Chapter 8. Please don’t leave me
Beckett finalmente havia terminado os relatórios sobre aquele caso. Até aquele momento o Double não havia sido localizado, mas, o que haveria de se fazer, todos os meios de transporte estavam em alerta, guardas, seguranças, estavam de olhos mais do que abertos. Pelo menos naquela noite, Beckett queria descansar Castle a esperava para o jantar, ele havia lhe dito que seria uma surpresa. A primeira atitude de Kate ao desligar o computador foi ligar para Castle, a resposta que obteve foi a mensagem eletrônica “O número que você ligou está fora de área ou, desligado”.
- Estranho Castle não desligaria o celular. – Beckett discou o número da casa dele, o telefone chamou até cair na secretária eletrônica, mas o que diabos estaria acontecendo?
Mais rápido do que pretendia Beckett chegou ao apartamento de Castle.
- Castle?...Castle?- Ela chamou e não obteve resposta. – Oh não. - Um único e sombrio pensamento veio a sua mente, Double o havia encontrado. Tão rápido como chegou Beckett saiu, enquanto estava no elevador Beckett ligou para Ryan.
- Ryan, eu quero saber onde Philip Kinn foi visto pela ultima vez, agora.
- Certo o que está acontecendo?
-Não encontro o Castle. _ Beckett já havia sido do prédio e estava dentro de seu carro aguardando a informação
- Hã... Ok, ele foi visto pela ultima vez na saída leste do central parque.
- porque não o pegaram?
- Os policiais que o seguiam declararam que após ele sair do Central Park ele foi até uma estrada pouco movimentada A Garden View. Beckett ouviu a informação seus lábios se entre abriam e ela mal conseguia reagir, ela conhecia aquele lugar.
- Beckett... Beckett?
- Desculpe Ryan, quando foi isso?
- Bem ao que parece ele já tinha feito essa rota antes, algumas pessoas o reconheceram. E...
- Quando Ryan? – Beckett perguntou impaciente.
- Uma vez a cerca de um mês e meio e uma vez, um dia antes de Castle ser atacado.
- ok me encontre na Gardem View.
Enquanto Beckett dirigia seus pensamentos vagavam a situações ocorridas a um mês, e a dez dias respectivamente
Flashback (1 mês antes)
Beckett odiava sentir-se daquela maneira, era aquele sentimento estranho de que tinham prendido a pessoa errada. Um homem havia sido assassinado e todas as evidencias indicavam o irmão da vítima,então o que estaria errado?
Beckett mantinha se atenta aos detalhes das fotos da cena do crime, algumas pétalas de flores secas perto do corpo, sangue, a arma do crime sem digitais, o que estaria errado?
Castle odiava ve-la assim, Beckett sem duvida era uma das, se não a mulher ais corajosa e forte que conhecera, e, ve-la assim sentindo se impotente lhe causava igual sentimento de impotência. O que ele poderia fazer, afinal?
Castle então se lembrou de como ela se sentiu bem, quando ele lhe deu flores quando investigavam o assassinato da mãe de Beckett. Seria perfeito, lembrou-se também dela ter mencionado um lugar que ficava a saída leste d o Central Park, n a estrada garden view, onde tinham as flores mais lindas daquela cidade. Castle apressou-se em ir até a floricultura.
Beckett estava sentada observando o quadro incansavelmente, quando uma variedade de cores inundou seus olhos.
- o quê?...
- Pra você.
- Oh, Castle obrigada, eu só obrigada.
- Não se preocupe, Beckett seja lá o que for você encontra. - Beckett sorriu docemente para Castle, observando as flores e as fotos do crime novamente.
- È isso Castle!
- O quê?
- Vê isso?- Beckett mostrou as pétalas secas próximas ao corpo.
- Sim são pétalas de margaridas, que a esposa da vitima fez questão de lembrar que ganhou do marido - Castle disse a última parte revirando os olhos lembrando da cena dramática que a esposa da vítima fez e seu interrogatório.
- Pois bem, o irmão não poderia ser o assassino, por que... - Beckett andou rapidamente até a cela onde o irmão da vitima se encontrava, sendo seguida por Castle.
- Hey, venha até aqui - Beckett chamou enquanto encostava nas grades as flores que carregava.
- Eu Atchim... Atchim
- Ele é alérgico! Na cena do crime existiriam provas dos espirros. - Castle concluiu.
- Então como as pétalas das flores estavam perto do corpo... - Beckett começou
-Se a esposa disse que estava viajando... - Castle concluiu olhando para ela "daquele jeito".
