Título: Refúgio
Autor: Fernanda
Categoria: Presente Amigo Secreto Bones/Demily 2011 p/ Fran, Ships reais, Demily, Actor Fic, smut. Essa fic se passa algumas semanas antes do casamento da Emily.
Advertências: sexo
Classificação: NC-17
Capítulos: 1 – One-shot
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: David leva Emily para um refúgio, tentando convencê-la a retomar seu antigo caso de amor...
Dedicatória: Para minha amiga secreta muito especial, Fran. Uma menina muito legal, que eu conheço, virtualmente, já há algum tempo... e adoro! Eu sei que não devia escrever uma NC pra você... mas como eu sei que você adora, não pude resistir.
Espero que você, e todos os fãs de Bones, gostem.
Lá fora, a escuridão só era cortada pelas luzes dos carros na estrada pouco movimentada. Já não se avistava nenhuma casa por onde trafegavam.
— Por que escolheu um lugar tão longe da cidade para morar? – Emily perguntou.
— Depois daquelas notícias nos jornais e revistas, sobre a minha traição, eu queria paz, Emily. As brigas com a Jaime não ajudavam em nada, eu precisava de um tempo sozinho. Comprei essa casa para fugir da imprensa. Na verdade, só venho aqui às vezes. Mas não se preocupe, já estamos quase chegando.
Logo adiante, David deixou a rodovia principal e seguiu por uma pequena estrada de terra. Ali, o escuro era total, o que tornava o farol do carro ainda mais forte. O caminho, cheio de curvas e buracos, tinha de ambos os lados uma densa vegetação. Emily sabia que as árvores ostentavam a beleza das cores do outono, e contemplá-las durante o dia seria um lindo espetáculo.
Só agora compreendia por que David trocara de roupa antes de deixar os sets de filmagem: seria ridículo vir vestido como terno de Booth a uma região como esta. E, pensando melhor, concluiu que ele planejara tudo de antemão.
— Não acha que foi muita presunção de sua parte ter me trazido até aqui sem me consultar? Eu lhe avisei que tinha um compromisso para o jantar, David.
Apesar do tom irritado, a pergunta não o perturbou.
— Se tivesse me perguntado, eu teria respondido. Quando vi que não reclamou depois de meia hora de viagem, presumi que o compromisso não fosse assim tão importante. Você poderia ter me pedido para parar.
Emily tentou disfarçar a irritação que sentia: David tinha toda razão.
— Ainda falta muito para chegarmos? – ela perguntou.
— Apenas alguns quilômetros, mas é a parte mais lenta da viagem, leva uns vinte minutos de barco.
— De barco?! — Emily exclamou indignada, voltando-se para ele. — Você ficou louco? Quando planeja me levar de volta para casa?
David não respondeu, concentrando-se na manobra para estacionar o carro no pátio da pequena marina. Devia conhecer muito bem o local pois, mesmo no escuro, logo na primeira tentativa conseguiu acertar o carro na faixa. Após desligar o motor, ele se curvou e apanhou uma lanterna no porta-luva.
Como não recebesse explicação. Emily segurou-lhe o braço e insistiu:
— David, quando pretende me levar de volta para casa?
Por um longo instante, ele se limitou a olhá-la.
— Domingo à noite. — respondeu casualmente. — Mas, se insistir muito, posso levá-la amanhã.
Sem mais uma palavra, David abriu a porta e desceu, deixando-a para trás, absolutamente perplexa. Domingo! Revoltada, contornou o automóvel e foi atrás dele, pronta para dizer-lhe meia dúzia de verdades que trazia atravessada na garganta.
— Ora, seu arrogante! — gritou. — O que está planejando com isso? Como ousa afirmar que me levará para casa amanhã? Exijo que me leve já! Não quero problemas com a Jaime.
David retirou do porta-malas uma caixa de mantimentos, uma maleta e em seguida fechou o capô.
— Não, não vou levá-la. — disse com firmeza, mas de maneira tranqüila. — O hambúrguer e o café refizeram minhas energias e não a levarei de volta enquanto não seduzi-la.
— Você é mesmo louco! — Emily apoiou-se contra o cano. – Você é casado e eu estou noiva. Não vou pular na sua cama novamente, David. Já sofri demais por causa disso.
Observando-a, David apanhou a maleta e estendeu-lhe, pedindo-lhe que a carregasse. Com a caixa de mantimentos sob um braço, apanhou a lanterna, fechou o carro e começou a caminhar pela pequena trilha de pedras.
—- Hei! Mais devagar! — ela pediu, firmando-se no braço dele. — Não posso correr com este salto.
Pacientemente, ele atendeu ao pedido.
Não havia como negar a esperteza dele ao planejar a viagem. David a conhecia o suficiente para saber que, àquela altura, a exaustão acabaria vencendo a sua teimosia e ela só encontraria uma única solução para o que estava acontecendo: aceitar o plano.
Os sapatos de David fizeram a madeira do atracadouro estalar. Ele parou, entregando a lanterna a Emily e, então, abaixando-se, pulou para dentro de um pequeno barco a motor,
— Pule! — disse ele, segurando-a pelo braço.
Logo depois já se afastavam do cais em direção à margem oposta do lago.
— Não tem jeito de chegar à sua casa por terra? – Emily perguntou curiosa.
Emily começava a gostar do passeio. Afinal, não planejara nada melhor para o fim de semana, pois seu noivo estava viajando a trabalho. Contudo, não entregaria os pontos.
— Ela fica numa pequena ilha no lago principal. – David explicou.
— Deve ser lindo. Quantas casas são no total?
