick... Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida...

Rick fechou os olhos enquanto os ecos do clímax o avassalavam. Quando ele os abriu, encontrou os dela olhando para ele com amor... Atenta... Com a combinação perfeita de amor e curiosidade tanto o cativaram nela...

-Bom dia... - ela disse e sorriu, quase com timidez.

-Bom dia... - repetiu ele enquanto ele a olhava como se estivesse realmente a descobrindo naquele momento.

- Vamos? - Ela disse e ele suspirou de emoção.

Rick pressionou-a contra seu corpo por um momento, se alguém lhe tivesse dito alguns dias atrás que estaria prestes a se casar teria morrido de rir...

sábado, 4 de agosto de 2012

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 7


Capítulo 7

Kate lhe deu mais alguns segundos, evidentemente tinha tocado "no problema" e por isso Rick havia ficado tão desconfortável.

-Rick... - disse para chamar sua atenção. Ele parecia determinado a não olhar.

-Eu sinto muito... Eu não estou bem... - disse ele e olhou em seus olhos.

- Foi por isso que me disse que precisava de tempo? É muito cedo para eu dizer? - Ela perguntou.

-Eu tenho esperado por isso faz muito tempo... - ele disse depois de suspirar.

- O que então? - Ela queria entender.

-Eu não sei... Estou um pouco confuso, Kate... - disse ele.

-Mas por quê? Diga-me o que posso fazer para que você não fique mais confuso... Eu preciso fazer alguma coisa...

Rick olhou em seus olhos por alguns segundos antes de falar.

- Quanto é isso? Quero dizer... O quanto você me ama, Kate? - Ele disse quase com dor.

-Suponho que... O suficiente para dizer... - ela disse e ele suspirou.

- É só isso?

- O que quer dizer? - Ela perguntou mordendo o lábio nervosamente.

-Quando você ama, Kate... Quando você realmente ama... Faria qualquer coisa para essa pessoa... E, claro, com essa pessoa...

- Com? - Kate estreitou os olhos sem compreender.

- O que você quer para você e para mim, no futuro?

-Eu só posso lidar com o presente, Rick... Eu não entendo o seu ponto...

-Bem... Obviamente não foram os comprimidos...

- O quê?

-O que eu sinto por você, Kate... Me faz não querer perder mais tempo... Já perdemos bastante estes anos... E eu quero estar com você...

-Eu também... - protestou e, de repente ela entendeu.

Houve um silêncio constrangedor. Kate abriu o criado-mudo ao seu lado e tirou o anel que ela havia encontrado.

-Rick... Você me pediu em casamento? - Ela disse e sua voz se quebrou. Rick não respondeu, apenas olhou para ela com lágrimas nos olhos.

Kate queria saber mais, mas não ousou perguntar diretamente.

-Por favor... - disse, enquanto as lágrimas quase nublavam sua visão - Não posso ter recusado...

-Nem sequer o fez... - ele disse baixinho - Não precisou...

- Por quê? O que foi que aconteceu, Rick? Por favor!

-Nós tínhamos acabado de fazer amor... - disse ele tentando limpar sua voz – Me disse mil vezes que me amava e eu tinha feito o mesmo... E então eu perguntei se você queria ir em frente com isso... Você disse que isso tinha sido muito importante... Eu insisti, queria saber se você queria um futuro comigo... Eu mencionei a ideia de casamento... E você riu... Você riu de mim... Disse que eu estava obcecado com o casamento... E que eu deveria ter aprendido a lição depois de dois erros como os que cometi com Meredith e Gina...

-Não, Rick... Não posso... Eu não posso ter rido...

-Você fez isso, Kate... Mas eu continuei... Eu disse que não me importava em errar outra vez, porque você fazia feliz...

- Vai me dizer que voltei a rir?

-Digamos que você usou seus métodos para me fazer esquecer o que estávamos falando... E quando você estava em meus braços, eu implorei para que você se casar comigo...

-E eu... Eu não respondi - disse em voz baixa, olhos fechados, relembrando o momento, agora claramente.

-E então nós acordamos... E você tinha perdido a memória... E eu percebi que talvez fosse um sinal... Algo me dizendo para não ir em frente... Não quero perder você, Kate... Eu prefiro manter nosso relacionamento assim... Ainda que nunca voltemos a ficar juntos é melhor que nunca ver você de novo... Eu escapei pra cá porque eu precisava de tempo para me acostumar com a ideia... E eu juro que se você não tivesse me seguido não estaríamos aqui...

-Rick... - disse e colocou um dedo sobre seus lábios para ele deixá-la falar – Por que eu tenho o anel?

-Talvez eu deixei cair do bolso... Tinha tudo planejado... Tinha escolhido o anel perfeito para você e aquela seria a noite em que te faria a proposta... Mas esqueça... Se você quiser pode vendê-lo... Eu prefiro não vê-lo mais... – disse e sacudiu a cabeça, enxugando as lágrimas de suas bochechas.

-Mas... Eu quero mantê-lo...

-Isso não parece certo... Quer dizer... Você poderia usá-lo sem lembrar algo que não pôde ser? Eu juro que eu não poderia te ver com ele...

