Chapter 5
A troca de olhares havia tornado-se tão fulminante que ameaçava derretê-los. Então se beijaram outra vez. Lentamente, conheciam a textura de seus lábios, a suavidade de suas mãos. Não havia mais dúvidas de quem eram: apenas Nathan e Stana se amando, fora da ficção, assumindo os fatos, vivendo a realidade. Ele acariciava o rosto dela, beijando-a sem pressa e ela seguia o seu ritmo. A confusão que antes assolava suas mentes agora tomava conta apenas de seus corpos que se misturavam com delicadeza.
Delicadeza. Foi assim que se seguiram todos os gestos. Não olhavam-se, mas sabiam o que estava acontecendo pois sentiam a mesma energia emanar de seus corpos e entrelaçarem-se aos poucos. Nathan tirou seu vestido devagar, passando os dedos pela pele despida e macia tão suavemente que a fez arrepiar-se. Saboreava aquele corpo em seus braços como se degustasse uma fruta colhida a seu tempo. Então fora a vez dela tirar-lhe as roupas, espalmando as mãos finas no peito definido.
Aprofundavam-se cada vez mais nos toques e carinhos. O corpo esbelto era emoldurado pelos braços fortes, aumentando o calor entre suas peles. Trocaram então olhares que insinuavam uma urgência latente. Ela o conduziu alguns centímetros em direção a sua cama e ele a envolveu em um beijo profundamente quente. Pararam alguns segundos analisando detalhadamente as feições um do outro como se uma calmaria súbita precedesse uma grande tempestade. E foi exatamente isso que aconteceu. Rolavam pelos lençóis, sentindo suas pernas deslizarem uma pela outra, enquanto os braços eram responsáveis por aumentar a superfície de contato entre eles, indo até o limite de seus corpos. Ela cravava as unhas no travesseiro enquanto ele beijava sua nuca e parte superior das costas, vez por outra encontrando suas bocas em um contorcionismo ardente. Um duplo movimento e as pernas dela enlaçaram a cintura dele arrancando um suspiro abafado dos dois. A união deles prosseguiu em um ritmo enlouquecedor.
As mãos deles se entrelaçaram repousando sobre o travesseiro e os movimentos de ambos começaram a ficar cada vez mais desconcertantes. Ondas de prazer percorriam seus corpos disparando novas sensações e elevando-as à potência máxima. Ele perdeu-se no perfume dos cabelos dela, enquanto ela mordiscou o ombro dele tentando abafar um gemido. Mas nenhum som conseguiu ser emitido pelas cordas vocais de nenhum dos dois, com seus corpos estremecendo daquela forma. Sentiram contra o rosto um do outro apenas vapores de uma respiração trêmula, ofegante e essencialmente oral. Bebiam então a umidade de seus beijos, beijavam-se satisfeitos, enquanto safiras e esmeraldas se encontravam num olhar intenso e incrivelmente embriagado.
O suor destilado por seus corpos ajudava a refrescarem-se do fogo que os havia consumido. Ambos descansavam com uma leveza em suas faces. Ele deitou-se de lado com a cabeça no ombro dela envolvendo-a pelo abdômen. Podia sentir a respiração diafragmática dela acelerada, enquanto ela acariciava o rosto dele delicadamente com as costas das mãos. Permaneceram assim quietos na tentativa de seus corpos se recuperarem da exaustão.
Subitamente algo assombrou a mente dela. Então se virou de costas para ele permanecendo pensativa alguns segundos, se encolhendo sob os lençóis que a cobriam. Ela estava com uma sombra no olhar, mas esta foi dissipada quando ele a puxou para deitá-la sobre seu peito.
- Eii. Não vá embora, fique aqui comigo. – Ele dizia com uma voz feliz e carinhosa enquanto afagava os cabelos dela.
Ela estava feliz por terem se amado, mas ao mesmo tempo um medo invadia sua alma. Ele novamente conseguiu tirá-la de seus pensamentos sombrios dizendo:
- Você sabe que não foi só sexo para mim, não sabe?
- Para mim também não. – Ela suspirou e respondeu timidamente.
Ele depositou um último beijo nos lábios dela e outro no topo de sua cabeça, apertando-a mais em seus braços, dando um profundo suspiro. Permaneceu com ela ali, acariciando seus cabelos até finalmente adormecerem.
