Páginas

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

(Castle fic] Merry Christmas Kate! - Cap. 1

Título:Merry Christmas, Kate.
Autor: Just for Stana
Categoria: AU , Multitemporadas
Classificação: NC-17
Capítulos: 4
Completa: [x] Yes [ ] No
Resumo: Desde que o conheceu, nada em sua vida voltou a ser comum. Muito menos o Natal.


Parte 1
Natal. Época de confraternizações, alegria, festas! Boas festas. A melhor época do ano reencontrar amigos, rever familiares, exceto... Exceto para uma pessoa.
Sua família há tempos estava esfacelada e nessa época do ano o frio e a neve faziam com que tudo ali dentro ficasse mais frio ainda. Dentro do coração de Beckett.

Ela morava estrategicamente longe de seu pai. Lembrar de que ele ainda estava ali a lembrava também, ironicamente, que ela não estava mais lá. E sempre transformava a alegria de ver seu pai na tristeza de não poder rever sua mãe.

Seu pai sempre tentava festejar junto com seus amigos mais próximos. Sua casa ficava cheia de alguma pequenas famílias que se reuniam naquela aconchegante cabana. À meia noite sempre faziam um brinde à memória de Johanna Beckett e era essa a pior parte para sua filha. Por isso, Jim Beckett não insistia muito que ela estivesse ali. Ele havia encontrado sua forma de amenizar a saudade e ela... Bem, ela havia encontrado a dela.

O Natal para Kate consistia em uma ou duas garrafas de vinho, sentada à varanda do seu quarto com a luz desligada. Em suas mãos, o anel de sua mãe rodopiando entre seus dedos como um símbolo de que talvez ela ainda estivesse por perto. Falava um pouco sozinha, como se sua mãe estivesse sentada à sua frente, compartilhava alegrias, os casos bem sucedidos, e até mesmo os casos maus solucionados, que graças a Deus, eram poucos.

Inevitavelmente chorava. Quando a brisa se tornava mais forte, ela se encolhia em seu cobertor e olhava em direção ao céu escuro que parecia refletir a si mesma. Vez por outra este mesmo céu era iluminado por isolados fogos de artifício que treinavam a comemoração do nascimento de Cristo.

Kate não era muito religiosa, embora isso contrariasse a criação de seus pais. Apesar disso, aproveitava a solidão da meia noite e fazia uma pequena oração, que saía meio que desajeitada pela falta de costume, mas ainda assim, sincera. Essa noite não seria diferente, exceto por... ele.

Castle havia ligado mais cedo para convidá-la, pela milésima vez, para passar o Natal com sua família. E da mesma maneira, pela milésima vez, ela havia dito não. Era uma festa de família e, justamente por isso, Kate não queria se intrometer na festa deles. Isso não seria certo, especialmente depois de ele, acidentalmente, falar para ela sobre o desconforto que Alexis sentia por seu pai ainda estar trabalhando com a polícia. O que não era segredo era que Rick, até hoje, se amaldiçoava por ter deixado isso escapar.

Beckett já havia começado a segunda garrafa quando sua campainha tocou. Um ponto de irritação surgiu em sua testa, mas logo foi absorvido pelo sorriso que se espalhou em seu rosto. Não, ele não desistiria tão fácil assim. Do contrário, não seria Castle.

Ela deixou sua taça ainda pela metade na varanda e seguiu para a porta assumindo um semblante de uma raiva assustadora. Abriu a porta rápido e se preparava para falar algo rude, ainda que de brincadeira, quando foi impactada pela imagem da enorme caixa que parecia flutuar sozinha, exceto pelas duas mãos que a seguravam lateralmente. Castle estava, logicamente, escondido atrás daquele imenso pacote vermelho metálico, que quase cegara a detetive ao refletir a luz do corredor diretamente em seus olhos.