-Rick... - ela disse, abriu a mão e deu-lhe o anel - Podemos fazer isso de novo?

- De novo? - Ele perguntou sem entender.

-Quero dizer, retomar a conversa... Eu quero que você diga tudo o que tinha planejado para me convencer...

- Por que, Kate? Eu não suportaria que me aceitasse por piedade...

-Escuta... Eu não sei o que aconteceu naquele momento... Mas eu quero ouvir... Por favor, acredite em mim... Eu te amo... Com todo meu coração...

Rick respirou fundo e fechou os olhos por um momento. Kate sentiu que seu fôlego se esgotava, mas não se mexeu nenhuma polegada.

-Kate... Depois de um século te amando sem ser poder expressar... Sem poder falar... Sem poder gritar... Eu sinto que nós não podemos e nem devemos continuar a perder tempo... Eu sei que eu cometi erros e que, se isso não acontecer antes, é porque você não estava preparada... Desconfiava do grau de compromisso que eu poderia lhe dar... Você mudou... Curou-se... Nosso relacionamento cresceu... Mesmo não sendo mais do que platônico... Eu amadureci... Um pouco... - ele disse e sorriu e ela lhe devolveu o sorriso - E eu sinto que agora sou capaz de propor mais do que um relacionamento de parceiros...

Kate queria dizer algo, mas a intensidade do olhar de Rick a deteve, ele obviamente queria continuar falando...

-Eu preciso de você ao meu lado... Eu preciso que construamos um futuro juntos... Eu acordar todos os dias contigo... Eu quero cuidar de você, sentir sua falta quando não te ver e poder te dizer... Quero dizer a todos que você é a mulher da minha vida... Porque sim, Kate... É o que eu sinto... Alexis, que muitas vezes me perguntou o que eu sinto por você, foi a primeira a me mostrar que você é aquela pessoa que todos nós esperamos um dia... Aquela pessoa que quando não está do nosso lado, fantasiamos em conhecer, e que a vida nos dá a oportunidade de encontrar um dia... Como eu não acreditaria em destino? Como você não acredita?

-Eu nunca disse que não acreditava... - ela queria se defender e ele sorriu.

- Você se deu conta de que desde que leu o primeiro livro escrito por mim,  nossos destinos estão marcados? Seu... Passatempo, eu não quero chamá-lo de fanatismo, porque você não é uma fanática - disse e ela sorriu corando - Fez você reconhecer aquelas cenas e relacionar com os meus livros... Por isso foi me procurar e é por isso que nossos caminhos se cruzaram... E, Deus! A partir daí você mudou minha vida... Tudo isso... Tudo isso deve ter sido para alguma coisa... Não vamos perder mais tempo, Kate... - ele disse e abriu a mão, levantando o anel à altura de seus olhos, que piscavam como se ela realmente não esperasse o que viria a seguir.

Houve um silêncio interminável. Rick podia ver os lábios de Kate tremerem, evidentemente por causa da emoção que suas palavras haviam causado.

-Quer se casar comigo, Kate Beckett? - Ele disse com um nó na garganta...

Kate olhou para ele com os olhos arregalados cheios de lágrimas... E observou o anel por alguns segundos. Tentou encontrar sua voz por um tempo, sem sucesso, tinha tanto a dizer que não sabia por onde começar...

[Castle fic] Putting the pieces together - Traduzida cap. 6


Capítulo 6

Rick parou por um momento observando os lábios de Kate, se perguntando se de alguma forma teria que ouvir a sua mente ou ao seu corpo. Ela não queria deixá-lo pensando nisso, mas também sabia que se ele precisava de mais tempo as coisas só ficariam piores se ela insistisse...

- Você me deixa dormir aqui? - Disse sobre lábios e ele se sentiu voltando à realidade.

-Se você tiver onde fazer isso... - ele disse de forma irregular.

-Não... Se você quiser que eu vá amanhã, te peço para me ajudar a encontrar outro lugar... Você conhece a cidade melhor do que eu...

-Kate... - disse ele, e com as mãos trêmulas tirou uma mecha de cabelo do rosto dela, tocando sua pele levemente com as pontas dos dedos.

-Não precisa me dizer nada, Rick... - ela disse e encostou sua testa na dele, fechando os olhos brevemente - Obviamente, algo aconteceu para que o que você sente por mim deixasse de ser importante... E eu estou fazendo um esforço para te compreender e te dar tempo... Mas, acredite em mim... Isso me custa muito... Eu estou morrendo de vontade de me lembrar... E eu estou morrendo por você... Esses dias, estando perto de você, percebi que minha mente pode não se lembrar, mas meu corpo lembra, Rick... Tanto que dói... - ela disse e beijou o canto de seus lábios suavemente e depois se afastou...

-Kate... - disse ele tão suavemente que Kate pensou que tivesse imaginado – Depois do que você acabou de me dizer, você acha que está tudo bem em compartilhar a cama?

-Eu posso dormir no sofá, se você se sentir desconfortável... - ela disse sem olhar para ele.