O sol incomodou os olhos azuis do ator. Não acreditava que tinha amanhecido tão rápido. Sentiu uma mão delicada acariciar seu peito e inundar seu coração de uma alegria que possuía apenas um nome.
- Stana... – Ele disse ainda meio sonolento, mas já com um sorriso nos lábios.
Ela movimentou sua cabeça e ele abriu os olhos para ver intensos olhos verdes o fitarem de volta. O brilho no olhar dela se intensificou quando encontrou o sorriso dele. Ela se alegrava por aquele sorriso não ter se dissipado com o nascer do sol. Mas uma ruga de preocupação ainda pairava sobre seu semblante, então ela repousou de novo sua cabeça sobre o peito dele, como se aproveitasse os últimos momentos.
- No que você está pensando? – Ele perguntou serenamente.
- No que aconteceu. - Houve uma pausa. - Não queria que isso mudasse nada entre a gente. - Ela suspirou com uma voz triste.
- Mas é claro que vai mudar, Stana. – Ele disse com convicção.
- Nathan, sua amizade é muito importante pra mim. - Ela disse realmente com medo.
- Mas nós passamos uma noite juntos. Não podemos mais ser como antes. - Ele pronunciou de novo o mesmo tom.
Isso fez com que o coração dela contraísse exageradamente, magoando-a. Ela se deitou do lado da cama, olhando para o lado oposto ao dele e suspirou com uma dor confusa.
- E então, isso significa que a partir de hoje ficamos como?
Ele se virou por cima dela, encarando-a novamente no profundo de seus olhos.
- Ficamos juntos, Stana. A partir de hoje eu e você estamos juntos. Eu quero dormir, acordar e ir trabalhar todos os dias ao lado dessa mulher incrivelmente linda que você é.
Ele sorriu acariciando o rosto macio emoldurado pelos cabelos perfumados. Ela então sorriu de volta puxando-o para sua boca, amando-o mais uma vez naquela manhã. Reviveram os momentos da noite anterior como se nunca tivessem vivido aquilo. Algumas horas depois se arrumaram e foram para a reunião com os produtores com sorrisos e mãos entrelaçadas. Definitivamente, decidiram elevar Castle e Beckett a um novo nível no relacionamento.
FIM
***
A troca de olhares havia tornado-se tão fulminante que ameaçava derretê-los. Então se beijaram outra vez. Lentamente, conheciam a textura de seus lábios, a suavidade de suas mãos. Não havia mais dúvidas de quem eram: apenas Nathan e Stana se amando, fora da ficção, assumindo os fatos, vivendo a realidade. Ele acariciava o rosto dela, beijando-a sem pressa e ela seguia o seu ritmo. A confusão que antes assolava suas mentes agora tomava conta apenas de seus corpos que se misturavam com delicadeza.
Delicadeza. Foi assim que se seguiram todos os gestos. Não olhavam-se, mas sabiam o que estava acontecendo pois sentiam a mesma energia emanar de seus corpos e entrelaçarem-se aos poucos. Nathan tirou seu vestido devagar, passando os dedos pela pele despida e macia tão suavemente que a fez arrepiar-se. Saboreava aquele corpo em seus braços como se degustasse uma fruta colhida a seu tempo. Então fora a vez dela tirar-lhe as roupas, espalmando as mãos finas no peito definido.
Aprofundavam-se cada vez mais nos toques e carinhos. O corpo esbelto era emoldurado pelos braços fortes, aumentando o calor entre suas peles. Trocaram então olhares que insinuavam uma urgência latente. Ela o conduziu alguns centímetros em direção a sua cama e ele a envolveu em um beijo profundamente quente. Pararam alguns segundos analisando detalhadamente as feições um do outro como se uma calmaria súbita precedesse uma grande tempestade. E foi exatamente isso que aconteceu. Rolavam pelos lençóis, sentindo suas pernas deslizarem uma pela outra, enquanto os braços eram responsáveis por aumentar a superfície de contato entre eles, indo até o limite de seus corpos. Ela cravava as unhas no travesseiro enquanto ele beijava sua nuca e parte superior das costas, vez por outra encontrando suas bocas em um contorcionismo ardente. Um duplo movimento e as pernas dela enlaçaram a cintura dele arrancando um suspiro abafado dos dois. A união deles prosseguiu em um ritmo enlouquecedor.
