Título:Merry Christmas, Kate.
Autor: Just for Stana
Categoria: AU , Multitemporadas
Classificação: NC-17
Capítulos: 4
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Desde que o conheceu, nada em sua vida voltou a ser comum. Muito menos o Natal.
Autor: Just for Stana
Categoria: AU , Multitemporadas
Classificação: NC-17
Capítulos: 4
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Desde que o conheceu, nada em sua vida voltou a ser comum. Muito menos o Natal.
Ele não avisou antes porque, se avisasse, ela não aceitaria. E se
aceitasse, diria que não tinha roupa adequada. E se tivesse a roupa, o
vestido que ele lhe deu quase cinco anos atrás, não teria as jóias.
Resolvido problema das jóias, ainda ficaria faltando os sapatos, a
bolsa, a maquiagem... Castle como um bom conhecedor da mente feminina,
juntou todos os apetrechos numa coisa só. Não haveria desculpa nenhuma
naquela noite.
Meia hora depois, Kate estava quase pronta para
sair do seu quarto. Linda, estonteantemente bela, com um vestido
vermelho que se amoldava perfeitamente às curvas do seu corpo. Admirou
sua própria imagem mais um pouco na frente do espelho. Ela estava
realmente bonita. Na verdade sentia-se maravilhosa. Incrível como Castle
conhecia seu corpo sem realmente nunca ter tocado. Ela sorriu. Ele iria
gostar de vê-la assim.
Nao era um pensamento que geralmente
ocorreria na cabeça de Kate Beckett, mas talvez ela já estivesse ficando
cansada de ficar fazendo joguinhos. Já fazia tanto tempo que não sabiam
como nada ainda não havia acontecido. Bem teve aquele beijo, mas aquele
nao conta... Mas hoje... Quem sabe...
"Katherine Beckett! Pare já com isso! Não seja uma adolescente boba..." - sua mente gritava em sua cabeça.
"Porque não? " - contrariava seu coração, cheio de expectativas.
Ela
deve ter ficado perdida um bom tempo nesse debate interior, pois só se
deu conta de que ainda estava dentro do quarto quando ouviu a voz de
Castle chamando-a do outro lado da porta.
- Só um minuto! - gritou, enquanto dava os últimos retoques na maquiagem.
Conferiu
a perfeição do penteado, já que tinha arrumado os cabelos levemente
presos para cima, para variar um pouco. Saiu meio que correndo em
direção à porta, mas antes – "A bolsa!"- lembrou.
Ao abrir a
porta e sair em alta velocidade esbarrou com violência contra o
escritor, que ainda permanecia parado ali. O contato corpo a corpo
eriçou ambas as peles e a troca de olhares foi intensa. Ela se esforçou
pra não se concentrar naquela boca tão próxima à dela, enquanto ele se
perdeu naqueles olhos verdes acentuados pela sombra levemente
esfumaçada, e na essencia de cerejas que ela exalava. As pupilas ja
estavam dilatadas pelo desejo quando foram surpreendidos pela campainha.
- Er... - disse Beckett, meio confusa pelo momento. - Quem será essa hora? Não estou estou esperando ninguém...
-
Não se preocupe... Eu estou. - respondeu Rick, com um sorriso que
iluminava o próprio olhar, deixando Beckett confusa. - Então Detetive,
pronta pra um Natal inesquecível?
Ele estendeu uma das mãos e ela
entregou a dela com um sorriso. Caminharam pelo corredor em direção à
sala que estava completamente às escuras.
- Castle, o que você fez com a luz da minha sala? - perguntou ela, enquanto tateava com ele na imensa escuridão.
- Oh, você já vai saber, Detetive. - disse Castle animado, enquanto procurava o interruptor.
No
momento em que as luzes se acenderam, Beckett não conseguiu evitar que
sua boca abrisse automaticamente. Sua sala estava completamente decorada
com todos os enfeites de Natal possíveis e imagináveis inclusive uma
imensa árvore cheia de cores e luzes.
Castle era atrevido, ela
sabia, mas isso superava as suas expectativas. Como ele havia conseguido
organizar todas aquelas coisas em apenas meia hora? Pensou em
perguntar, mas sabia que Castle sempre conhecia alguém em algum lugar.
Talvez, quem sabe, deveria conhecer alguns duendes, ou até mesmo o
próprio Papai Noel... Ela riu. Ele, na verdade havia ficado apreensivo
pela surpresa, mas a forma como os olhos dela se iluminaram o fez
entender que estava no caminho certo. Agora ele poderia dar continuidade
a segunda parte da surpresa.
- Castle o que você fez aqui?...