A esposa foi chamada para novo interrogatório, sem poder explicar as pétalas, e como estava de malas prontas para Chicago, ela acabou confessando que matara o marido porque ele descobriu que era traído e, portanto, a deixaria sem nada após o divórcio.
Beckett já havia desligado o computador e se preparava para finalmente descansar, quando Castle se aproximou.
- Obrigada Castle, Eu... Eu...
- Eu sei Beckett... Sempre.
Fim do flashback.
Beckett já se aproximava do destino quando em certa altura da gardem view, havia uma placa “estrada fechada”. Beckett desceu do carro e passou as mãos pelos cabelos um pouco desapontada, logo chegaram Ryan e Esposito em outro carro.
- o que foi? Esposito perguntou ao ver Beckett tão aflita. Ele viu a placa de estrada fechada. - Calma, nós vamos checar ok?- No mesmo momento Ryan ligou ao departamento de obras para checar a informação, depois de alguns poucos minutos ao telefone, ele desligou.
- Não há nenhuma obra ocorrendo nessa estrada.
- Certo, se eu estiver certa Castle deve estar em um lugar á cerca de cinco minutos daqui, eu vou até lá – Beckett preparava sua arma e vestia o colete.
- Mas, você não pode ir sozinha. - Esposito falou.
- Daqui trinta minutos vocês vêm atrás de mim.
- Mas... - Ryan ainda tentou argumentar.
- Se eu for de carro ou se chegarmos juntos, Philip pode matar Castle, então eu preciso ir. Conto com vocês?
-Com certeza. - Esposito afirmou.
Beckett então começou a caminhar para onde ela creditava que encontraria Castle, perto da sua floricultura favorita.
Flashback (10 dias atrás)
Quando Beckett chegou ao precinto naquela manhã, encontrou uma porção de Flores coloridas sobre sua mesa, um cartão no meio delas dizia “obrigado por ser você minha musa”, Beckett sentiu-se extremamente quente com a declaração devido ao tem avermelhado que sua face ganhou, ela estava se abrindo pra ele realmente estava, era ele quem estava presente quando ela precisava, quando não precisava também.
- Bom dia!- Beckett deu um pequeno pulo tamanho o susto que levou
- Castle!
- Gostou das flores?
- Eu... é... O que eu te disse que faria se você me chamasse de musa?- Beckett agora o olhava com aquele olhar que embora ameaçador, era também extremamente sensual.
- È... bem, você disse que ia... quer dizer você vai?- Castle a olhou espantado, mas Beckett saiu em direção a sala de descanso, sorrindo largamente deixando o para trás perplexo.
Flashback off
Naquele trecho pouco iluminado e praticamente deserto Castle, novamente ouviu a grave voz falar seu nome.
- Finalmente nos encontramos de novo Rick Castle. - O homem que usava capaz se aproximava lentamente de Castle.
- Desculpe quem é você?
- Você não me conhece? – O homem que estava agora cerca de um metro a frente de Castle, tirou o capuz. Sou eu Philip, Philip Kinn. Não se lembra?
È claro que Castle se lembrava de Philip, haviam estados juntos numa festa da faculdade.
- Ah caso não se lembre quem sou pode me chamar de Double - O homem agora tirou uma arma de baixo da escura blusa que cobria seu corpo apontando a para Castle.
- Eu, mas...
- Lembra do que aconteceu naquela noite RICK? – O homem usava toda a sua raiva para falar com Castle.
- Eu, é....
- Responde! – Philip atirou pra cima, fazendo o corpo de Castle tremer em reação.
Não longe dali Beckett ouvia o tiro e temia o pior.
- Ah não. Castle. - Seu coração disparou, e apesar da vontade de correr até lá ela sabia que teria que tomar cuidado. Beckett andava por trás das arvores a beira da estrada, já pode avistar o carro de Philip, o mesmo se encontrava muito próximo a Castle com a arma apontada pra ele.
Flashback
Naquela noite Philip como a maioria de seus colegas havia exagerado um pouco na bebida. Sorte que morava num apartamento no campus da faculdade, assim também como boa parte dos alunos. Philip voltou para o apartamento com seu colega de quarto Peter.
Peter não parecia estar tão alterado, mas ainda assim olhava Philip de forma estranha como se procurasse algum detalhe em particular.
Philip com certa dificuldade, ainda conseguiu despir-se para dormir. Deitou na cama, e apagou. Foi uma madrugada um tanto agitada, sentia um peso em cima de si que o impedia de sair da posição de bruços, mas não sentia mais, nada o álcool ainda fazia efeito em seu corpo e seus momentos acordados eram poucos e rápidos. Pela manhã quando acordou seu corpo doía. Estava sozinho no quarto e não havia sinais de Peter.