— Só a minha, comprei a ilhota só para mim. – David respondeu.
— Que maravilha! É aqui que você passa os fins de semana no verão? – Emily perguntou.
— Não. Ninguém sabe desse lugar. Nem mesmo a Jaime.
— Não se sente muito solitário aqui, David?
— Após uma semana inteira no burburinho da cidade, gosto desta quietude ...
David interrompeu o comentário e concentrou-se na complicada manobra para entrar num canal bem estreito, todo sinalizado por bóias coloridas. Passado o trecho mais difícil, ele lhe mostrou sob o foco da lanterna a localização da ilha no mapa.
— Daqui a dez minutos estaremos lá. — acrescentou, ao ultrapassarem uma bóia de sinalização que fazia bater um sininho quando as águas se moviam.
Ao atingirem o lago principal, as águas agitadas chacoalhavam o barco.
— O vento está forte hoje. — ele comentou.
— Isto é sinal de chuva? – Emily perguntou preocupada.
— Não necessariamente. É comum uma ventania aqui.
Minutos depois, o barco ganhou velocidade outra vez, e Emily entreviu uma construção logo à frente.
— Aquela é a sua casa?
— Sim. — respondeu ele, já desligando o motor ao atracar. — Acha que pode saltar e amarrar a corda na pilastra?
Emily tirou os sapatos, levantou-se e, quando o barco encostou, saltou. O vento soprava-lhe os cabelos em todas as direções e insistia em levantar-lhe a saia de pregas.
— Não consigo encontrar a pilastra! - disse, perdida na escuridão.
Confusa, segurava a corda numa mão e, com a outra, ora tentava afastar o cabelo dos olhos, ora puxava a saia.
David, de pé no barco, ria muito.
— Não solte a corda que eu já vou aí ajudá-la. – ele gritou para ela.
E, num movimento rápido, pulou para fora do barco e tomou-lhe a corda das mãos. Com o outro braço, puxou-a pela cintura e a trouxe para junto de si.
— Você tem as pernas mais sexy de toda Los Angeles. Acho super-erótico ver uma saia sendo levantada pelo vento. Especialmente quando a mulher está usando ligas em lugar de meia-calça.
Emily desvencilhou-se do abraço, trêmula com a voz suave de David. Porém, ele a agarrou com facilidade mais uma vez. Em suas costas, sentia os músculos rijos do braço dele segurando as amarras.
— Devo beijá-la para mostrar-lhe que também me deseja? - David perguntou no ouvido dela.
Naquele instante, uma forte rajada de vento atingiu-os, levantando a saia de Emily até a cintura. David aproveitou a ocasião e segurou-lhe uma das coxas com a mão quente e máscula.
Imobilizada pelo frio e pela emoção, Emily não conteve um gemido involuntário ao senti-lo acariciar-lhe a pele, na parte exposta entre o final da meia e o elástico da calcinha. Para manter o equilíbrio, se viu forçada a permanecer com as pernas afastadas, o que facilitava os movimentos de David.
Ele a puxou de novo contra si, deixando evidente o quanto a desejava. A simples visão que tivera há pouco ao observá-la com a ajuda da luz da lanterna, de pé contra o vento, já o excitara.
As ondas insistiam em arrastar o barco, obrigando-o a segurar a corda com força, num ritmo ondulante muito provocante. David agora aproveitava essa ajuda da natureza e tocava o corpo de Emily num ponto bastante sensível, abandonando-se ao ritmo sugerido pelas ondas.
Imediatamente, deslizou os dedos por baixo do elástico da calcinha e começou a massagear-lhe o sexo úmido e macio. Emily gemeu baixinho. Tudo acontecia rápido demais sem dar-lhe chance de resistir ou pensar.
— Quero beijá-la, sentir estes lábios doces. Quero prová-la inteirinha...
Ela percebeu que não resistiria por muito mais tempo àquela situação, pois já sentia o sangue correndo mais intensamente pelas veias. Decidido, David a beijou apaixonadamente. Sentindo as pernas fraquejarem mais ainda, ela se apoiou contra aquele peito forte, abandonando-se ao sabor do momento. David apertava-a contra si, deixando evidente o quanto a desejava, satisfeito com as reações que provocava nela. Num gesto involuntário, Emily entreabriu os lábios convidativos. Sem perda de tempo, ele explorou-lhe a boca com a língua quente, fazendo-a gemer de prazer.
— Quero fazer amor com você, Emily... — David sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dela.
Cada palavra murmurada por ele provocava um tremor involuntário em Emily. Era impossível resistir àquele homem. Sua voz trazia-lhe à mente lembranças maravilhosas, excitando-a ainda mais.
O vento uivava entre as árvores, despenteando-lhes os cabelos e agitando as águas do lago.
Emily apoiou-se em David que agora a enlouquecia de prazer com carícias provocantes. Atordoada, jogou a cabeça para trás, deliciando-se com o vento frio em seu rosto. Jamais experimentara tanto prazer nos braços de outro homem.
David a fitava com desejo, sem deixar de acariciá-la e, ao senti-la pressionar os quadris contra os seus, afagou-lhe o sexo com mais intimidade.
— Um ano perdido. — David disse-lhe com a voz rouca de paixão. — Deite-se. Há muito tempo que espero por este momento e não vou perdê-lo por nada...
A magia do cenário era agora complementada pela lua que surgia dentre as árvores. O vento soprava cada vez mais forte.
— Eu disse para você se deitar, Emily...
Ao comando da voz rouca, ela estremeceu. David amarrou o barco à pilastra e voltou para junto dela.
— David, não... — ela protestou com voz fraca.