- Auch! – ela resmungou, cobrindo os olhos com uma das mãos. – Castle! Você quer me deixar cega?
- Olá detetive. – disse ele, aparecendo por detrás do presente. - Como você sabia que era eu?
- Imaginei que essa caixa não teria vindo até aqui com suas próprias pernas. - zombou.
- Você é uma mulher muito inteligente... Isso que eu gosto em você. – disse ele fazendo gracejos. – Posso entrar? Isso está começando a ficar pesado. – prosseguiu, com a voz "pesada".
Ela sorriu. Adorava quando ele fazia gracinhas para ela, mesmo que definitivamente ele não precisasse saber disso. O escritor andou pela casa procurando um lugar onde pudesse depositar aquela coisa.
- O que você está fazendo, Castle? – ela perguntou, enquanto o via dirigir-se para o seu quarto.
Ela o seguiu, acima de tudo, curiosa. Rick depositou o grande pacote sobre a cama de Kate virando-se para ela que só nesse momento percebeu que ele estava vestindo um smoking muito bonito e refinado.
- Uau... – ela deixou escapar dos seus lábios, mas logo resolveu emendar a conversa. – Porque você está vestido assim Castle? – disse, meio que ruborizando.
- Primeira regra da noite: nada de perguntas.
- Regras? Mas...
- HAnhan... Isso foi uma pergunta.
- Castle?
- Outra pergunta... Detetive, onde está sua inteligência agora? – ele ia rir, mas ela o comeu com os olhos, não da forma que ele queria diga-se de passagem, então resolveu arrumar as coisas. – Estou brincando, mas ainda assim, nada de perguntas.
Ela coçou um pouco a cabeça e limitou-se a franzir o cenho e cruzar os braços.
- Regra número dois: trouxe um presente para você. – disse ele com um largo sorriso, apontando para o grande pacote sobre a cama dela.
- Pra mim? Mas como assim? Castle, o que eu disse a você sobre presentes? – ela desatou a falar, mas logo percebeu a expressão dele. – Ok... Nada de perguntas. – disse com um suspiro e um revirar de olhos típicos de Kate Beckett.
Ela havia entrado na brincadeira. Castle você é um gênio!
- Arrume-se. – disse ele. - A festa começa em 15 minutos.
- 30! – exigiu ela.
- Certo... te espero na sala. Posso ligar o som? Natal exige música!
- Vai adiantar eu dizer não?
- Não.
Ele saiu do quarto. Ela foi abrir a caixa.

Kate se surpreendeu consigo mesma. Talvez estivesse desacostumada a beber e o vinho estivesse fazendo efeito sobre a sua mente. Castle havia entrado lá, ditado as regras e exigido coisas e ela simplesmente não havia feito nadacontra.
Realmente essa não era a pessoa que ela costumava ser. Talvez fosse a emoção da noite, a vulnerabilidade da data, a química da bebida, ou apenas aquele olhar de perfeito cachorro sem dono que Castle sabia fazer quando queria convencê-la de fazer alguma coisa.
Ela se pegou sorrindo, mordendo uma das unhas de seu polegar. Antes de abrir a caixa olhou para a garrafa de vinho esquecida na varanda e se lembrou das palavras de seu pai quando ela inventou uma desculpa qualquer para não passar a noite com ele e por não ter tido tempo de comprar um presente.
"Kate, milha filha. Só quero te pedir uma coisa. Seja feliz. Divirta-se. Dê a si mesma uma chance. É Natal, deixe as coisas acontecerem! Esse é o melhor presente que você pode me dar."
Ela caminhou até a varanda e guardou o vinho, mas não sem antes olhar de volta para o céu que ao invés da completa escuridão, agora trazia uma simples estrela de um brilho espetacular pendurada exatamente sobre a cabeça de Kate. Ela riu. Com certeza era um sinal. Talvez de sua mãe. Mas ainda assim, um sinal.
Finalmente voltou até a cama e, tomando coragem, abriu o presente. Kate ficou pensativa no que poderia caber numa caixa tão grande, mas era um presente de Castle. Extravagância era com ele mesmo.
Ela ficou perplexa alguns segundos olhando para aquela caixa recém aberta que revelava muito mais do que ela podia imaginar. Uma vez ele havia lhe dado um lindo vestido, que ela ainda guardava com muito carinho, e vez por outra trazia uma ou outra coisa que ele chamava de "simples" mas que o excesso de brilhos e cores contradiziam de longe o simplório. Mas agora, não era apenas um vestido... Não era apenas uma caixa de jóias... Não era apenas algum tipo de acessório. Era sim, uma excelente combinação de todos eles em um traje de gala impecável!
"Eu sabia..."
Ela murmurou para si mesma. Sabia que se ficasse aceitando os presentinhos que Castle vivia lhe dando um dia ele acabaria se excedendo. Como hoje. Kate já estava com a mão na maçaneta da porta de seu quarto para reclamar sobre algo, quando ouviu Rick cantando animadamente a partir de sua sala. Não, ela não poderia estragar a felicidade dele.
As coisas haviam mudado entre eles. Quer dizer, algumas coisas. A amizade, após tantas provações juntos, havia se fortalecido imensuravelmente. Sentiam-se parte um do outro, às vezes até como irmãos não fosse aquela tensão sexual ainda não resolvida que só faltava rasgar as suas peles. Isso ainda permanecia imutável.
Ela respirou fundo e seguiu para o banheiro para se arrumar. O que raios sigificava aquilo? Ele vestido, e muito bem vestido, aquela roupa e acessórios em cima de sua cama... Será que sairiam para algum lugar? E para onde? E porque ele não avisou antes? E... e...
"Nada de perguntas..."
Ela ouviu ecoar em sua própria mente e então se enfiou debaixo do chuveiro.

Continuaaa...





Nenhum comentário:

Postar um comentário