Olhou por debaixo do lençol o vermelho dominava sobre o branco.
“Oh Deus”.
Fim do Flashback
- O que quer que tenha acontecido, eu sinto muito?
- Sente muito, Castle. Você era meu amigo deveria ter me protegido. - Philip berrava.
-Nós nos encontramos no máximo duas vezes como eu poderia ter te protegido? – Castle também gritou.
Philip teve uma família difícil, um pai que exigia que tudo que ele fizesse fosse perfeito, e mesmo assim, nunca um elogio se quer saia de sua boca. E uma mãe que quando não estava trabalhando estava ocupada demais com seus amigos da alta sociedade. Então sim era fácil demais ele se apegar as pessoas, era fácil pra ele acreditar que as pessoas eram suas amigas. Mas philip chegou a um ponto quase psicótico depois do estupro, acreditava que castle, Peter e os outros deveriam te-lo protegido, do que seja lá o que o tivesse acontecido.
Naquele momento Castle localizou Beckett por detrás das arvores, apesar da pouca iluminação ele pode vê-la fazer um gesto qualquer com as mãos incentivando-o a continuar a falar com Philip.
- E tudo por culpa daquele inútil do Philip.
- O que tem o Philip? - Castle perguntou confuso.
- Foi aquele maldito quem me fez aquilo, aquele desgraçado. - Philip estava realmente com raiva, apontava constantemente a arma para castle, só alternava a mira, às vezes mirava a cabeça ou o peito de Castle.
-Mas o que eu e os outros temos com isso, Philip?
-Vocês deveriam ter cuidado de mim!- Philip gritou novamente, então sua face assumiu uma expressão tranqüilo e um sorriso sádico apareceu em seus lábios.- Vocês perderam um amigo, agora sabem que deveriam te-los protegido.
Philip sabia que os que foram dopados, se culpariam por não terem conseguido proteger os que foram mortos, e isso o deixava satisfeito, a insanidade fazia com que a dor dos outros lhe parecesse satisfatória.
- A quatro dias eu descobri que foi o Peter, que me estuprou. - O sorriso sádico ainda tomava conta do seu rosto
- E provavelmente vocês já sabiam, não é Rick?
- Não eu não, sabia, eu...
- Cala a boca! – Philip puxou o gatilho, um tiro, o grito de Beckett, dois tiros.
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Beckett finalmente havia terminado os relatórios sobre aquele caso. Até aquele momento o Double não havia sido localizado, mas, o que haveria de se fazer, todos os meios de transporte estavam em alerta, guardas, seguranças, estavam de olhos mais do que abertos. Pelo menos naquela noite, Beckett queria descansar Castle a esperava para o jantar, ele havia lhe dito que seria uma surpresa. A primeira atitude de Kate ao desligar o computador foi ligar para Castle, a resposta que obteve foi a mensagem eletrônica “O número que você ligou está fora de área ou, desligado”.
- Estranho Castle não desligaria o celular. – Beckett discou o número da casa dele, o telefone chamou até cair na secretária eletrônica, mas o que diabos estaria acontecendo?
Mais rápido do que pretendia Beckett chegou ao apartamento de Castle.
- Castle?...Castle?- Ela chamou e não obteve resposta. – Oh não. - Um único e sombrio pensamento veio a sua mente, Double o havia encontrado. Tão rápido como chegou Beckett saiu, enquanto estava no elevador Beckett ligou para Ryan.
- Ryan, eu quero saber onde Philip Kinn foi visto pela ultima vez, agora.
- Certo o que está acontecendo?
-Não encontro o Castle. _ Beckett já havia sido do prédio e estava dentro de seu carro aguardando a informação
- Hã... Ok, ele foi visto pela ultima vez na saída leste do central parque.
- porque não o pegaram?
- Os policiais que o seguiam declararam que após ele sair do Central Park ele foi até uma estrada pouco movimentada A Garden View. Beckett ouviu a informação seus lábios se entre abriam e ela mal conseguia reagir, ela conhecia aquele lugar.
- Beckett... Beckett?
- Desculpe Ryan, quando foi isso?
- Bem ao que parece ele já tinha feito essa rota antes, algumas pessoas o reconheceram. E...
- Quando Ryan? – Beckett perguntou impaciente.
- Uma vez a cerca de um mês e meio e uma vez, um dia antes de Castle ser atacado.
- ok me encontre na Gardem View.
Enquanto Beckett dirigia seus pensamentos vagavam a situações ocorridas a um mês, e a dez dias respectivamente
Flashback (1 mês antes)
Beckett odiava sentir-se daquela maneira, era aquele sentimento estranho de que tinham prendido a pessoa errada. Um homem havia sido assassinado e todas as evidencias indicavam o irmão da vítima,então o que estaria errado?