Emily precisava de tempo para pensar, queria compreender o que acontecia. Mas o desejo que sentia e impediu de tentar.
Em meio à escuridão, sentiu as mãos dele novamente apertarem-lhe a cintura e em seguida a saia escorregando até o chão. Um tanto amedrontada, deu um passo para trás, mas a fúria do vento estava agora na força com que ele a segurava.
— Emily, por favor, deite-se...
O vento gelado tocava-lhe as pernas e os quadris e o luar fazia suas meias cintilarem no escuro. Impaciente com sua indecisão, David ajoelhou-se à frente dela.
Emily via o luar produzir reflexos azulados nos cabelos escuros, mas a visão excitante foi logo apagada pelo súbito calor da boca de David em seu sexo. Apoiou-se nele para não cair, enterrando os dedos entre as ondas sedosas de seus cabelos.
— Oh, David... David!
Mas a única resposta aos seus protestos foi uma carícia enlouquecedora na parte interna das coxas. O prazer torturante a impedia de ver, ouvir ou falar. Sentir era o mais importante. Uma deliciosa sensação percorreu-lhe o corpo, fazendo-a fraquejar.
Ele a tomou nos braços e deitou-a com impaciência sobre o ancoradouro. Pousando-lhe as mãos nos quadris, tirou-lhe a calcinha e as meias, despindo-a da cintura para baixo.
Com insistência, a boca de David explorava-lhe com maior liberdade as partes mais íntimas. Alucinada, Emily gemia, se contorcendo de prazer.
A madeira do cais rangia com a violência das águas. As árvores balançavam ao vento, produzindo um ruído doce como um murmúrio. A natureza era a única a testemunhar aqueles momentos.
Durante todos os meses em que estiveram separados, disfarçando a forte atração que sentiam enquanto trabalhavam juntos, David não se esquecera de nenhum detalhe daquele corpo escultural que clamava pelo seu e quando Emily puxou-lhe os cabelos, ele não interrompeu as carícias.
Agora, a boca quente e úmida tornava-se mais exigente, numa intimidade audaciosa.
— David!
Numa seqüência de espasmos, Emily gemia. Quando o último tremor do orgasmo sacudiu-a, ele levantou o rosto e fitou-a.
— Eu não consigo ficar longe de você... – David sussurrou. – Não mais.
Devagar, Emily sentou-se de frente para ele. Estendendo o braço, apanhou a saia e o resto das roupas e ficou de pé. Em silêncio, vestiu-se e arrumou os cabelos como pôde sob o olhar constante de David, que também se levantou.
Curvando-se, ele ajudou-a a calçar os sapatos e apanhou os mantimentos. Acendendo a lanterna, certificou-se de que o barco estava amarrado e disse:
— Por aqui.
Com as pernas trêmulas, ela o seguiu pelo caminho de pedras que levava à casa.
Com o gerador ligado, as luzes acenderam-se, e Emily olhou à sua volta. O chalé, embora pequeno, era extremamente aconchegante, acolhedor. Uma enorme lareira dominava uma das paredes da sala e, de frente para ela, havia um lindo sofá. No chão de tábuas largas havia um tapete de lã de carneiro que dava ao ambiente um ar ainda mais rústico. Do outro lado, a enorme janela oferecia uma visão panorâmica do lago e suas cercanias.
Sob a janela, ficava uma mesa e um computador.
— A cozinha é aqui. — disse ele.
Decorada com armários de pinho e peças de cobre, a cozinha também tinha a janela voltada para o lago.
— Puxa! A casa é linda. Não se pode chamá-la de chalé... — comentou, sentindo-se bastante à vontade.
— Obrigado. Na verdade, começou como chalé, mas com as reformas transformou-se numa casinha bem gostosa.
Emily apanhou a bolsa enquanto David continuava a desembrulhar os mantimentos. Alguns iam para o freezer, outros para o armário e ela admirou-se com a quantidade de comida estocada.
— Há muita gente morando perto da enseada. No verão, as casas de campo ficam lotadas e durante o inverno vêm os pescadores.
David foi até o fogão, preparar um café.
Em seus olhos ela notou uma expressão estranha, indecifrável, que a fez estremecer. Após saborear a bebida, achou melhor ir ao toalete recompor-se, pois não queria alimentar quaisquer outras intenções da parte dele.
— Onde fica o banheiro? – Emily perguntou.
Um pequeno corredor do lado oposto da sala conduzia aos dois dormitórios e ao banheiro.
Ao examinar-se no espelho, concluiu que afinal agira bem, sua aparência estava longe da imagem serena e impecável que cultivava. Os cabelos castanhos caíam despenteados pelos ombros; as faces estavam coradas pela excitação e os olhos adquiriram um tom mais escuro.
Enquanto se penteava, concluiu contrariada que o plano de David a punha numa situação muito delicada, que a fazia vulnerável. Que atitude deveria tomar? Sua reação às carícias dele deixou-a perplexa, pois já se julgava imune ao charme de David Boreanaz. Mas, dali em diante, sabia que não poderia mais contar com seu autocontrole e isto destruía seus planos para um fim de semana pacato e repousante.
Ajeitando a saia viu o quanto seus pensamentos estavam sendo contraditórios: a atração que sentiam um pelo outro era quase incontrolável e David nunca se contentaria com alguns beijinhos inocentes. Só de pensar no que poderia acontecer, sentiu a pulsação se acelerar e, resoluta, apagou a luz do banheiro. Intimamente tentava convencer-se de que o excesso de trabalho era o responsável por tanto descontrole.
Na sala, David aguardava com a lareira acesa e todas as luzes apagadas, com exceção de um abajur. Sobre a mesinha de centro, duas taças de vinho.
