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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

[Castle fic] Merry Christmas Kate! - Cap. 2

Título:Merry Christmas, Kate.
Autor: Just for Stana
Categoria: AU , Multitemporadas
Classificação: NC-17
Capítulos: 4
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Desde que o conheceu, nada em sua vida voltou a ser comum. Muito menos o Natal.



Ele não avisou antes porque, se avisasse, ela não aceitaria. E se aceitasse, diria que não tinha roupa adequada. E se tivesse a roupa, o vestido que ele lhe deu quase cinco anos atrás, não teria as jóias. Resolvido problema das jóias, ainda ficaria faltando os sapatos, a bolsa, a maquiagem... Castle como um bom conhecedor da mente feminina, juntou todos os apetrechos numa coisa só. Não haveria desculpa nenhuma naquela noite.
Meia hora depois, Kate estava quase pronta para sair do seu quarto. Linda, estonteantemente bela, com um vestido vermelho que se amoldava perfeitamente às curvas do seu corpo. Admirou sua própria imagem mais um pouco na frente do espelho. Ela estava realmente bonita. Na verdade sentia-se maravilhosa. Incrível como Castle conhecia seu corpo sem realmente nunca ter tocado. Ela sorriu. Ele iria gostar de vê-la assim.
Nao era um pensamento que geralmente ocorreria na cabeça de Kate Beckett, mas talvez ela já estivesse ficando cansada de ficar fazendo joguinhos. Já fazia tanto tempo que não sabiam como nada ainda não havia acontecido. Bem teve aquele beijo, mas aquele nao conta... Mas hoje... Quem sabe...
"Katherine Beckett! Pare já com isso! Não seja uma adolescente boba..." - sua mente gritava em sua cabeça.
"Porque não? " - contrariava seu coração, cheio de expectativas.
Ela deve ter ficado perdida um bom tempo nesse debate interior, pois só se deu conta de que ainda estava dentro do quarto quando ouviu a voz de Castle chamando-a do outro lado da porta.
- Só um minuto! - gritou, enquanto dava os últimos retoques na maquiagem.
Conferiu a perfeição do penteado, já que tinha arrumado os cabelos levemente presos para cima, para variar um pouco. Saiu meio que correndo em direção à porta, mas antes – "A bolsa!"- lembrou.
Ao abrir a porta e sair em alta velocidade esbarrou com violência contra o escritor, que ainda permanecia parado ali. O contato corpo a corpo eriçou ambas as peles e a troca de olhares foi intensa. Ela se esforçou pra não se concentrar naquela boca tão próxima à dela, enquanto ele se perdeu naqueles olhos verdes acentuados pela sombra levemente esfumaçada, e na essencia de cerejas que ela exalava. As pupilas ja estavam dilatadas pelo desejo quando foram surpreendidos pela campainha.
- Er... - disse Beckett, meio confusa pelo momento. - Quem será essa hora? Não estou estou esperando ninguém...
- Não se preocupe... Eu estou. - respondeu Rick, com um sorriso que iluminava o próprio olhar, deixando Beckett confusa. - Então Detetive, pronta pra um Natal inesquecível?
Ele estendeu uma das mãos e ela entregou a dela com um sorriso. Caminharam pelo corredor em direção à sala que estava completamente às escuras.
- Castle, o que você fez com a luz da minha sala? - perguntou ela, enquanto tateava com ele na imensa escuridão.
- Oh, você já vai saber, Detetive. - disse Castle animado, enquanto procurava o interruptor.
No momento em que as luzes se acenderam, Beckett não conseguiu evitar que sua boca abrisse automaticamente. Sua sala estava completamente decorada com todos os enfeites de Natal possíveis e imagináveis inclusive uma imensa árvore cheia de cores e luzes.
Castle era atrevido, ela sabia, mas isso superava as suas expectativas. Como ele havia conseguido organizar todas aquelas coisas em apenas meia hora? Pensou em perguntar, mas sabia que Castle sempre conhecia alguém em algum lugar. Talvez, quem sabe, deveria conhecer alguns duendes, ou até mesmo o próprio Papai Noel... Ela riu. Ele, na verdade havia ficado apreensivo pela surpresa, mas a forma como os olhos dela se iluminaram o fez entender que estava no caminho certo. Agora ele poderia dar continuidade a segunda parte da surpresa.
- Castle o que você fez aqui?... Comprou a loja toda de enfeites? - Kate dizia ainda maravilhada, se deliciando com o trenzinho que passeava por debaixo da árvore.