Comprou a loja toda de enfeites? - Kate dizia ainda maravilhada, se
deliciando com o trenzinho que passeava por debaixo da árvore.
- Você tinha um parecido quando era criança lembra?
A voz familiar atingiu em cheio a memória de Kate que levantou subitamente para se lançar nos braços de Jim.
- Pai! – disse, sem esconder a emoção.
- Também sinto saudades, minha filha. – falou o senhor com lágrimas no olhar. – Me deixe ver você. Está linda!
- Obrigada, papai! – disse ela com um sorriso molhado.
- Desculpe Senhor, pode nos emprestar sua belíssima filha um pouco?
Kate desviou o olhar e se surpreendeu com os trajes de "mamãe Noel" da senhora Rodgers.
- Martha! – exclamou boquiaberta. – Você está tão... sexy!
Ambas se abraçaram e em seguida foi a vez de Alexis, que estava vestida de duende. Só então Beckett se deu conta.
- Meu Deus! Vocês estão todos fantasiados! – disse ela entre risos. - Por quê?
- Eu também queria estar. – comentou Castle, fazendo beicinho. – Mas aí, iria estragar a surpresa.
-
É claro que você queria... – falava Kate, mas foi interrompida por uma
sonora gargalhada que automaticamente escapou ao ver seu pai usando uma
barba branca e comprida, com um gorro de Natal.
- HOHOHO! Jingle Bells! – brincava o senhor Beckett, extremamente à vontade.
Kate
não conseguia controlar sua animação. De longe, esse já era o melhor
Natal desde que sua mãe havia partido. Castle logicamente percebeu, mas
permaneceu de longe vendo a cena até que viu Beckett lançar um olhar pra
ele e sussurrar um "Thank you"para ele com um rosto super emocionado. Agora, ele estava completamente satisfeito.
- Bem gente, o que vocês acham de comermos? – falou o escritor, tomando a frente da festa.
Sentaram-se
todos ao redor da enorme quantidade de comida que havia sobre a pequena
mesa de jantar da policial. Ela ainda tentava descobrir como ele havia
feito tudo aquilo sem que ela desconfiasse de absolutamente nada. Para
uma detetive isso era frustrante, mas ao mesmo tempo... delicioso.
- Antes de ceiarmos... – disse Castle, tilintando um garfo em uma taça. – Vamos ao brinde!
"Claro, o brinde."– Beckett pensou, revirando os olhos em sua mente.
- Vou começar e então depois cada um fala em sua vez, correto?
Todos concordaram e Castle limpou a garganta de uma forma engraçada.
-
Estamos aqui reunidos, nessa maravilhosa noite - começou ele, estufando
o peito e enfeitando a voz. - Para juntos celebrarmos essa emocionante e
espiritual festa que é o Natal... Natal é tempo de...
Ele foi interrompido por um côro de gargalhadas, que o levou a rir também.
-
Okey, okey. Eu sou um escritor, meu negócio são papéis e não taças...
ou garfos... – disse gesticulando os objetos em suas mãos.
A
verdade é que ele estava tentando esconder seu próprio nervosismo. Não
que ele não estivesse acostumado a falar em público, ou inventar um belo
discurso de última hora. Mas ali diante dele estava Beckett e ao seu
lado o pai dela, além de sua mãe e filha. Não queria fazer feio.
-
Indo direto ao ponto. – disse ele pedindo uma nova oportunidade. –
Estamos aqui todos para celebrarmos o Natal de uma pessoa muito
importante em nossas vidas. Katherine Beckett.
O coração dela descompassou. Ele não era acostumado a chamá-la assim, mas quando o fazia realmente mexia com ela.
-
Então, querida Kate... Hoje eu gostaria de dizer o quanto admiro você e
que, mesmo depois de todos esses anos ao seu lado, você consegue me
surpreender a cada dia, seja com seu caráter, sua personalidade forte ou
simplesmente com sua beleza. É uma honra trabalhar com você todos os
dias...
Não era difícil de imaginar que ele se perderia no meio do
discurso e ficaria apenas olhando para ela. Também não era estranho que
nenhum dos dois percebesse que haviam esquecido as pessoas a sua volta
reduzindo sua atenção apenas um ao outro. Afinal, eram Castle e Beckett.
-
Humn, humn... – Martha pigarreou. – Acho que devíamos ter deixado
Richard discursar por último. Tinha certeza que ele roubaria toda a
atenção. – concluiu convocando aplausos para o discurso de seu filho.
Todos
riram entre os aplausos e Beckis deu um gole de leve em sua taça pra
justificar o rubor que ameaçava tomar conta de seu rosto.