Aproximando-se, Emily sentou-se numa das poltronas e apanhou uma das taças. Ajoelhado perto da lareira, David atiçava o fogo.
— Adoro o fogo... — ele disse, levantando-se e apanhando a outra taça.
Erguendo-a num brinde, fitou-a com um riso malicioso nos lábios.
Ao sentir que enrubescera, Emily baixou os olhos, incapaz de encará-lo. As mãos tremiam e o coração batia disparado com as lembranças do ancoradouro. Quando levantou o rosto novamente, seus olhares se cruzaram. Naquele instante, Emily teve a certeza de que ainda amava David. Aquele David a sua frente, e não seu noivo, que por ironia do destino tinha o mesmo nome dele.
Após sustentar o olhar por alguns segundos, baixou o rosto. O gole do vinho aqueceu-lhe a garganta, espalhando uma certa excitação por seu corpo. Antecipando o que estava para acontecer, arrepiou-se e encostou a cabeça no espaldar da poltrona, dirigindo um olhar lânguido em direção a David. Era evidente que ele a desejava.
Ele se aproximou. A pele de David, o cabelo, as roupas cheiravam a sândalo, e a boca trazia o sabor do vinho, despertando todos os sentidos de Emily.
Ela permanecia sentada, enquanto ele, curvado à sua frente, beijava-lhe tentadoramente os lábios. Correspondendo à carícia, ela ergueu a mão e esfregou-lhe o peito sob a camisa macia. Afastando-se, ele depositou as taças sobre a mesinha. Então, estirando-se sobre o tapete, puxou-a da poltrona, deitando-a sobre si.
As chamas da lareira produziam reflexos tremulantes nos cabelos escuros e as do desejo faziam os olhos de David ainda mais brilhantes. A língua quente e macia descrevia pequenos círculos no pescoço delicado, fazendo-a se contorcer. Uma sensação deliciosa a entorpecia. David conseguia excitá-la como nenhum outro homem.
Sentindo o membro rijo contra o ventre, Emily moveu-se ligeiramente. A imagem daquele corpo nu veio-lhe, então, à mente, despertando-lhe o desejo de prová-lo mais uma vez.
Mordiscando-lhe a orelha, David ergueu-lhe a saia e afastou-lhe as pernas, tentando encontrar uma posição melhor. Agora, movendo-se com mais facilidade, pressionava o membro ereto contra ela em movimentos insinuantes. Ao ouvi-la gemer baixinho, sorriu satisfeito e, intensificando o ritmo, segurou-lhe os quadris com força.
Ardendo de desejo, Emily levantou o rosto e o encarou sorrindo. Involuntariamente começou a mover os quadris em resposta ao convite de David, cuja língua agora lhe explorava a boca.
— Oh, David... – ela sussurrou contra a boca dele.
— Vamos para a cama? — perguntou ele, guiando a mão dela para o seu sexo.
Mas Emily não queria ser interrompida naquele instante em que seu corpo clamava pelo dele com urgência.
— Eu quero você agora, David. Aqui...
O pedido surpreendeu-o pois não imaginava que Emily o desejasse a tal ponto. Então, com um único movimento, rolou-a consigo e inverteu as posições. Era ele agora que a pressionava contra o tapete macio. Com agilidade, abriu o zíper da calça e, em seguida, tirou-lhe a calcinha. Extremamente excitado, penetrou-a sem delicadeza numa urgência incontrolável.
Ao senti-lo dentro de si, Emily gemeu alto, mas, por um momento, David manteve-se imóvel, olhando-a bem dentro dos olhos, deliciando-se com a visão de tê-la tão excitada em seus braços, depois de tanto tempo. Então, devagar, recomeçou a mover-se num ritmo sempre crescente.
Amaram-se de modo quase selvagem, os corações acelerados, o ritmo de seus corpos se acelerando cada vez mais... até que o orgasmo os atingisse., quase ao mesmo tempo.
Após um sono breve, um toque suave nos cabelos a despertou. Abrindo os olhos, encontrou a sala exatamente como antes, tendo David a seu lado.
— Que loucura, não? — Emily comentou.
— Sempre foi assim com você. — respondeu ele.
Mas Emily não se recordava de outra vez como aquela, quando não tiveram tempo nem de se despir completamente. Jamais experimentara prazer tão intenso, tão primitivo.
— O que acontece conosco? — perguntou-lhe confusa
Ele se curvou sobre ela e acariciou-lhe os cabelos.
— Sei tanto quanto você. — disse, bastante sério. — Mas seja o que for, é maravilhoso. Não vamos fugir outra vez, está bem?
Emily baixou os olhos, a tristeza visível em sua expressão. David ergueu seu queixo para encará-la. Ela mordeu o lábio.
_ Emy...
_ Não podemos ficar juntos, David. Você sabe disso...
_ Eu pedi o divórcio a Jaime. – David disse de repente.
Emily arregalou os grandes olhos azuis.
_ Sério? – ela perguntou confusa.
_ Sim. Agora resta saber se você vai desistir da loucura de se casar com outro homem. – ele disse muito sério. O ciúme corroendo-o por dentro.
Emily sorriu. E acariciou o rosto dele.
_ Eu amo você. – ela disse.
David suavizou a expressão e também sorriu.
_ Devo encarar isso com um sim? Você vai desistir da loucura desse casamento?
Ao invés de responder, Emily o puxou para um beijo. Um beijo longo, quente, profundo e delicioso. Que jamais poderia ser visto como de despedida.