- Você tinha um parecido quando era criança lembra?
A voz familiar atingiu em cheio a memória de Kate que levantou subitamente para se lançar nos braços de Jim.
- Pai! – disse, sem esconder a emoção.
- Também sinto saudades, minha filha. – falou o senhor com lágrimas no olhar. – Me deixe ver você. Está linda!
- Obrigada, papai! – disse ela com um sorriso molhado.
- Desculpe Senhor, pode nos emprestar sua belíssima filha um pouco?
Kate desviou o olhar e se surpreendeu com os trajes de "mamãe Noel" da senhora Rodgers.
- Martha! – exclamou boquiaberta. – Você está tão... sexy!
Ambas se abraçaram e em seguida foi a vez de Alexis, que estava vestida de duende. Só então Beckett se deu conta.
- Meu Deus! Vocês estão todos fantasiados! – disse ela entre risos. - Por quê?
- Eu também queria estar. – comentou Castle, fazendo beicinho. – Mas aí, iria estragar a surpresa.
- É claro que você queria... – falava Kate, mas foi interrompida por uma sonora gargalhada que automaticamente escapou ao ver seu pai usando uma barba branca e comprida, com um gorro de Natal.
- HOHOHO! Jingle Bells! – brincava o senhor Beckett, extremamente à vontade.
Kate não conseguia controlar sua animação. De longe, esse já era o melhor Natal desde que sua mãe havia partido. Castle logicamente percebeu, mas permaneceu de longe vendo a cena até que viu Beckett lançar um olhar pra ele e sussurrar um "Thank you"para ele com um rosto super emocionado. Agora, ele estava completamente satisfeito.
- Bem gente, o que vocês acham de comermos? – falou o escritor, tomando a frente da festa.
Sentaram-se todos ao redor da enorme quantidade de comida que havia sobre a pequena mesa de jantar da policial. Ela ainda tentava descobrir como ele havia feito tudo aquilo sem que ela desconfiasse de absolutamente nada. Para uma detetive isso era frustrante, mas ao mesmo tempo... delicioso.
- Antes de ceiarmos... – disse Castle, tilintando um garfo em uma taça. – Vamos ao brinde!
"Claro, o brinde."– Beckett pensou, revirando os olhos em sua mente.
- Vou começar e então depois cada um fala em sua vez, correto?
Todos concordaram e Castle limpou a garganta de uma forma engraçada.
- Estamos aqui reunidos, nessa maravilhosa noite - começou ele, estufando o peito e enfeitando a voz. - Para juntos celebrarmos essa emocionante e espiritual festa que é o Natal... Natal é tempo de...
Ele foi interrompido por um côro de gargalhadas, que o levou a rir também.
- Okey, okey. Eu sou um escritor, meu negócio são papéis e não taças... ou garfos... – disse gesticulando os objetos em suas mãos.
A verdade é que ele estava tentando esconder seu próprio nervosismo. Não que ele não estivesse acostumado a falar em público, ou inventar um belo discurso de última hora. Mas ali diante dele estava Beckett e ao seu lado o pai dela, além de sua mãe e filha. Não queria fazer feio.
- Indo direto ao ponto. – disse ele pedindo uma nova oportunidade. – Estamos aqui todos para celebrarmos o Natal de uma pessoa muito importante em nossas vidas. Katherine Beckett.
O coração dela descompassou. Ele não era acostumado a chamá-la assim, mas quando o fazia realmente mexia com ela.
- Então, querida Kate... Hoje eu gostaria de dizer o quanto admiro você e que, mesmo depois de todos esses anos ao seu lado, você consegue me surpreender a cada dia, seja com seu caráter, sua personalidade forte ou simplesmente com sua beleza. É uma honra trabalhar com você todos os dias...
Não era difícil de imaginar que ele se perderia no meio do discurso e ficaria apenas olhando para ela. Também não era estranho que nenhum dos dois percebesse que haviam esquecido as pessoas a sua volta reduzindo sua atenção apenas um ao outro. Afinal, eram Castle e Beckett.
- Humn, humn... – Martha pigarreou. – Acho que devíamos ter deixado Richard discursar por último. Tinha certeza que ele roubaria toda a atenção. – concluiu convocando aplausos para o discurso de seu filho.
Todos riram entre os aplausos e Beckis deu um gole de leve em sua taça pra justificar o rubor que ameaçava tomar conta de seu rosto.