- Então,
minha vez. - disse Martha, levantado sua taça cheia de champagne. - Eu
gostaria de comentar um pouco sobre essa pessoa maravilhosa que rouba
meu filho todos os dias de casa...
Beckett sufocou um pouco de sua própria bebida, mas logo voltou a respirar com seu pai dando leves batidinhas em suas costas.
-
Sinto muito, mas é verdade. – disse a senhora com o semblante sereno. –
Eu pude acompanhar meu filho nos momentos depressivos de quando ele
escrevia Derrick Storm. Parecia um filhote abandonado debaixo das
cobertas em busca de inspiração, e então Detetive Beckett, você
apareceu.
Houve uma pausa, não proposital, e isso proporcionou tempo a Castle e Beckett se lembrarem da época em que se conheceram.
-
Então, Detetive Beckett... – Martha retomou o discurso para concluir. –
Obrigada por ter trazido Richard Castle de volta àos livros.
Ela
sorriu agradecida, enquanto mais aplausos ecoavam pelo lugar, e se
preparou para ouvir a próxima pessoa que iria propor algo para o brinde.
Alexis.
- Bom, antes de eu falar algo queria pedir desculpas para a Detetive Beckett e...
Kate a interrompeu.
-
Desculpe, mas se eu ouvir algum de vocês me chamando de Detetive
Beckett de novo eu juro que vou enlouquecer. – ela protestou. – Por
favor, vocês estão em minha casa, jantando comigo e aqui eu sou apenas
Kate. E você, Alexis, não precisa se desculpar comigo por nada e... –
argumentava ela, superconstrangida.
A ruiva sorriu despreocupando-a e Beckis achou melhor deixá-la prosseguir.
-
Então como eu estava dizendo... Kate... – Alexis prosseguiu. – Queria
pedir desculpas pelo modo como a tratei há algumas semanas. Sei que fui
grosseira e fria das últimas vezes que nos encontramos, mas quero dizer
que não é nada pessoal. De verdade. Eu realmente gosto muito de você e
vejo o quanto você é importante para o meu pai, então você é importante
para nós também.
A garota realmente conseguiu emocionar a detetive
que não conseguiu segurar uma lágrima que rolou do canto de seu olho.
Kate se importava com o que a filha de Castle pensava a seu respeito,
pelo motivo lógico e ouvir aquelas palavras era realmente um alívio.
Rick, sempre atento, estendeu um lencinho para que ela não borrasse sua
maquiagem. Ela recebeu e sorriu, tentando parecer menos afetada.
-
E eu também queria agradecer por não matar meu pai, pois sei o quanto
ele consegue ser irritante antes mesmo de se dar conta...
- Hey... Eu sou seu pai! – Castle disse, fingindo exigir respeito.
- Eu sei pai. Também amo você. - disse Alexis. – Então, Detetiv... Desculpe, Kate, obrigada.
Jim
Beckett ouvia tudo com muita atenção. A maneira como aquelas pessoas
falavam de sua filha e a forma como ela era afetada por cada comentário.
Fazia tempo que ele não a via tão feliz.
- Kate... – seu pai chamou sua atenção.
Beckett
virou-se para ele, com uma expressão leve e ao mesmo tempo alegre e
emotiva. Sua filha parecia estar completa, ainda que faltasse um pedaço
na vida de ambos. Johanna.
- Eu olho para você e vejo sua mãe. –
ele começou, tentando engolir um nó que se formava em sua garganta. – A
mesma força, a mesma inteligência. A nobreza que era tão típica dela, a
beleza e também a teimosia.
Kate ouvia tudo com atenção assim como os outros.
-
Olhe só ao seu redor. Você tem pessoas maravilhosas aqui que seriam
capazes de fazer qualquer coisa por você, e não falo apenas de mim. –
disse ele olhando de leve para Castle, ao que Kate percebeu e se sentiu
como uma adolescente.
- Você tem tudo que precisa para ser feliz!
Sua mãe gostaria disso... e eu também. – falou ele levantando a taça. –
Amo você, querida.
Beckett sentiu que não ia conseguir evitar o
choro, e então se escondeu nos braços de seu pai que estava
imediatamente ao seu lado. Ela lhe deu um abraço apertado, ao que ele
lhe devolveu com a mesma força. Alguns minutos e Kate conseguiu
controlar a emoção. Ainda assim revelou um rosto avermelhado, apesar da
maquiagem "water proof"estar ainda intacta. Seu pai, acariciou
sua bochecha, limpando uma lágrima que escorria por ali. A detetive
epositou um beijo no rosto do velho senhor e depois sorriu para ele,
como se fosse uma promessa de que poderia, pelo menos, tentar.
Continuaaa...
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