FIM
Autor: Fernanda
Categoria: Presente Amigo Secreto Bones/Demily 2011 p/ Fran, Ships reais, Demily, Actor Fic, smut. Essa fic se passa algumas semanas antes do casamento da Emily.
Advertências: sexo
Classificação: NC-17
Capítulos: 1 – One-shot
Completa: [X] Yes [ ] No
Resumo: David leva Emily para um refúgio, tentando convencê-la a retomar seu antigo caso de amor...
Dedicatória: Para minha amiga secreta muito especial, Fran. Uma menina muito legal, que eu conheço, virtualmente, já há algum tempo... e adoro! Eu sei que não devia escrever uma NC pra você... mas como eu sei que você adora, não pude resistir.
Espero que você, e todos os fãs de Bones, gostem.
Lá fora, a escuridão só era cortada pelas luzes dos carros na estrada pouco movimentada. Já não se avistava nenhuma casa por onde trafegavam.
— Por que escolheu um lugar tão longe da cidade para morar? – Emily perguntou.
— Depois daquelas notícias nos jornais e revistas, sobre a minha traição, eu queria paz, Emily. As brigas com a Jaime não ajudavam em nada, eu precisava de um tempo sozinho. Comprei essa casa para fugir da imprensa. Na verdade, só venho aqui às vezes. Mas não se preocupe, já estamos quase chegando.
Logo adiante, David deixou a rodovia principal e seguiu por uma pequena estrada de terra. Ali, o escuro era total, o que tornava o farol do carro ainda mais forte. O caminho, cheio de curvas e buracos, tinha de ambos os lados uma densa vegetação. Emily sabia que as árvores ostentavam a beleza das cores do outono, e contemplá-las durante o dia seria um lindo espetáculo.
Só agora compreendia por que David trocara de roupa antes de deixar os sets de filmagem: seria ridículo vir vestido como terno de Booth a uma região como esta. E, pensando melhor, concluiu que ele planejara tudo de antemão.
— Não acha que foi muita presunção de sua parte ter me trazido até aqui sem me consultar? Eu lhe avisei que tinha um compromisso para o jantar, David.
Apesar do tom irritado, a pergunta não o perturbou.
— Se tivesse me perguntado, eu teria respondido. Quando vi que não reclamou depois de meia hora de viagem, presumi que o compromisso não fosse assim tão importante. Você poderia ter me pedido para parar.
Emily tentou disfarçar a irritação que sentia: David tinha toda razão.
— Ainda falta muito para chegarmos? – ela perguntou.
— Apenas alguns quilômetros, mas é a parte mais lenta da viagem, leva uns vinte minutos de barco.
— De barco?! — Emily exclamou indignada, voltando-se para ele. — Você ficou louco? Quando planeja me levar de volta para casa?
David não respondeu, concentrando-se na manobra para estacionar o carro no pátio da pequena marina. Devia conhecer muito bem o local pois, mesmo no escuro, logo na primeira tentativa conseguiu acertar o carro na faixa. Após desligar o motor, ele se curvou e apanhou uma lanterna no porta-luva.
Como não recebesse explicação. Emily segurou-lhe o braço e insistiu:
— David, quando pretende me levar de volta para casa?
Por um longo instante, ele se limitou a olhá-la.
— Domingo à noite. — respondeu casualmente. — Mas, se insistir muito, posso levá-la amanhã.
Sem mais uma palavra, David abriu a porta e desceu, deixando-a para trás, absolutamente perplexa. Domingo! Revoltada, contornou o automóvel e foi atrás dele, pronta para dizer-lhe meia dúzia de verdades que trazia atravessada na garganta.
— Ora, seu arrogante! — gritou. — O que está planejando com isso? Como ousa afirmar que me levará para casa amanhã? Exijo que me leve já! Não quero problemas com a Jaime.
David retirou do porta-malas uma caixa de mantimentos, uma maleta e em seguida fechou o capô.
— Não, não vou levá-la. — disse com firmeza, mas de maneira tranqüila. — O hambúrguer e o café refizeram minhas energias e não a levarei de volta enquanto não seduzi-la.
— Você é mesmo louco! — Emily apoiou-se contra o cano. – Você é casado e eu estou noiva. Não vou pular na sua cama novamente, David. Já sofri demais por causa disso.
Observando-a, David apanhou a maleta e estendeu-lhe, pedindo-lhe que a carregasse. Com a caixa de mantimentos sob um braço, apanhou a lanterna, fechou o carro e começou a caminhar pela pequena trilha de pedras.
—- Hei! Mais devagar! — ela pediu, firmando-se no braço dele. — Não posso correr com este salto.
Pacientemente, ele atendeu ao pedido.
Não havia como negar a esperteza dele ao planejar a viagem. David a conhecia o suficiente para saber que, àquela altura, a exaustão acabaria vencendo a sua teimosia e ela só encontraria uma única solução para o que estava acontecendo: aceitar o plano.
Os sapatos de David fizeram a madeira do atracadouro estalar. Ele parou, entregando a lanterna a Emily e, então, abaixando-se, pulou para dentro de um pequeno barco a motor,
— Pule! — disse ele, segurando-a pelo braço.
Logo depois já se afastavam do cais em direção à margem oposta do lago.
— Não tem jeito de chegar à sua casa por terra? – Emily perguntou curiosa.
Emily começava a gostar do passeio. Afinal, não planejara nada melhor para o fim de semana, pois seu noivo estava viajando a trabalho. Contudo, não entregaria os pontos.
— Ela fica numa pequena ilha no lago principal. – David explicou.
— Deve ser lindo. Quantas casas são no total?
— Só a minha, comprei a ilhota só para mim. – David respondeu.