As mãos deles se entrelaçaram repousando sobre o travesseiro e os movimentos de ambos começaram a ficar cada vez mais desconcertantes. Ondas de prazer percorriam seus corpos disparando novas sensações e elevando-as à potência máxima. Ele perdeu-se no perfume dos cabelos dela, enquanto ela mordiscou o ombro dele tentando abafar um gemido. Mas nenhum som conseguiu ser emitido pelas cordas vocais de nenhum dos dois, com seus corpos estremecendo daquela forma. Sentiram contra o rosto um do outro apenas vapores de uma respiração trêmula, ofegante e essencialmente oral. Bebiam então a umidade de seus beijos, beijavam-se satisfeitos, enquanto safiras e esmeraldas se encontravam num olhar intenso e incrivelmente embriagado.
O suor destilado por seus corpos ajudava a refrescarem-se do fogo que os havia consumido. Ambos descansavam com uma leveza em suas faces. Ele deitou-se de lado com a cabeça no ombro dela envolvendo-a pelo abdômen. Podia sentir a respiração diafragmática dela acelerada, enquanto ela acariciava o rosto dele delicadamente com as costas das mãos. Permaneceram assim quietos na tentativa de seus corpos se recuperarem da exaustão.
Subitamente algo assombrou a mente dela. Então se virou de costas para ele permanecendo pensativa alguns segundos, se encolhendo sob os lençóis que a cobriam. Ela estava com uma sombra no olhar, mas esta foi dissipada quando ele a puxou para deitá-la sobre seu peito.
- Eii. Não vá embora, fique aqui comigo. – Ele dizia com uma voz feliz e carinhosa enquanto afagava os cabelos dela.
Ela estava feliz por terem se amado, mas ao mesmo tempo um medo invadia sua alma. Ele novamente conseguiu tirá-la de seus pensamentos sombrios dizendo:
- Você sabe que não foi só sexo para mim, não sabe?
- Para mim também não. – Ela suspirou e respondeu timidamente.
Ele depositou um último beijo nos lábios dela e outro no topo de sua cabeça, apertando-a mais em seus braços, dando um profundo suspiro. Permaneceu com ela ali, acariciando seus cabelos até finalmente adormecerem.
O sol incomodou os olhos azuis do ator. Não acreditava que tinha amanhecido tão rápido. Sentiu uma mão delicada acariciar seu peito e inundar seu coração de uma alegria que possuía apenas um nome.
- Stana... – Ele disse ainda meio sonolento, mas já com um sorriso nos lábios.
Ela movimentou sua cabeça e ele abriu os olhos para ver intensos olhos verdes o fitarem de volta. O brilho no olhar dela se intensificou quando encontrou o sorriso dele. Ela se alegrava por aquele sorriso não ter se dissipado com o nascer do sol. Mas uma ruga de preocupação ainda pairava sobre seu semblante, então ela repousou de novo sua cabeça sobre o peito dele, como se aproveitasse os últimos momentos.
- No que você está pensando? – Ele perguntou serenamente.
- No que aconteceu. - Houve uma pausa. - Não queria que isso mudasse nada entre a gente. - Ela suspirou com uma voz triste.
- Mas é claro que vai mudar, Stana. – Ele disse com convicção.
- Nathan, sua amizade é muito importante pra mim. - Ela disse realmente com medo.
- Mas nós passamos uma noite juntos. Não podemos mais ser como antes. - Ele pronunciou de novo o mesmo tom.
Isso fez com que o coração dela contraísse exageradamente, magoando-a. Ela se deitou do lado da cama, olhando para o lado oposto ao dele e suspirou com uma dor confusa.
- E então, isso significa que a partir de hoje ficamos como?
Ele se virou por cima dela, encarando-a novamente no profundo de seus olhos.
- Ficamos juntos, Stana. A partir de hoje eu e você estamos juntos. Eu quero dormir, acordar e ir trabalhar todos os dias ao lado dessa mulher incrivelmente linda que você é.
Ele sorriu acariciando o rosto macio emoldurado pelos cabelos perfumados. Ela então sorriu de volta puxando-o para sua boca, amando-o mais uma vez naquela manhã. Reviveram os momentos da noite anterior como se nunca tivessem vivido aquilo. Algumas horas depois se arrumaram e foram para a reunião com os produtores com sorrisos e mãos entrelaçadas. Definitivamente, decidiram elevar Castle e Beckett a um novo nível no relacionamento.
FIM
***
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