-Você não me entendeu... - disse ele, se aproximou dela e parou tão perto que a obrigou a encará-lo - Não quero me confundir, eu disse que eu preciso de tempo, mas meu corpo também reage quando você está por perto, Kate... Eu não quero errar outra vez...

- Mas por que você diz que você estava errado? – Perguntou exasperada.

-Não importa... - ele engoliu em seco e ela suspirou resignada.

-Tudo bem ... - disse ela e virou-se de costas – Você faria o favor de me ajudar com o fecho do vestido?

Rick deslizou suas mãos e, lentamente, abriu o zíper. Kate fechou os olhos quando sentiu os dedos em sua pele e engasgou quando sentiu seu corpo pressionando-a por trás. Não soube o que fazer, não queria assustá-lo. Rick colocou seus lábios no ouvido de Kate e levou alguns segundos para encontrar a sua voz e falar.

-Linda... – ele disse e Kate suspirou com desejo.

-Rick... - a voz de Kate soou desconhecida para os dois.

-Shh... Kate... Conversa nunca foi o nosso forte... - disse ele e deslizou o vestido para baixo, deixando-a indefesa diante dele. Mas Kate não estava preocupada com isso, estava concentrada, sua mente trabalhando, tentando captar alguma uma memória...

Rick a abraçou e começou a beijar seu pescoço e ombros. Kate suspirou. Uma agradável sensação de excitação tomou conta dela quando percebeu que ele provavelmente já sabia o que fazer para estimulá-la.

Ele a empurrou gentilmente e a virou para deitá-la na cama. Seus dedos percorreram-na com habilidade e ela manteve seus olhos sobre os dele, que na maioria das vezes estavam distraídos assistindo seu trabalho. E quando os lábios de Rick substituíram os dedos, ela não pode deixar de implorar para sentir que ele fizesse parte dela.

Rick ficou de pé, e foi tirando a roupa lentamente, com os olhos fixos nela com uma mistura de nervosismo e paixão desenfreada, enquanto ela apoiou-se nos cotovelos para observá-lo melhor.

Uma vez que a última peça caiu, Rick colocou-se sobre ela e Kate levantou a cabeça para beijá-lo. Entreabriu os lábios, desejando-o. Ele lhe deu um beijo molhado. Ela o instigou colocando as duas pernas nas laterais da cintura dele. Rick tomou seu tempo e Kate se encontrou outra vez implorando.

-Eu preciso de você... Por favor, Rick... – ela disse sem fôlego.

Finalmente, Rick atendeu seu desejo e a possuiu lentamente, olhando em seus olhos.

Kate jogou a cabeça para trás e fechou os olhos, quase esmagado pela sensação. Algumas imagens a assaltaram quando ele começou a se mover. Kate abriu os olhos e o olhou, a posição em suas memórias era totalmente diferente, ela estava em cima e Rick estava se dedicando a acariciar e beijar seus seios.

Ele sorriu sem poder evitar quando se lembrou de flashes das sensações que ela sentiu naquela noite... Lembrou-se dele mover os lábios, dizendo sabe-se lá o que... Ela não podia ouvi-lo... Ou talvez não se lembrasse...

Rick a trouxe de volta à realidade quando ele girou para fazer com que ela ficasse sobre ele. Com uma mão, ajudou-a a definir o ritmo, e com a outra lhe acariciou os seios intensamente...

O clímax foi compartilhado, ele a esperou o necessário e ouviu-a dizer seu nome enquanto seu olhar se perdia no dele...

Quando se desconectou dele, Kate se aconchegou em seus braços. Ambos ficaram muito tempo em silêncio. Kate fechou os olhos voltando a visualizar o pouco que ela se lembrava...

Kate suspirou e se virou para olhar para ele sorrindo, morrendo de vontade de ver a expressão de autossuficiência que tinha aprendido a amar nele, mas, pelo contrário, encontrou Rick pensativo, acariciando seu ombro distraidamente.

- Você está bem? - Disse ela mudando um pouco a expressão, quase preocupada.

-Sim... É claro. - ele disse e beijou a testa dela com ternura.

- Quando vai me dizer o que de tão grave eu fiz para te machucar tanto?

-Não há necessidade, Kate... Acho que vai passar... Não vale a pena recordar, especialmente se eu sou o único que faz... - disse olhando para o teto.

- Você vai me perdoar algum dia? - Kate sentiu um pouco boba, mas talvez se ela pedisse desculpas, ele se sentiria melhor.

-Eu acho que eu já perdoei, Kate...

-Bem ... - ela disse e sorriu, beijando-lhe os lábios e, em seguida, atacando o pescoço.

Rick se relaxou sob suas carícias. E depois de um tempo, quando estava satisfeita, Kate se ajoelhou ao lado dele e ele acariciou seu rosto enquanto a observava. Kate pegou a mão dele e beijou seus dedos, sorrindo.

-Eu te amo, Rick... - ela disse com lágrimas nos olhos, esperando que ele repetisse suas palavras.

Mas tudo que conseguiu foi que ele piscasse com desconforto e retirasse a mão da sua.