— Que maravilha! É aqui que você passa os fins de semana no verão? – Emily perguntou.
— Não. Ninguém sabe desse lugar. Nem mesmo a Jaime.
— Não se sente muito solitário aqui, David?
— Após uma semana inteira no burburinho da cidade, gosto desta quietude ...
David interrompeu o comentário e concentrou-se na complicada manobra para entrar num canal bem estreito, todo sinalizado por bóias coloridas. Passado o trecho mais difícil, ele lhe mostrou sob o foco da lanterna a localização da ilha no mapa.
— Daqui a dez minutos estaremos lá. — acrescentou, ao ultrapassarem uma bóia de sinalização que fazia bater um sininho quando as águas se moviam.
Ao atingirem o lago principal, as águas agitadas chacoalhavam o barco.
— O vento está forte hoje. — ele comentou.
— Isto é sinal de chuva? – Emily perguntou preocupada.
— Não necessariamente. É comum uma ventania aqui.
Minutos depois, o barco ganhou velocidade outra vez, e Emily entreviu uma construção logo à frente.
— Aquela é a sua casa?
— Sim. — respondeu ele, já desligando o motor ao atracar. — Acha que pode saltar e amarrar a corda na pilastra?
Emily tirou os sapatos, levantou-se e, quando o barco encostou, saltou. O vento soprava-lhe os cabelos em todas as direções e insistia em levantar-lhe a saia de pregas.
— Não consigo encontrar a pilastra! - disse, perdida na escuridão.
Confusa, segurava a corda numa mão e, com a outra, ora tentava afastar o cabelo dos olhos, ora puxava a saia.
David, de pé no barco, ria muito.
— Não solte a corda que eu já vou aí ajudá-la. – ele gritou para ela.
E, num movimento rápido, pulou para fora do barco e tomou-lhe a corda das mãos. Com o outro braço, puxou-a pela cintura e a trouxe para junto de si.
— Você tem as pernas mais sexy de toda Los Angeles. Acho super-erótico ver uma saia sendo levantada pelo vento. Especialmente quando a mulher está usando ligas em lugar de meia-calça.
Emily desvencilhou-se do abraço, trêmula com a voz suave de David. Porém, ele a agarrou com facilidade mais uma vez. Em suas costas, sentia os músculos rijos do braço dele segurando as amarras.
— Devo beijá-la para mostrar-lhe que também me deseja? - David perguntou no ouvido dela.
Naquele instante, uma forte rajada de vento atingiu-os, levantando a saia de Emily até a cintura. David aproveitou a ocasião e segurou-lhe uma das coxas com a mão quente e máscula.
Imobilizada pelo frio e pela emoção, Emily não conteve um gemido involuntário ao senti-lo acariciar-lhe a pele, na parte exposta entre o final da meia e o elástico da calcinha. Para manter o equilíbrio, se viu forçada a permanecer com as pernas afastadas, o que facilitava os movimentos de David.
Ele a puxou de novo contra si, deixando evidente o quanto a desejava. A simples visão que tivera há pouco ao observá-la com a ajuda da luz da lanterna, de pé contra o vento, já o excitara.
As ondas insistiam em arrastar o barco, obrigando-o a segurar a corda com força, num ritmo ondulante muito provocante. David agora aproveitava essa ajuda da natureza e tocava o corpo de Emily num ponto bastante sensível, abandonando-se ao ritmo sugerido pelas ondas.
Imediatamente, deslizou os dedos por baixo do elástico da calcinha e começou a massagear-lhe o sexo úmido e macio. Emily gemeu baixinho. Tudo acontecia rápido demais sem dar-lhe chance de resistir ou pensar.
— Quero beijá-la, sentir estes lábios doces. Quero prová-la inteirinha...
Ela percebeu que não resistiria por muito mais tempo àquela situação, pois já sentia o sangue correndo mais intensamente pelas veias. Decidido, David a beijou apaixonadamente. Sentindo as pernas fraquejarem mais ainda, ela se apoiou contra aquele peito forte, abandonando-se ao sabor do momento. David apertava-a contra si, deixando evidente o quanto a desejava, satisfeito com as reações que provocava nela. Num gesto involuntário, Emily entreabriu os lábios convidativos. Sem perda de tempo, ele explorou-lhe a boca com a língua quente, fazendo-a gemer de prazer.
— Quero fazer amor com você, Emily... — David sussurrou, aproximando os lábios do ouvido dela.
Cada palavra murmurada por ele provocava um tremor involuntário em Emily. Era impossível resistir àquele homem. Sua voz trazia-lhe à mente lembranças maravilhosas, excitando-a ainda mais.
O vento uivava entre as árvores, despenteando-lhes os cabelos e agitando as águas do lago.
Emily apoiou-se em David que agora a enlouquecia de prazer com carícias provocantes. Atordoada, jogou a cabeça para trás, deliciando-se com o vento frio em seu rosto. Jamais experimentara tanto prazer nos braços de outro homem.
David a fitava com desejo, sem deixar de acariciá-la e, ao senti-la pressionar os quadris contra os seus, afagou-lhe o sexo com mais intimidade.
— Um ano perdido. — David disse-lhe com a voz rouca de paixão. — Deite-se. Há muito tempo que espero por este momento e não vou perdê-lo por nada...
A magia do cenário era agora complementada pela lua que surgia dentre as árvores. O vento soprava cada vez mais forte.
— Eu disse para você se deitar, Emily...
Ao comando da voz rouca, ela estremeceu. David amarrou o barco à pilastra e voltou para junto dela.
— David, não... — ela protestou com voz fraca.