Beckett mantinha se atenta aos detalhes das fotos da cena do crime, algumas pétalas de flores secas perto do corpo, sangue, a arma do crime sem digitais, o que estaria errado?
Castle odiava ve-la assim, Beckett sem duvida era uma das, se não a mulher ais corajosa e forte que conhecera, e, ve-la assim sentindo se impotente lhe causava igual sentimento de impotência. O que ele poderia fazer, afinal?
Castle então se lembrou de como ela se sentiu bem, quando ele lhe deu flores quando investigavam o assassinato da mãe de Beckett. Seria perfeito, lembrou-se também dela ter mencionado um lugar que ficava a saída leste d o Central Park, n a estrada garden view, onde tinham as flores mais lindas daquela cidade. Castle apressou-se em ir até a floricultura.
Beckett estava sentada observando o quadro incansavelmente, quando uma variedade de cores inundou seus olhos.
- o quê?...
- Pra você.
- Oh, Castle obrigada, eu só obrigada.
- Não se preocupe, Beckett seja lá o que for você encontra. - Beckett sorriu docemente para Castle, observando as flores e as fotos do crime novamente.
- È isso Castle!
- O quê?
- Vê isso?- Beckett mostrou as pétalas secas próximas ao corpo.
- Sim são pétalas de margaridas, que a esposa da vitima fez questão de lembrar que ganhou do marido - Castle disse a última parte revirando os olhos lembrando da cena dramática que a esposa da vítima fez e seu interrogatório.
- Pois bem, o irmão não poderia ser o assassino, por que... - Beckett andou rapidamente até a cela onde o irmão da vitima se encontrava, sendo seguida por Castle.
- Hey, venha até aqui - Beckett chamou enquanto encostava nas grades as flores que carregava.
- Eu Atchim... Atchim
- Ele é alérgico! Na cena do crime existiriam provas dos espirros. - Castle concluiu.
- Então como as pétalas das flores estavam perto do corpo... - Beckett começou
-Se a esposa disse que estava viajando... - Castle concluiu olhando para ela "daquele jeito".
A esposa foi chamada para novo interrogatório, sem poder explicar as pétalas, e como estava de malas prontas para Chicago, ela acabou confessando que matara o marido porque ele descobriu que era traído e, portanto, a deixaria sem nada após o divórcio.
Beckett já havia desligado o computador e se preparava para finalmente descansar, quando Castle se aproximou.
- Obrigada Castle, Eu... Eu...
- Eu sei Beckett... Sempre.
Fim do flashback.
Beckett já se aproximava do destino quando em certa altura da gardem view, havia uma placa “estrada fechada”. Beckett desceu do carro e passou as mãos pelos cabelos um pouco desapontada, logo chegaram Ryan e Esposito em outro carro.
- o que foi? Esposito perguntou ao ver Beckett tão aflita. Ele viu a placa de estrada fechada. - Calma, nós vamos checar ok?- No mesmo momento Ryan ligou ao departamento de obras para checar a informação, depois de alguns poucos minutos ao telefone, ele desligou.
- Não há nenhuma obra ocorrendo nessa estrada.
- Certo, se eu estiver certa Castle deve estar em um lugar á cerca de cinco minutos daqui, eu vou até lá – Beckett preparava sua arma e vestia o colete.
- Mas, você não pode ir sozinha. - Esposito falou.
- Daqui trinta minutos vocês vêm atrás de mim.
- Mas... - Ryan ainda tentou argumentar.
- Se eu for de carro ou se chegarmos juntos, Philip pode matar Castle, então eu preciso ir. Conto com vocês?
-Com certeza. - Esposito afirmou.
Beckett então começou a caminhar para onde ela creditava que encontraria Castle, perto da sua floricultura favorita.
Flashback (10 dias atrás)
Quando Beckett chegou ao precinto naquela manhã, encontrou uma porção de Flores coloridas sobre sua mesa, um cartão no meio delas dizia “obrigado por ser você minha musa”, Beckett sentiu-se extremamente quente com a declaração devido ao tem avermelhado que sua face ganhou, ela estava se abrindo pra ele realmente estava, era ele quem estava presente quando ela precisava, quando não precisava também.
- Bom dia!- Beckett deu um pequeno pulo tamanho o susto que levou
- Castle!
- Gostou das flores?
- Eu... é... O que eu te disse que faria se você me chamasse de musa?- Beckett agora o olhava com aquele olhar que embora ameaçador, era também extremamente sensual.