- Então, minha vez. - disse Martha, levantado sua taça cheia de champagne. - Eu gostaria de comentar um pouco sobre essa pessoa maravilhosa que rouba meu filho todos os dias de casa...
Beckett sufocou um pouco de sua própria bebida, mas logo voltou a respirar com seu pai dando leves batidinhas em suas costas.
- Sinto muito, mas é verdade. – disse a senhora com o semblante sereno. – Eu pude acompanhar meu filho nos momentos depressivos de quando ele escrevia Derrick Storm. Parecia um filhote abandonado debaixo das cobertas em busca de inspiração, e então Detetive Beckett, você apareceu.
Houve uma pausa, não proposital, e isso proporcionou tempo a Castle e Beckett se lembrarem da época em que se conheceram.
- Então, Detetive Beckett... – Martha retomou o discurso para concluir. – Obrigada por ter trazido Richard Castle de volta àos livros.
Ela sorriu agradecida, enquanto mais aplausos ecoavam pelo lugar, e se preparou para ouvir a próxima pessoa que iria propor algo para o brinde. Alexis.
- Bom, antes de eu falar algo queria pedir desculpas para a Detetive Beckett e...
Kate a interrompeu.
- Desculpe, mas se eu ouvir algum de vocês me chamando de Detetive Beckett de novo eu juro que vou enlouquecer. – ela protestou. – Por favor, vocês estão em minha casa, jantando comigo e aqui eu sou apenas Kate. E você, Alexis, não precisa se desculpar comigo por nada e... – argumentava ela, superconstrangida.
A ruiva sorriu despreocupando-a e Beckis achou melhor deixá-la prosseguir.
- Então como eu estava dizendo... Kate... – Alexis prosseguiu. – Queria pedir desculpas pelo modo como a tratei há algumas semanas. Sei que fui grosseira e fria das últimas vezes que nos encontramos, mas quero dizer que não é nada pessoal. De verdade. Eu realmente gosto muito de você e vejo o quanto você é importante para o meu pai, então você é importante para nós também.
A garota realmente conseguiu emocionar a detetive que não conseguiu segurar uma lágrima que rolou do canto de seu olho. Kate se importava com o que a filha de Castle pensava a seu respeito, pelo motivo lógico e ouvir aquelas palavras era realmente um alívio. Rick, sempre atento, estendeu um lencinho para que ela não borrasse sua maquiagem. Ela recebeu e sorriu, tentando parecer menos afetada.
- E eu também queria agradecer por não matar meu pai, pois sei o quanto ele consegue ser irritante antes mesmo de se dar conta...
- Hey... Eu sou seu pai! – Castle disse, fingindo exigir respeito.
- Eu sei pai. Também amo você. - disse Alexis. – Então, Detetiv... Desculpe, Kate, obrigada.
Jim Beckett ouvia tudo com muita atenção. A maneira como aquelas pessoas falavam de sua filha e a forma como ela era afetada por cada comentário. Fazia tempo que ele não a via tão feliz.
- Kate... – seu pai chamou sua atenção.
Beckett virou-se para ele, com uma expressão leve e ao mesmo tempo alegre e emotiva. Sua filha parecia estar completa, ainda que faltasse um pedaço na vida de ambos. Johanna.
- Eu olho para você e vejo sua mãe. – ele começou, tentando engolir um nó que se formava em sua garganta. – A mesma força, a mesma inteligência. A nobreza que era tão típica dela, a beleza e também a teimosia.
Kate ouvia tudo com atenção assim como os outros.
- Olhe só ao seu redor. Você tem pessoas maravilhosas aqui que seriam capazes de fazer qualquer coisa por você, e não falo apenas de mim. – disse ele olhando de leve para Castle, ao que Kate percebeu e se sentiu como uma adolescente.
- Você tem tudo que precisa para ser feliz! Sua mãe gostaria disso... e eu também. – falou ele levantando a taça. – Amo você, querida.
Beckett sentiu que não ia conseguir evitar o choro, e então se escondeu nos braços de seu pai que estava imediatamente ao seu lado. Ela lhe deu um abraço apertado, ao que ele lhe devolveu com a mesma força. Alguns minutos e Kate conseguiu controlar a emoção. Ainda assim revelou um rosto avermelhado, apesar da maquiagem "water proof"estar ainda intacta. Seu pai, acariciou sua bochecha, limpando uma lágrima que escorria por ali. A detetive epositou um beijo no rosto do velho senhor e depois sorriu para ele, como se fosse uma promessa de que poderia, pelo menos, tentar.

Continuaaa...

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