Emily precisava de tempo para pensar, queria compreender o que acontecia. Mas o desejo que sentia e impediu de tentar.
Em meio à escuridão, sentiu as mãos dele novamente apertarem-lhe a cintura e em seguida a saia escorregando até o chão. Um tanto amedrontada, deu um passo para trás, mas a fúria do vento estava agora na força com que ele a segurava.
— Emily, por favor, deite-se...
O vento gelado tocava-lhe as pernas e os quadris e o luar fazia suas meias cintilarem no escuro. Impaciente com sua indecisão, David ajoelhou-se à frente dela.
Emily via o luar produzir reflexos azulados nos cabelos escuros, mas a visão excitante foi logo apagada pelo súbito calor da boca de David em seu sexo. Apoiou-se nele para não cair, enterrando os dedos entre as ondas sedosas de seus cabelos.
— Oh, David... David!
Mas a única resposta aos seus protestos foi uma carícia enlouquecedora na parte interna das coxas. O prazer torturante a impedia de ver, ouvir ou falar. Sentir era o mais importante. Uma deliciosa sensação percorreu-lhe o corpo, fazendo-a fraquejar.
Ele a tomou nos braços e deitou-a com impaciência sobre o ancoradouro. Pousando-lhe as mãos nos quadris, tirou-lhe a calcinha e as meias, despindo-a da cintura para baixo.
Com insistência, a boca de David explorava-lhe com maior liberdade as partes mais íntimas. Alucinada, Emily gemia, se contorcendo de prazer.
A madeira do cais rangia com a violência das águas. As árvores balançavam ao vento, produzindo um ruído doce como um murmúrio. A natureza era a única a testemunhar aqueles momentos.
Durante todos os meses em que estiveram separados, disfarçando a forte atração que sentiam enquanto trabalhavam juntos, David não se esquecera de nenhum detalhe daquele corpo escultural que clamava pelo seu e quando Emily puxou-lhe os cabelos, ele não interrompeu as carícias.
Agora, a boca quente e úmida tornava-se mais exigente, numa intimidade audaciosa.
— David!
Numa seqüência de espasmos, Emily gemia. Quando o último tremor do orgasmo sacudiu-a, ele levantou o rosto e fitou-a.
— Eu não consigo ficar longe de você... – David sussurrou. – Não mais.
Devagar, Emily sentou-se de frente para ele. Estendendo o braço, apanhou a saia e o resto das roupas e ficou de pé. Em silêncio, vestiu-se e arrumou os cabelos como pôde sob o olhar constante de David, que também se levantou.
Curvando-se, ele ajudou-a a calçar os sapatos e apanhou os mantimentos. Acendendo a lanterna, certificou-se de que o barco estava amarrado e disse:
— Por aqui.
Com as pernas trêmulas, ela o seguiu pelo caminho de pedras que levava à casa.
Com o gerador ligado, as luzes acenderam-se, e Emily olhou à sua volta. O chalé, embora pequeno, era extremamente aconchegante, acolhedor. Uma enorme lareira dominava uma das paredes da sala e, de frente para ela, havia um lindo sofá. No chão de tábuas largas havia um tapete de lã de carneiro que dava ao ambiente um ar ainda mais rústico. Do outro lado, a enorme janela oferecia uma visão panorâmica do lago e suas cercanias.
Sob a janela, ficava uma mesa e um computador.
— A cozinha é aqui. — disse ele.
Decorada com armários de pinho e peças de cobre, a cozinha também tinha a janela voltada para o lago.
— Puxa! A casa é linda. Não se pode chamá-la de chalé... — comentou, sentindo-se bastante à vontade.
— Obrigado. Na verdade, começou como chalé, mas com as reformas transformou-se numa casinha bem gostosa.
Emily apanhou a bolsa enquanto David continuava a desembrulhar os mantimentos. Alguns iam para o freezer, outros para o armário e ela admirou-se com a quantidade de comida estocada.
— Há muita gente morando perto da enseada. No verão, as casas de campo ficam lotadas e durante o inverno vêm os pescadores.
David foi até o fogão, preparar um café.
Em seus olhos ela notou uma expressão estranha, indecifrável, que a fez estremecer. Após saborear a bebida, achou melhor ir ao toalete recompor-se, pois não queria alimentar quaisquer outras intenções da parte dele.
— Onde fica o banheiro? – Emily perguntou.
Um pequeno corredor do lado oposto da sala conduzia aos dois dormitórios e ao banheiro.
Ao examinar-se no espelho, concluiu que afinal agira bem, sua aparência estava longe da imagem serena e impecável que cultivava. Os cabelos castanhos caíam despenteados pelos ombros; as faces estavam coradas pela excitação e os olhos adquiriram um tom mais escuro.
Enquanto se penteava, concluiu contrariada que o plano de David a punha numa situação muito delicada, que a fazia vulnerável. Que atitude deveria tomar? Sua reação às carícias dele deixou-a perplexa, pois já se julgava imune ao charme de David Boreanaz. Mas, dali em diante, sabia que não poderia mais contar com seu autocontrole e isto destruía seus planos para um fim de semana pacato e repousante.
Ajeitando a saia viu o quanto seus pensamentos estavam sendo contraditórios: a atração que sentiam um pelo outro era quase incontrolável e David nunca se contentaria com alguns beijinhos inocentes. Só de pensar no que poderia acontecer, sentiu a pulsação se acelerar e, resoluta, apagou a luz do banheiro. Intimamente tentava convencer-se de que o excesso de trabalho era o responsável por tanto descontrole.
Na sala, David aguardava com a lareira acesa e todas as luzes apagadas, com exceção de um abajur. Sobre a mesinha de centro, duas taças de vinho.