- È... bem, você disse que ia... quer dizer você vai?- Castle a olhou espantado, mas Beckett saiu em direção a sala de descanso, sorrindo largamente deixando o para trás perplexo.
Flashback off
Naquele trecho pouco iluminado e praticamente deserto Castle, novamente ouviu a grave voz falar seu nome.
- Finalmente nos encontramos de novo Rick Castle. - O homem que usava capaz se aproximava lentamente de Castle.
- Desculpe quem é você?
- Você não me conhece? – O homem que estava agora cerca de um metro a frente de Castle, tirou o capuz. Sou eu Philip, Philip Kinn. Não se lembra?
È claro que Castle se lembrava de Philip, haviam estados juntos numa festa da faculdade.
- Ah caso não se lembre quem sou pode me chamar de Double - O homem agora tirou uma arma de baixo da escura blusa que cobria seu corpo apontando a para Castle.
- Eu, mas...
- Lembra do que aconteceu naquela noite RICK? – O homem usava toda a sua raiva para falar com Castle.
- Eu, é....
- Responde! – Philip atirou pra cima, fazendo o corpo de Castle tremer em reação.
Não longe dali Beckett ouvia o tiro e temia o pior.
- Ah não. Castle. - Seu coração disparou, e apesar da vontade de correr até lá ela sabia que teria que tomar cuidado. Beckett andava por trás das arvores a beira da estrada, já pode avistar o carro de Philip, o mesmo se encontrava muito próximo a Castle com a arma apontada pra ele.
Flashback
Naquela noite Philip como a maioria de seus colegas havia exagerado um pouco na bebida. Sorte que morava num apartamento no campus da faculdade, assim também como boa parte dos alunos. Philip voltou para o apartamento com seu colega de quarto Peter.
Peter não parecia estar tão alterado, mas ainda assim olhava Philip de forma estranha como se procurasse algum detalhe em particular.
Philip com certa dificuldade, ainda conseguiu despir-se para dormir. Deitou na cama, e apagou. Foi uma madrugada um tanto agitada, sentia um peso em cima de si que o impedia de sair da posição de bruços, mas não sentia mais, nada o álcool ainda fazia efeito em seu corpo e seus momentos acordados eram poucos e rápidos. Pela manhã quando acordou seu corpo doía. Estava sozinho no quarto e não havia sinais de Peter.
Olhou por debaixo do lençol o vermelho dominava sobre o branco.
“Oh Deus”.
Fim do Flashback
- O que quer que tenha acontecido, eu sinto muito?
- Sente muito, Castle. Você era meu amigo deveria ter me protegido. - Philip berrava.
-Nós nos encontramos no máximo duas vezes como eu poderia ter te protegido? – Castle também gritou.
Philip teve uma família difícil, um pai que exigia que tudo que ele fizesse fosse perfeito, e mesmo assim, nunca um elogio se quer saia de sua boca. E uma mãe que quando não estava trabalhando estava ocupada demais com seus amigos da alta sociedade. Então sim era fácil demais ele se apegar as pessoas, era fácil pra ele acreditar que as pessoas eram suas amigas. Mas philip chegou a um ponto quase psicótico depois do estupro, acreditava que castle, Peter e os outros deveriam te-lo protegido, do que seja lá o que o tivesse acontecido.
Naquele momento Castle localizou Beckett por detrás das arvores, apesar da pouca iluminação ele pode vê-la fazer um gesto qualquer com as mãos incentivando-o a continuar a falar com Philip.
- E tudo por culpa daquele inútil do Philip.
- O que tem o Philip? - Castle perguntou confuso.
- Foi aquele maldito quem me fez aquilo, aquele desgraçado. - Philip estava realmente com raiva, apontava constantemente a arma para castle, só alternava a mira, às vezes mirava a cabeça ou o peito de Castle.
-Mas o que eu e os outros temos com isso, Philip?
-Vocês deveriam ter cuidado de mim!- Philip gritou novamente, então sua face assumiu uma expressão tranqüilo e um sorriso sádico apareceu em seus lábios.- Vocês perderam um amigo, agora sabem que deveriam te-los protegido.
Philip sabia que os que foram dopados, se culpariam por não terem conseguido proteger os que foram mortos, e isso o deixava satisfeito, a insanidade fazia com que a dor dos outros lhe parecesse satisfatória.
- A quatro dias eu descobri que foi o Peter, que me estuprou. - O sorriso sádico ainda tomava conta do seu rosto
- E provavelmente vocês já sabiam, não é Rick?
- Não eu não, sabia, eu...
- Cala a boca! – Philip puxou o gatilho, um tiro, o grito de Beckett, dois tiros.
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