Aproximando-se, Emily sentou-se numa das poltronas e apanhou uma das taças. Ajoelhado perto da lareira, David atiçava o fogo.
— Adoro o fogo... — ele disse, levantando-se e apanhando a outra taça.
Erguendo-a num brinde, fitou-a com um riso malicioso nos lábios.
Ao sentir que enrubescera, Emily baixou os olhos, incapaz de encará-lo. As mãos tremiam e o coração batia disparado com as lembranças do ancoradouro. Quando levantou o rosto novamente, seus olhares se cruzaram. Naquele instante, Emily teve a certeza de que ainda amava David. Aquele David a sua frente, e não seu noivo, que por ironia do destino tinha o mesmo nome dele.
Após sustentar o olhar por alguns segundos, baixou o rosto. O gole do vinho aqueceu-lhe a garganta, espalhando uma certa excitação por seu corpo. Antecipando o que estava para acontecer, arrepiou-se e encostou a cabeça no espaldar da poltrona, dirigindo um olhar lânguido em direção a David. Era evidente que ele a desejava.
Ele se aproximou. A pele de David, o cabelo, as roupas cheiravam a sândalo, e a boca trazia o sabor do vinho, despertando todos os sentidos de Emily.
Ela permanecia sentada, enquanto ele, curvado à sua frente, beijava-lhe tentadoramente os lábios. Correspondendo à carícia, ela ergueu a mão e esfregou-lhe o peito sob a camisa macia. Afastando-se, ele depositou as taças sobre a mesinha. Então, estirando-se sobre o tapete, puxou-a da poltrona, deitando-a sobre si.
As chamas da lareira produziam reflexos tremulantes nos cabelos escuros e as do desejo faziam os olhos de David ainda mais brilhantes. A língua quente e macia descrevia pequenos círculos no pescoço delicado, fazendo-a se contorcer. Uma sensação deliciosa a entorpecia. David conseguia excitá-la como nenhum outro homem.
Sentindo o membro rijo contra o ventre, Emily moveu-se ligeiramente. A imagem daquele corpo nu veio-lhe, então, à mente, despertando-lhe o desejo de prová-lo mais uma vez.
Mordiscando-lhe a orelha, David ergueu-lhe a saia e afastou-lhe as pernas, tentando encontrar uma posição melhor. Agora, movendo-se com mais facilidade, pressionava o membro ereto contra ela em movimentos insinuantes. Ao ouvi-la gemer baixinho, sorriu satisfeito e, intensificando o ritmo, segurou-lhe os quadris com força.
Ardendo de desejo, Emily levantou o rosto e o encarou sorrindo. Involuntariamente começou a mover os quadris em resposta ao convite de David, cuja língua agora lhe explorava a boca.
— Oh, David... – ela sussurrou contra a boca dele.
— Vamos para a cama? — perguntou ele, guiando a mão dela para o seu sexo.
Mas Emily não queria ser interrompida naquele instante em que seu corpo clamava pelo dele com urgência.
— Eu quero você agora, David. Aqui...
O pedido surpreendeu-o pois não imaginava que Emily o desejasse a tal ponto. Então, com um único movimento, rolou-a consigo e inverteu as posições. Era ele agora que a pressionava contra o tapete macio. Com agilidade, abriu o zíper da calça e, em seguida, tirou-lhe a calcinha. Extremamente excitado, penetrou-a sem delicadeza numa urgência incontrolável.
Ao senti-lo dentro de si, Emily gemeu alto, mas, por um momento, David manteve-se imóvel, olhando-a bem dentro dos olhos, deliciando-se com a visão de tê-la tão excitada em seus braços, depois de tanto tempo. Então, devagar, recomeçou a mover-se num ritmo sempre crescente.
Amaram-se de modo quase selvagem, os corações acelerados, o ritmo de seus corpos se acelerando cada vez mais... até que o orgasmo os atingisse., quase ao mesmo tempo.
Após um sono breve, um toque suave nos cabelos a despertou. Abrindo os olhos, encontrou a sala exatamente como antes, tendo David a seu lado.
— Que loucura, não? — Emily comentou.
— Sempre foi assim com você. — respondeu ele.
Mas Emily não se recordava de outra vez como aquela, quando não tiveram tempo nem de se despir completamente. Jamais experimentara prazer tão intenso, tão primitivo.
— O que acontece conosco? — perguntou-lhe confusa
Ele se curvou sobre ela e acariciou-lhe os cabelos.
— Sei tanto quanto você. — disse, bastante sério. — Mas seja o que for, é maravilhoso. Não vamos fugir outra vez, está bem?
Emily baixou os olhos, a tristeza visível em sua expressão. David ergueu seu queixo para encará-la. Ela mordeu o lábio.
_ Emy...
_ Não podemos ficar juntos, David. Você sabe disso...
_ Eu pedi o divórcio a Jaime. – David disse de repente.
Emily arregalou os grandes olhos azuis.
_ Sério? – ela perguntou confusa.
_ Sim. Agora resta saber se você vai desistir da loucura de se casar com outro homem. – ele disse muito sério. O ciúme corroendo-o por dentro.
Emily sorriu. E acariciou o rosto dele.
_ Eu amo você. – ela disse.
David suavizou a expressão e também sorriu.
_ Devo encarar isso com um sim? Você vai desistir da loucura desse casamento?
Ao invés de responder, Emily o puxou para um beijo. Um beijo longo, quente, profundo e delicioso. Que jamais poderia ser visto como de despedida.
FIM
Nenhum comentário:
Postar um comentário